Argentina diz que recomendação para não viajar ao país é "razoável"
colaboração para a Folha Online
A ministra da Saúde da Argentina, Graciela Ocaña, considerou nesta segunda-feira como "razoável" a recomendação feita pelo governo brasileiro para que viagens para o território argentino e o Chile sejam evitadas. O objetivo é evitar o contágio pela gripe suína --como é chamada a gripe A (H1N1).
"É uma recomendação de saúde como a que nós fizemos, para que as pessoas evitem viajar a zonas de risco, como Estados Unidos, Canadá e México", declarou a ministra ao canal de televisão Todo Noticias.
Com 17 mortos registrados, a Argentina é o país sul-americano com maior número de vítimas fatais da gripe, cuja proliferação obrigou as autoridades a instalar postos de saúde móveis em Buenos Aires, entre outras medidas.
Nesta terça-feira, o Ministério da Saúde brasileiro recomendou o adiamento de viagens ao Chile e à Argentina como forma de prevenção contra a doença.
A medida é especialmente direcionada a idosos, crianças com até dois anos de idade e pessoas com baixa imunidade, mas "não incomoda" às autoridades argentinas, segundo Ocaña.
Sintomas
A gripe suína é uma doença respiratória causada pelo vírus influenza A, chamado de H1N1. Ele é transmitido de pessoa para pessoa e tem sintomas semelhantes aos da gripe comum, com febre superior a 38ºC, tosse, dor de cabeça intensa, dores musculares e articulações, irritação dos olhos e fluxo nasal.
Para diagnosticar a infecção, uma amostra respiratória precisa ser coletada nos quatro ou cinco primeiros dias da doença, quando a pessoa infectada espalha vírus, e examinadas em laboratório. Os antigripais Tamiflu e Relenza, já utilizados contra a gripe aviária, são eficazes contra o vírus H1N1, segundo testes laboratoriais, e parecem ter dado resultado prático, de acordo com o CDC (Centros de Controle de Doenças dos Estados Unidos).
Com Efe
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