Morte de iraniana em protesto pode estar ligada a terrorista, diz Irã
da Folha Online
As autoridades iranianas afirmaram nesta quarta-feira que os atiradores que mataram a iraniana Neda Agha-Soltan durante um protesto da oposição podem tê-la confundido com a irmã de um terrorista do país, informa a agência Irna.
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| Reuters |
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| Foto mostra a iraniana Neda Agha Soltani, morta com um tiro no peito |
A morte de Neda com um tiro no peito foi filmada por um outro manifestante e divulgada ao mundo pela internet. As imagens são fortes e se transformaram em símbolo da opressão das forças de segurança aos protestos, que ocupam há dez dias as ruas da capital Teerã.
As autoridades iranianas rejeitam a denúncia de que milicianos Basij, ligados à Guarda Revolucionária, forma os responsáveis pela morte da mulher e culpam "os grupos que querem criar uma divisão na nação".
Segundo o governo, a morte de Neda, considerada mártir da liberdade política no regime teocrático iraniano, foi planejada para "acusar o Irã de lidar de maneira violenta com a oposição".
A agência afirma ainda que uma investigação sobre a morte de Neda foi iniciada, "mas, de acordo com as evidências obtidas até o momento, pode se dizer que ela foi morta por um erro".
Segundo a rede de televisão CNN, os atiradores teriam confundido Neda com a irmã de um Monafeghin, integrante da Organização Mujahedin do Povo do Irã, que promove um governo marxista e secular para o país. O grupo é responsável por uma campanha violenta contra o regime fundamentalista iraniano que já matou políticos, juízes e membros do gabinete.
A União Europeia retirou o grupo da lista de organizações terroristas neste ano, causando ultraje de Teerã, que acusou os europeus de "fazer amigos e cooperar com terroristas".
A agência Irna afirma ainda que os responsáveis pela morte de Neda podem ter achado que mataram um dos oposicionistas e "por isso distribuíram imediatamente o vídeo da morte na mídia oficial e não oficial para alcançar seus objetivos assassinos contra o governo iraniano e a revolução".
Capturadas por uma câmera, provavelmente de um celular, as imagens dos últimos momentos de Neda --o sangue cobrindo o rosto, um homem que seria seu pai e outras pessoas a socorrendo em desespero- foram exibidas milhões de vezes no site de vídeos YouTube e replicadas pela rede de microblogs Twitter e por blogs de todo o mundo.
Em seguida, as redes de TV internacionais exibiram as cenas, alimentando toda a cadeia de replicações. Em inglês, espanhol, alemão e farsi, milhares de mensagens dizem que a morte dela "não será em vão".
Os detalhes sobre a vida de Neda têm emergido aos poucos e de forma fragmentada. Com a expulsão da imprensa estrangeira do país, a maior parte da cobertura independente da imprensa estatal tem sido feita por meio de redes sociais na internet, com informações cada vez mais dificilmente confirmáveis.
Um conhecido da família disse à agência Associated Press que Neda trabalhava em tempo parcial em uma agência de viagens iraniana. O conhecido falou em condição de anonimato porque teme represálias do governo.
Testemunhas disseram que agentes de segurança impediram que o funeral dela fosse realizado, bloqueando as ruas de acesso a uma mesquita no centro de Teerã onde a cerimônia deveria acontecer.
A BBC entrevistou um rapaz que seria o noivo de Neda. Caspian Makan disse à BBC em persa que o nome completo dela era Neda Agha-Soltan. Ele afirmou que ela chegou acidentalmente ao meio dos protestos.
"Ela estava perto da área, a algumas ruas de distância de onde os principais protestos estavam acontecendo, perto da região de Amir Abad [bairro de Teerã]. Ela estava com seu professor de música, sentada em um carro e presa no tráfego", disse Makan à BBC. "Ela estava se sentindo muito cansada e com muito calor. Ela saiu do carro apenas por poucos minutos."
Neda é, contudo, apenas uma entre as pessoas que morreram nos protestos. A televisão estatal iraniana disse que ao menos 20 pessoas foram mortas nas manifestações.
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"O Parlamento iraquiano aprovou nesta terça-feira um acordo de cooperação marítima com o Reino Unido que permitirá o retorno de entre cem e 150 soldados britânicos ao sul do país árabe, para ajudar a treinar a Marinha iraquiana e proteger as instalações petrolíferas."
Este é o sinal obvio que os ingleses se apossaram das companhias de petróleo iraquianas após enforcarem Sadam Hussein e colocarem "testas de ferro e laranjas" da nova elite iraquiana. Como se não bastasse o exército iraquiano vigiará os poços para eles. Provavelmente, após o saque ao tesouro iraquiano, no lugar de ouro e outras moedas, os corsários os encheram de dólares cheirando a tinta. O Irã deve abrir bem os olhos, pois isso é o que é pretendido para eles também. É bom que a revolução dos aiatolás comece a educar seu povo maciçamente, a fim de não facilitar a invasão dos inimigos que sempre contam com que o povo esteja na ignorância.
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