Triunfo real de Ahmadinejad não está descartado com crise no Irã
da Folha de S. Paulo
Apesar da revolta oposicionista, há apenas indícios, não provas, de que a reeleição de Mahmoud Ahmadinejad foi fraudulenta --mesmo que alguns desses indícios sejam fortes, como o comparecimento maior do que 100% em alguns distritos.
"Esperamos que fatos novos surjam nas próximas semanas, incluindo evidências críveis de que a eleição foi fraudulenta. Mas até lá devemos ter máxima cautela com os relatos sobre o Irã", escreveu na revista "Time" Robert Baer, um ex-agente da CIA no Oriente Médio.
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Segundo Baer, a mídia europeia errou ao concentrar sua cobertura pré-eleitoral nos bairros de classe média alta de Teerã, onde vive, segundo ele, uma população "que ama música americana e está mais propensa a falar com jornalistas ocidentais".
Com a atenção focada nos setores liberais, não teria sido dada a devida atenção aos iranianos pobres e dos meios rurais, que formam a base eleitoral do presidente.
"A verdade é que Ahmadinejad talvez seja o presidente que os iranianos querem, e talvez tenhamos que conviver com um Irã em sintonia com o gosto deles, e não com o nosso", escreveu Baer.
Concordam os autores de estudo publicado três semanas antes do pleito de 12 junho. Pesquisa de Ken Ballen e Patrick Doherty, conduzida a pedido de dois institutos americanos, previu vitória de Ahmadinejad com o dobro de votos do reformista Mir Hossein Mousavi --mais até do que os 62,7% contra 33% divulgados oficialmente.
"Enquanto a mídia ocidental retratava dias antes da eleição um público entusiasmado com Mousavi, nossa mostra científica colhida em todas as 30 Províncias do Irã mostrava Ahmadinejad bem à frente", escreveram Ballen e Doherty nos jornais "Washington Post" e "Guardian".
Ballen e Doherty coordenaram a pesquisa a pedido do Terror Free Tomorrow e do New America Foundation.
O próprio governo iraniano admite irregularidades em cerca de 3 milhões dos votos --mas nada que mude a vitória de Ahmadinejad, que teve 11 milhões de votos a mais do que Mousavi.
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"O Parlamento iraquiano aprovou nesta terça-feira um acordo de cooperação marítima com o Reino Unido que permitirá o retorno de entre cem e 150 soldados britânicos ao sul do país árabe, para ajudar a treinar a Marinha iraquiana e proteger as instalações petrolíferas."
Este é o sinal obvio que os ingleses se apossaram das companhias de petróleo iraquianas após enforcarem Sadam Hussein e colocarem "testas de ferro e laranjas" da nova elite iraquiana. Como se não bastasse o exército iraquiano vigiará os poços para eles. Provavelmente, após o saque ao tesouro iraquiano, no lugar de ouro e outras moedas, os corsários os encheram de dólares cheirando a tinta. O Irã deve abrir bem os olhos, pois isso é o que é pretendido para eles também. É bom que a revolução dos aiatolás comece a educar seu povo maciçamente, a fim de não facilitar a invasão dos inimigos que sempre contam com que o povo esteja na ignorância.
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