Mundo
24/06/2009 - 16h18

Austrália confirma terceira morte causada por gripe suína

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colaboração para a Folha Online

O governo da Austrália confirmou nesta quarta-feira que uma mulher de 50 anos foi a terceira vítima a morrer no país por causa da gripe suína --como é chamada a gripe A (H1N1).

A paciente --que se tratava de câncer-- deu entrada em um hospital de Melbourne no último sábado (20) com problemas respiratórios e morreu nesta quarta-feira, um dia depois de testar positivo para a doença.

As autoridades não têm certeza se as três mortes registradas no país foram causadas pelo vírus da gripe suína, já que todos os pacientes sofriam de graves doenças.

A Austrália confirmou nesta terça-feira que o total de casos da nova gripe no país chegou a 2.873, um aumento de 140 em apenas um dia.

Médicos têm pedido ao governo que se esforce para proteger os aborígenes, que geralmente vivem em localidades sem higiene pública e com serviços médicos limitados, o que os torna especialmente vulneráveis.

Sintomas

A gripe suína é uma doença respiratória causada pelo vírus influenza A, chamado de H1N1. Ele é transmitido de pessoa para pessoa e tem sintomas semelhantes aos da gripe comum, com febre superior a 38ºC, tosse, dor de cabeça intensa, dores musculares e articulações, irritação dos olhos e fluxo nasal.

Para diagnosticar a infecção, uma amostra respiratória precisa ser coletada nos quatro ou cinco primeiros dias da doença, quando a pessoa infectada espalha vírus, e examinadas em laboratório. Os antigripais Tamiflu e Relenza, já utilizados contra a gripe aviária, são eficazes contra o vírus H1N1, segundo testes laboratoriais, e parecem ter dado resultado prático, de acordo com o CDC (Centros de Controle de Doenças dos Estados Unidos).

Com Associated Press

Comentários dos leitores
Guilherme Lemmi (228) 27/11/2009 22h25
Guilherme Lemmi (228) 27/11/2009 22h25
Quase UM BILHAO E MEIO DE DOLARES foram gastos pela America Latina na compra de vacinas para a gripe suina. E isso sem contar com os estoques de Tamiflu!
A industria da morte, formada pelas coorporações farmaceuticas, agradece.
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Glória Araújo (58) 27/11/2009 21h57
Glória Araújo (58) 27/11/2009 21h57
A população brasileira na sua maior parte é desinformada,consumistas sem formação média de cultura,outra grande fração são analfabetos,por exemplo saem para manifestações as mais diversas,mas, pode morrer um parente,um amigo da famosa gripe que ´´eles´´ não proucuram se unir para nenhuma manifestação. Portanto acho que o MS sabe com qual população estão tratando.Aconteça epidemia,não existirá reação.
O site de muita gente é outro, sua praia não é a saude. O governo sabe disso.Acho que o MS deve
aproveitar e entender também que essa coletividade vai piorar o contagio do H1N1.
Deveria acontecer campanhas de sensibilização e esclarecimentos para todos melhorar sua condiçao de conhecimento e ter interesse também para esse conhecimento,vai evitar propagação do H1N1.
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Mario Sidnei Moreira (3) 27/11/2009 17h48
Mario Sidnei Moreira (3) 27/11/2009 17h48
Um estudo de 2006 do Ministério da Saúde - "Plano Brasileiro de Preparação para uma Pandemia de Influenza ­ 3ª versão". foi dado ao conhecimento público pelo jornalista Hélio Schwartsman, da Folha de São Paulo.
O plano propunha diferentes cenários para a próxima pandemia de gripe: entre 35 milhões e 67 milhões de brasileiros seriam afetados pelo vírus pandêmico, de 3 milhões a 16 milhões desenvolveriam algum tipo de complicação, entre 205 mil e 4,4 milhões necessitariam de hospitalização.
O Ministério da Saúde renegou o próprio trabalho; o ombudsman da Folha disse que a matéria era o "pior erro jornalístico" ocorrido durante seu mandato; a vanguarda do movimento lulista viu no texto mais uma tentativa de golpe contra o governo do PT; o ministro da Saúde, José Gomes Temporão, afirmou que a reportagem era patética, pois aplicava ao H1N1 parâmetros válidos apenas para o H5N1, a gripe aviária.
O Ministro não sabia, ou, mais provavelmente fez que não sabia, os dois dados conhecidos para o H5N1: 0% de taxa de transmissão entre humanos e mais de 60% de letalidade entre os casos contraídos de animais.
Em seguida o Ministério da "Saúde" passou a divulgar um número que não se sustenta por nenhum critério conhecido: a gripe sazonal mata, no Brasil, todos os anos, 70 mil pessoas.
Felizmente, o País conta com pessoas, não sei se muitas, que, como jornalista Hélio Schwartsman, se propõem fazer um jornalismo sério, independente, investigatório e corajoso.
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