Mundo
24/06/2009 - 15h58

Explosão em mercado deixa ao menos 52 mortos no Iraque

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colaboração para a Folha Online

Ao menos 52 pessoas morreram nesta quarta-feira e outras 104 ficaram feridas após a explosão de uma moto em um mercado de Sadr City, uma região de maioria xiita no leste de Bagdá. O atentado ocorreu seis dias antes de as tropas dos Estados Unidos se retirarem parcialmente das cidades iraquianas.

Segundo fontes polícias, o veículo estava estacionado no mercado de aves de Meridi. Uma testemunha afirmou que a explosão destruiu parte do local, deixando barracas em chamas.

A violência do Iraque caiu drasticamente no ano passado, mas militantes extremistas continuam lançando bombas com o objetivo de prejudicar o governo e reiniciar um conflito sectário.

Sadr City é considerado o bastião do clérigo xiita antiamericano Moqtada al Sadr e de seu Exército Mehdi. No entanto, a milícia parou com a maior parte de suas atividades em 2008 e forças de segurança iraquianas retomaram o controle da região.

Analistas acreditam que os recentes ataques --que deixaram mais de cem mortos apenas na última semana-- vão se intensificar antes da eleição legislativa prevista para janeiro.

O primeiro-ministro, Nuri al Maliki, fez sua reputação como o responsável pela redução do derramamento de sangue.

Membro da maioria xiita, ele pediu à população que não perca as esperanças se os insurgentes aproveitarem a retirada parcial das tropas americanas para realizar novos atentados.

Retirada

Apenas um pequeno número de soldados dos EUA ficarão nas cidades iraquianas depois de 30 de junho, prazo final para que forças de combate deixem as áreas urbanas do país.

A retirada parcial faz parte de um acordo firmado entre os dois governos, que estipulou o ano de 2011 para que o Exército americano deixe completamente o país do Oriente Médio, após seis anos de invasão.

Alguns soldados permanecerão por trás das chamadas Estações de Segurança Conjuntas, para treinar e aconselhar as forças de segurança iraquianas.

Após a retirada parcial, o Exército dos EUA continuarão fornecendo serviços de inteligência e suporte aéreo ao Iraque.

Com Efe e Reuters

 

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