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24/06/2009 - 16h36

Obama enviou carta a líder supremo do Irã antes da eleição, diz jornal

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colaboração para a Folha Online

O jornal americano "The Washington Times" e a rede de TV CNN informaram nesta quarta-feira que o presidente dos Estados Unidos, Barack Obama, enviou uma carta ao líder supremo do Irã, aiatolá Ali Khamenei, semanas antes da eleição presidencial de 12 de junho passado, cujo resultado é contestado por apoiadores de candidatos oposicionistas derrotados, segundo os dados oficiais, pelo presidente Mahmoud Ahmadinejad.

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De acordo com o jornal, a carta trata da "cooperação nas relações regionais e bilaterais" entre os dois países, que não têm relações diplomáticas há três décadas. A correspondente da CNN Cristiane Amanpour informou que fontes no Irã disseram que a carta foi escrita há algumas semanas ou poucos meses, o "Washington Times" relata que o envio aconteceu entre 4 e 10 de maio.

A Press TV, emissora estatal iraniana em inglês, reproduziu as informações do jornal americano sem acrescentar novas informações ou qualquer confirmação. De acordo com a reportagem do jornal, um funcionário do governo iraniano disse sob condição de anonimato que o Ministério das relações Exteriores do Irã recebeu a mensagem americana por meio da embaixada da Suíça --que representa os interesses dos EUA no país. O embaixador disse que não comentaria o assunto.

A carta estava endereçada ao gabinete de Khamenei, máxima autoridade do país, responsável pela defesa e pela política externa, de acordo com os relatos. Tentativas anteriores de aproximação foram direcionadas a presidentes do país, que têm poderes limitados, como a carta enviada pelo então presidente Bill Clinton (1993-2001) ao presidente reformista do Irã, Mohamad Khatami, em 1996, pedindo colaboração na investigação de um atentado, atribuído a xiitas apoiados pelos iranianos, que matou 19 americanos na Arábia Saudita.

Funcionários do governo americano não confirmaram nem desmentiram o envio da carta a Khamenei, e consequentemente não falaram se houve uma resposta do governo iraniano.

EUA e Irã mantêm relações tensas desde a tomada de poder pelos religiosos xiitas iranianos, em 1979, com a derrubada do xá Mohamad Reza Pahlevi, que tinha apoio americano. Os dois países cortaram relações diplomáticas no mesmo ano, quando estudantes invadiram a embaixada americana em Teerã e deram início a uma ocupação, com reféns, que durou 444 dias.

Mas Obama tem tentado colocar em prática o gesto de "estender a mão" aos iranianos, como definiu sua estratégia de negociação, desde que os iranianos estejam dispostos a "abrir o punho". Em 20 de maio, presidente americano enviou uma mensagem de conciliação em vídeo ao Irã. Em um vídeo, com legendas em persa, o presidente falou diretamente ao povo e aos líderes iranianos propondo um "novo começo" nas relações Washington-Teerã.

Houve algumas demonstrações de que o governo iraniano havia recuado um pouco da beligerância em relação aos americanos que marca o regime islâmico --entre elas, a libertação no último dia 11 da jornalista iraniano-americana Roxana Saberi, que havia sido condenada por espionagem-- mas a crise pós-eleitoral aumentou a tensão entre os dois países.

Sob críticas da oposição, que pede uma ação mais firme em favor dos manifestantes, Obama tem falado em favor do diálogo e do direito de manifestação no Irã, com cautela para não ser acusado de interferência pelo governo do Irã, como o líder supremo fez em sermão na última sexta-feira. Nesta terça-feira, o presidente americano fez sua declaração mais forte sobre o tema, dizendo estar "escandalizado" com a violência contra os protestos.

De acordo com os dados oficiais do Irã, 17 manifestantes morreram até agora nos protestos liderados pelos oposicionistas derrotados Mir Hossein Mousavi e Mehdi Karubi --mas que em grande parte parecem fora do controle direto deles, com organização autônoma por meio de redes sociais na internet.

No sermão de sexta, no qual confirmou o apoio à vitória de Ahmadinejad e condenou os protestos, o aiatolá Khamenei falou sobre uma carta com oferta de diálogo que os americanos teriam lhe enviado, como uma mostra de ação incoerente, porque, segundo ele, estariam apoiando os protestos.

Apesar do tom mais duro desta terça-feira, e das acusações contra os EUA, Obama tenta não romper o discurso de diálogo que adotou desde o início do governo com um país a quem os americanos acusam de desenvolver um programa nuclear para o desenvolvimento de armas atômicas --o Irã afirma que busca apenas produzir energia. Além da questão nuclear, o histórico de intervenção americana alimenta a desconfiança do Irã: em 1953, os EUA participaram de um golpe contra o primeiro-ministro nacionalista Mohamed Mossadegh, e nos anos seguintes apoiaram o regime ditatorial do xá Reza Pahlevi.

Comentários dos leitores
J. R. (1150) 14/11/2009 18h53
J. R. (1150) 14/11/2009 18h53
"Viagem de Obama ressuscita "Obamania"" - Os Chineses compararem Barack Obama a Mao Tse Tung é algo no mínimo temerário, além de vender a imagem de Mao para fora do seu contexto original. Os chineses demorarão um pouco para perceber que Obama não manda quase nada nos USA. sem opinião
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Luis Duraes (61) 13/11/2009 19h20
Luis Duraes (61) 13/11/2009 19h20
Mr.President,
All we are saying is give peace a chance
(Tudo o que dizemos é dê uma chance a paz)
All you need is love
( Tudo o que você precisa é de amor)
Love is all you need
(Amor é tudo o que você precisa)
Paul & John ja deram o recado la tras !!!
Sera que o Obama entendeu e vai por em pratica ?
Pelo andar da carruagem, acredito que nao !!!!
QUE PENA !!!!
4 opiniões
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eduardo de souza (467) 13/11/2009 12h59
eduardo de souza (467) 13/11/2009 12h59
Se querem julgar os verdadeiros culpados pela destruição das "torres gêmeas" terão que levar para o tribunal a CIA, o dono dos prédios(que fez segura bilionário 2 semanas antes, voltado ao ataque de terrorismo), o vice presidente dos Eua na época(é o dono das adutoras que atravessam o Afeganistão) baby bush(cara de macaco) que foi o maior "bonequinho" de manipulação do eixo, e por fim, investigar profundamente a queda do prédio ao lado, o world 7, que por sinal(coitadinho) nenhum avião bateu nele mas... ficou com inveja e caiu...
Não sei como será o palco da grande comédia nesse FAJUTO JULGAMENTO, mas tenho certeza de que quem estará sendo julgado não são os verdadeiros culpados.
Triste fim da nação n. amer. sustenta com seus impostos tiranos que sugam tudo que têm, e de quebra, são bombardeados e mortos. O "Eixo" desrespeita a lei do cão, MORDE A MÃO DE QUEM OS ALIMENTA.
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Valentin Makovski (217) 03/11/2009 15h23
Valentin Makovski (217) 03/11/2009 15h23
Eu não duvido de nada, se os EUA em alguns anos, implantarem algumas bases de mísseis de longo alcance no Iraque, pois estão lá e tem mais de 100 mil soldados, agora lógico. A Russia esta fazendo o mesmo apoio ao Irã, Pra ser mais exato, a guerra fria ainda não acabou só mudou de época. Lógico com vantagem dos EUA, mas a Russia tem seus prô e contras, ainda tem tecnologia suficiente e possui o maior arsenal de bombas atômicas. EUA estão no paquistão não para combater o Taliban, estão presentes numa região que demanda conflitos eternos, e que sempre terá um para vender armas, e tecnologia. Sabemos de praxe Srs (as) que guerras são grande negócios, em valores astronômicos. Antes não se dava ênfase á aquela região, hoje em dia a região é estratégica para as super potencias, envolve muito dinheiro e conflitos a vista. Por isso tanto interesse e tanta movimentação bélica. sem opinião
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J. R. (1126) 18/10/2009 13h21
J. R. (1126) 18/10/2009 13h21
RU treina soldados iraquianos para proteger seus poços de petróleo.
"O Parlamento iraquiano aprovou nesta terça-feira um acordo de cooperação marítima com o Reino Unido que permitirá o retorno de entre cem e 150 soldados britânicos ao sul do país árabe, para ajudar a treinar a Marinha iraquiana e proteger as instalações petrolíferas."
Este é o sinal obvio que os ingleses se apossaram das companhias de petróleo iraquianas após enforcarem Sadam Hussein e colocarem "testas de ferro e laranjas" da nova elite iraquiana. Como se não bastasse o exército iraquiano vigiará os poços para eles. Provavelmente, após o saque ao tesouro iraquiano, no lugar de ouro e outras moedas, os corsários os encheram de dólares cheirando a tinta. O Irã deve abrir bem os olhos, pois isso é o que é pretendido para eles também. É bom que a revolução dos aiatolás comece a educar seu povo maciçamente, a fim de não facilitar a invasão dos inimigos que sempre contam com que o povo esteja na ignorância.
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J. R. (1126) 28/09/2009 14h07
J. R. (1126) 28/09/2009 14h07
Alguns não querem que o Brasil se aproxime do Irã, outros não querem que se aproxime do criminoso Israel, porém lembrem-se que estão num país que não tem rabo preso. O presidente do Irã virá, o ministro de Israel, Kadafi, Obama. Isso é liberdade e autodeterminação. De que adianta essa panacéia com relação ao mundo árabe? Nada. 1 opinião
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