Ahmadinejad endurece críticas e compara Obama a Bush
da Folha Online
O presidente iraniano, Mahmoud Ahmadinejad, endureceu nesta quinta-feira o tom das críticas e pediu ao americano Barack Obama que pare de interferir nos assuntos internos do Irã. As declarações do ultraconservador Ahmadinejad foram as primeiras desde que Obama também endureceu o tom das críticas pela violência na repressão dos protestos da oposição, que acusa fraude na eleição de 12 de junho.
"Espero que você [Obama] evite interferir nos assuntos iranianos e expresse arrependimento de tal forma que o povo iraniano seja informado disso", afirmou Ahmadinejad, que foi reeleito com cerca de 63% dos votos contra 34% do candidato reformista e líder da oposição, Mir Hossein Mousavi.
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Obama elevou o tom na terça-feira passada (23) contra o regime de Teerã ao condenar a repressão das manifestações provocadas pelas eleições presidenciais e negar as acusações iranianas de interferência. Em entrevista coletiva, ele também declarou que a legitimidade da reeleição levanta "sérias dúvidas".
Ahmadinejad declarou que a linguagem utilizada por Obama recorda a de seu antecessor George W. Bush e que isto coloca em risco a possibilidade de qualquer diálogo entre os países.
"Vai utilizar esta linguagem com o Irã? Se este for o caso, não haverá nada a falar. Pensa que este comportamento resolveria o problema entre nós? O único resultado seria que o povo o consideraria como alguém similar a Bush", completou Ahmadinejad.
Desde a campanha presidencial, Obama manifestou o desejo de dialogar com as autoridades iranianas para discutir a desnuclearização de Teerã. Irã e os Estados Unidos haviam cortado relações em 1979, após um sequestro na Embaixada americana em Teerã em que diplomatas dos EUA foram feitos reféns.
A repressão no Irã deixou ao menos 20 mortos, segundo os números oficiais do governo, que descartou qualquer possibilidade de anulação do pleito.
Com France Presse e Reuters
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"O Parlamento iraquiano aprovou nesta terça-feira um acordo de cooperação marítima com o Reino Unido que permitirá o retorno de entre cem e 150 soldados britânicos ao sul do país árabe, para ajudar a treinar a Marinha iraquiana e proteger as instalações petrolíferas."
Este é o sinal obvio que os ingleses se apossaram das companhias de petróleo iraquianas após enforcarem Sadam Hussein e colocarem "testas de ferro e laranjas" da nova elite iraquiana. Como se não bastasse o exército iraquiano vigiará os poços para eles. Provavelmente, após o saque ao tesouro iraquiano, no lugar de ouro e outras moedas, os corsários os encheram de dólares cheirando a tinta. O Irã deve abrir bem os olhos, pois isso é o que é pretendido para eles também. É bom que a revolução dos aiatolás comece a educar seu povo maciçamente, a fim de não facilitar a invasão dos inimigos que sempre contam com que o povo esteja na ignorância.
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