Leia íntegra do bate-papo com Rodrigo Rötzsch sobre a instabilidade política no Irã
da Folha Online
O jornalista Rodrigo Rötzsch, editor de Mundo da Folha, participou de bate-papo nesta quinta-feira (25) sobre a atual situação de instabilidade política no Irã e os conflitos que tomaram conta do país após a votação que reelegeu o presidente Mahmoud Ahmadinejad.
Participaram do bate-papo 78 internautas.
O texto abaixo reproduz exatamente a maneira como os participantes digitaram suas perguntas e respostas.
*
Bem-vindo ao Bate-papo com Convidados do UOL. Converse agora com o editor do caderno "Mundo" da Folha de S.Paulo, Rodrigo Rötzch, sobre a atual instabilidade política no Irã e sobre os conflitos que tomaram conta do país após a votação que reelegeu o presidente Mahmoud Ahmadinejad. Para enviar sua pergunta, selecione o nome do convidado no menu de participantes. É o primeiro da lista.
(05:01:21) Rodrigo Rötzsch: Boa tarde para todos. Estou pronto para tentar responder às perguntas de vocês.
(05:01:59) carola fala para Rodrigo Rötzsch: oi rodrigo, esta sendo feita mesmo uma nova contagem de votos? quando o novo resultado será divulgado?
(05:03:10) Rodrigo Rötzsch: carola, O Conselho dos Guardiães, que é a máxima instância constitucional no Irã, aceitou fazer uma recontagem apenas parcial de 10% das urnas aleatoriamente. O resultado estava previsto para ontem, mas eles estenderam em mais alguns dias o prazo de queixas da oposição.
(05:04:08) cocota fala para Rodrigo Rötzsch: boa tarde, rodrigo. qual a posicao do brasil em relaçao à essa confusão no irã?
(05:07:32) cocota fala para Rodrigo Rötzsch: boa tarde, rodrigo. qual a posicao do brasil em relaçao à essa confusão no irã?
(05:08:36) Rodrigo Rötzsch: cocota, A posição do Brasil é um pouco confusa. O Itamaraty insiste que não tem como nem por que se posicionar, mas o Lula, já por três vezes, disse que não acredita em fraude. Embora da última vez ele tenha feito uma ressalva condenando a repressão contra os manifestantes.
(05:08:42) GaBi fala para Rodrigo Rötzsch: Em que o resultado no Irã afeta o Brasil?
(05:09:44) Rodrigo Rötzsch: GaBi, o resultado muda pouco ou nada para o Brasil. As relações comerciais e diplomáticas entre os dois países são pequenas. O Brasil, porém, pode passar por um novo constrangimento de ter de receber no país o Ahmadinejad, já que o convite para que ele venha foi reiterado
(05:09:50) camila fala para Rodrigo Rötzsch: rodrigo, vi algumas notícias sobre o médico q socorreu a Neda. Vi q ele é amigo do Paulo Coelho e q estava tentando fugir do Irã. Vc já sabe se ele conseguiu sair do país e se está bem?
(05:10:35) Rodrigo Rötzsch: O próprio Paulo Coelho garante que sim. Estamos tentando, até o momento sem sucesso, contato com o médico
(05:10:47) Kid A fala para Rodrigo Rötzsch: Olá Rodrigo. Há alguma manifestação pró Ahmadinejad no Irã equivalente às manifestações da oposição?
(05:11:35) Rodrigo Rötzsch: Kid A, as manifestações públicas pró-Ahmadinejad, pelos relatos que obtivemos, reuniram muito menos pessoas do que os primeiros protestos da oposição. Mas, desde sábado, com a maior repressão, os protestos oposicionistas vão minguando cada vez mais também
(05:11:50) GaBi fala para Rodrigo Rötzsch: Ahmadinejad é mesmo tão ruim quanto parece?
(05:13:11) Rodrigo Rötzsch: GaBi, ele é uma figura profundamente conservadora e parece realmente acreditar nas coisas que diz, como a negação do Holocausto. Mas parte da população do Irã é grata a ele por programas sociais muito parecidos com os que temos aqui no Brasil
(05:13:17) Tralalá fala para Rodrigo Rötzsch: Queria saber porque tanta discussão em torno de um posto que não manda nada. Quem manda lá não é o aiatolá???
(05:14:40) Rodrigo Rötzsch: Tralalá, não é que não mande nada. O presidente tem funções administrativas e diplomáticas, além do que o Ahmadinejad se tornou uma figura mais proeminente do que seus antecessores. Mas é verdade, a palavra final sobre questões políticas, militares e religiosas é do líder supremo, aiatolá Ali Khamenei
(05:14:46) topeira fala para Rodrigo Rötzsch: sabemos que o oriente é MTO religioso. no entanto, as recomendacoes do Aiatolá nao estao sendo levadas a serio. isso mostra enfraquecimento dele ou as pessoas tao menos tementes a deus por lá?
(05:16:16) Rodrigo Rötzsch: topeira, Na verdade, o que parece é que alguns acham que, ao tomar partido por um dos candidatos, é o próprio aiatolá que está violando a santidade de seu cargo, digamos assim. Pelo que sabemos, existe sim quem queira um regime mais laico no Irã, mas essa não é a maioria. O próprio Mousavi, líder dos protestos, não quer o fim da República Islâmica
(05:16:22) joca fala para Rodrigo Rötzsch: esses protestos estao tendo algum resultado/consequencia efetivo alem da violencia?
(05:17:34) Helena fala para Rodrigo Rötzsch: Boa tarde, Rodrigo. Quais são as chances de a crise se aprofundar e o regime cair?
(05:18:04) Rodrigo Rötzsch: joca, É difícil avaliar a quente, mas me parece que o vetor mais importante para observar se vai haver alguma mudança no Irã é o racha crescente entre as autoridades religiosas. Há relatos, que chegamos a publicar, de que o presidente da Assembleia dos Especialistas, Hashemi Rafsanjani, está se movimentando para tentar destituir o líder supremo. Se isso acontecesse, haveria sim mudanças
(05:19:04) Rodrigo Rötzsch: Helena, acho que as chances dependem dessa briga interna de aiatolás às quais eu falei ao joca. O regime cair simplesmente por causa dos protestos nas ruas parece muito improvável, até porque, como eu falei, essa nem é uma demanda do Mousavi
(05:19:10) lia fala para Rodrigo Rötzsch: boa tarde Rodrigo, como está a situação hoje no Irã? A oposição vai aceitar a reeleição?
(05:20:15) Rodrigo Rötzsch: lia, Estão tentando fazer que aceite à força, calando a imprensa e prendendo manifestantes. A tendência é que os protestos se esvaiam aos poucos, mas acho difícil que em algum momento Mousavi e seus partidários declarem que a vitória de Ahmadinejad foi justa
(05:20:22) julio fala para Rodrigo Rötzsch: acha que os paises europeus e eua podem se meter nessa confusao e invadir militarmente o irã? seria surpreendente tal reataliacao?
(05:21:55) Rodrigo Rötzsch: julio, Além de surpreendente, o Conselho de Segurança da ONU nunca daria luz verde a essa invasão. O Irã é o principal fornecedor de petróleo e aliado próximo da China. A Rússia também apoia o regime. Se houver num futuro próximo um ataque militar ao Irã, será de Israel, e não terá relação com essa situação interna, mas sim com o programa nuclear que aterroriza os israelenses
(05:21:55) Kid A fala para Rodrigo Rötzsch: Como você analisa o pragmatismo de países como o Brasil e a China diante das eleições no Irã?
(05:23:12) Rodrigo Rötzsch: Kid A, no caso da China, se explica. Cabe lembrar que a China é uma ditadura de partido único, então toda essa discussão se a vitória de Ahmadinejad foi justa ou não passa muito ao largo das exigências de Pequim. Já no caso do Brasil, não há justificativa lógica, nem pragmatismo, para endossar desta maneira o regime iraniano.
(05:23:12) lia fala para Rodrigo Rötzsch: Como Ahmadinejad espera ter o apoio do Parlamento, uma vez que muitos parlamentares não aceitaram ir à cerimonia de posse dele?
(05:25:03) Rodrigo Rötzsch: lia, Acho que aí, como em todo o país, haverá um pouco de composição. Sem contar que o Parlamento não é a máxima autoridade legislativa, mas sim o Conselho dos Guardiães, que é totalmente alinhado ao líder supremo
(05:25:15) Green Revolution fala para Rodrigo Rötzsch: Como os países árabes estão reagindo a essa confusão no Irã????
(05:25:59) Rodrigo Rötzsch: Green Revolution, fingindo que não é com eles. A democracia não é um conceito muito popular na região
(05:26:38) glaglu fala para Rodrigo Rötzsch: falam mto da instabilidade politica. ela seria detonada de qq maneira ou realmente tem ligacao apenas com a reeleicao? era algo possivel de se prever independente de quem ganhasse?
(05:27:58) Rodrigo Rötzsch: glaglu, O regime parece ter subestimado a capacidade de mobilização dos reformistas. Provavelmente se eles tivessem previsto que algo assim pudesse acontecer, nem teriam permitido a candidatura do Mousavi, já que o líder supremo é que autoriza ou não os candidatos _mais de 400 se inscreveram, mas só 4 puderam concorrer.
(05:27:58) Crec Crec fala para Rodrigo Rötzsch: Essa história de tirar dos ricos para dar aos pobres, que o presidênte do Irã prega, não parece a frase que o Lula deu essa semana? Os dois estão alinhados, em termo de políticas populistas?
(05:28:40) Rodrigo Rötzsch: Crec Crec, sim, as políticas são parecidas nesse aspecto. O Ahmadinejad também criou uma espécie de bolsa-família no Irã
(05:28:51) fernanda fala para Rodrigo Rötzsch: rodrigo, e se o mousavi vencesse, a relação com o ocidente mudaria?
(05:29:51) Rodrigo Rötzsch: fernanda, Acho que poderia mudar um pouco, mas a questão central para o Ocidente, que é o programa nuclear, o Mousavi -e todos os outros candidatos- defenderam manter
(05:29:51) C_Antunes fala para Rodrigo Rötzsch: O que você acha da análise de que a mídia ocidental só está ouvindo os iranianos mais liberais, o que distorceria uma visão isenta?
(05:31:25) Rodrigo Rötzsch: C_Antunes, acho uma análise cabível, mas o próprio nível de repressão e perseguição aos oponentes atingido pelo regime iraniano depõe contra ele
(05:31:33) Jerrold fala para Rodrigo Rötzsch: No começo da revolução islâmica, e até uns anos depois, era comum a punição até por usar videocassete, ter antena parabólica etc., símbolos dos males do ocidente. Ainda existe essa repressão, ou há uma certa liberdade quanto a hábitos ditos ocidentais?
(05:33:08) Kid A fala para Todos: C_Antunes? A ex editora da Folha Mundo!!!?
(05:33:42) Rodrigo Rötzsch: Jerrold, a Revolução teve que fazer vistas grossas para alguma coisa, afinal a globalização chegou ao Irã também. Mas continua sendo um dos regimes islâmicos mais fundamentalistas, menos talvez só do que a Arábia Saudita
(05:33:48) Neda fala para Rodrigo Rötzsch: Quem matou a Neda na sua opinião? O governo do Irã diz que foi a própria oposição, para causar tumulto. Você acredita nisso??
(05:34:44) Rodrigo Rötzsch: Neda, não tenho como saber, mas me parece improvável e desumano demais que a oposição matasse uma menina inocente só para criar comoção contra o governo. Até porque o caso comoveu o Ocidente, mas dentro para eles não mudou nada
(05:34:50) Kid A fala para Rodrigo Rötzsch: A possível fraude eleitoral e as repressões são os unicos motivos para a cobertura mundial da mídia nas eleições (?), uma vez que os candidatos manteriam a politica externa do Irã e que fatos como esses são comuns em países africanos e nunca ganharam tanta notoriedade internacional.
(05:37:15) Rodrigo Rötzsch: Kid A, isso parece uma afirmação, mas eu discordo. Mude ou não o Irã a sua política, é um país geopoliticamente muito relevante, um dos maiores produtores de petróleo do mundo e com um programa nuclear que assusta Israel
(05:37:39) Marla fala para Rodrigo Rötzsch: Não entendo uma coisa: se foi aceito que revisassem 10% das urnas aleatoriamente, qual a diferença que isso faria? Quero dizer, mesmo que todos esses votos fossem de Mousavi isso não alteraria a reeleiç
(05:38:57) marco fala para Rodrigo Rötzsch: No bloq do Azenha ten uma materia de Esam Al-Amim da Caunterpunch vc leu? se leu o que achou?
(05:39:09) Rodrigo Rötzsch: Marla, não alteraria, por isso a oposição nunca aceitou essa solução, e exigia, e continua exigindo, uma nova eleição
(05:39:33) Rodrigo Rötzsch: marco, Não tive oportunidade de ler, não.
(05:39:39) baima pergunta para Rodrigo Rötzsch: o ira como pais soberano tem direito a usar energia nuclear?
(05:40:21) Rodrigo Rötzsch: baima, Sim, pelos acordos internacionais, têm o direito de usar a energia nuclear para fins energéticos e pacíficos. E é esse o fim que Teerã diz perseguir
(05:40:39) Thunay fala para Rodrigo Rötzsch: é interessante o quanto a mídia foca-se no mal atual e transforma qualquer opositor em salvador da pátria,vale lembrar que a oposição anos atraz era grande repressora no país,não é verdade?
(05:42:26) Rodrigo Rötzsch: Thunay, um dos principais aliados de Mousavi, Khatami, tentou fazer um regime menos repressivo para os moldes iranianos. Mas a tentativa de abertura foi abortada no meio quando Bush incluiu o Irã no chamado "eixo do mal" e incentivou o regime a se radicalizar mais. De qualquer jeito, é verdade que o Mousavi foi premiê durante uma das fases mais duras do regime. Mas o pensamento atual parece ser que qualquer um é melhor do que o Ahmadinejad
(05:42:32) Flavia fala para Rodrigo Rötzsch: Existe algo que a comunidade internacional ou A ONU possa fazer para amenizar os conflitos entre manifestantes e a polícia iraniana?
(05:43:33) Rodrigo Rötzsch: Flavia, infelizmente, me parece que não. Quaisquer sanções esbarrariam na resistência russo-chinesa, e, ademais, poderiam ter um efeito contraprodutivo de levar o regime a endurecer ainda mais
(05:43:45) Jerrold fala para Rodrigo Rötzsch: A negação do Holocausto Judeu na Segunda Guerra é uma opinião forte no mundo, ou só é difundida por malucos como o presidente do Irã e neonazistas?
(05:44:57) Rodrigo Rötzsch: Jerrold, acho que a tese tem um apoio maior do que isso, embora o Holocausto seja uma verdade histórica indiscutível
(05:45:03) Rodrigo - sp fala para Rodrigo Rötzsch: qual o perigo que o Irã apresenta ao Brasil a ao mundo?
(05:46:39) Rodrigo Rötzsch: Rodrigo-sp, é uma pergunta de difícil resposta. Digamos que uma guerra nuclear no Oriente Médio, seja provocada pelo Irã ou não, teria consequências catastróficas não só para a região como para todo o mundo
(05:46:45) Marla fala para Rodrigo Rötzsch: existe alguma possibilidade do candidato da oposição ser eleito?
(05:47:22) Rodrigo Rötzsch: Marla, não, já foi descartado pelo Conselho dos Guardiães e pelo líder supremo. A única possibilidade, ainda remota, seria se o líder supremo fosse destituído
(05:47:28) decio pergunta para Rodrigo Rötzsch: como confiar no Ira?
(05:48:52) Rodrigo Rötzsch: decio, O Irã faz a pergunta em sentido inverso: como confiar nos EUA, se o país arma Israel, já derrubou governos iranianos e inclusive foi responsável por um ataque a um avião civil com dezenas de passageiros durante a guerra Irã-Iraque? A desconfiança, nesse caso, é mútua.
(05:48:52) Tulio fala para Rodrigo Rötzsch: Na China noticias sobre os protestos que vem ocorrendo no Irã não vem sendo mais noticiado. Seria puro interesse economico(sendo o Irã grande fornecedor de petróleo para a China?
(05:49:46) Rodrigo Rötzsch: Tulio, não só econômico, como político interno. A China não é muito tolerante a qualquer tipo de protesto popular, e o tema está ainda mais sensível neste ano, no 20º aniversário do massacre da praça da Paz Celestial
(05:49:58) baima pergunta para Rodrigo Rötzsch: israel teria o apoio dos estados unidos se resolvessem atacar as instalaçôes nucleares iranianas?
(05:50:42) Rodrigo Rötzsch: baima, De grande parte do stablishment americano sim. Do governo Obama...não sei, o alinhamento atualmente não é mais tão automático como foi.
(05:50:55) lia fala para Rodrigo Rötzsch: Quando Ahmadinejad pretende vir ao Brasil?
(05:51:13) Rodrigo Rötzsch: lia, Não foi ainda agendada uma nova data
(05:51:19) Pedro fala para Rodrigo Rötzsch: rodrigo, será que você podia nos contar qual é a rotina do caderno MUNDO, da Folha de S.Paulo?
(05:52:22) Rodrigo Rötzsch: Pedro, difícil responder num espaço como esse e em tão pouco tempo
(05:52:34) RBL fala para Rodrigo Rötzsch: como é o processo para q o líder supremo seja destituído?
(05:53:28) Rodrigo Rötzsch: RBL, esclarecendo que isso nunca aconteceu desde que o Irã é uma República Islâmica, mas em resumo é necessário que a maioria da Assembleia dos Especialistas (um grupo de 86 clérigos) vote para que isso aconteça e eleja um substituto
(05:53:28) Dindin fala para Rodrigo Rötzsch: Rodrigo, estamos vendo a maior pobreza lá no Irã... eles podem mesmo construir uma bomba nuclear?
(05:55:23) Rodrigo Rötzsch: Dindin, o Irã não é um país pobre, nem poderia ser, com a quantidade de petróleo que possui. O Irã já domina todo o ciclo nuclear para produção de energia, então não há por que duvidar que, se quisesse a bomba, conseguiria. Lembrando que a Coreia do Norte, essa sim um país pobre, já chegou à bomba
(05:55:41) Tulio fala para Rodrigo Rötzsch: Assim como caiu a era dos xás(como Mohamad Reza Pahlevi), não está na hora de acabar com a era dos aiatolás?
(05:56:47) Rodrigo Rötzsch: Tulio, como diria Churchill, a democracia é o pior sistema de governo _à exceção de todos os outros. Então, o ideal seria que o Irã se tornasse um sistema totalmente democrático
(05:56:53) Caviedes fala para Rodrigo Rötzsch: Em discurso cloquente, Obama declarou que as diferenças entre Mir Houssein, da oposição, e o presidente Ahmadinejad podem não ser muitas. Qual seria a principal mudança caso a oposição obtivesse a vitória?
(05:56:53) Caviedes fala para Rodrigo Rötzsch: Em discurso cloquente, Obama declarou que as diferenças entre Mir Houssein, da oposição, e o presidente Ahmadinejad podem não ser muitas. Qual seria a principal mudança caso a oposição obtivesse a vitória?
(05:56:53) Caviedes fala para Rodrigo Rötzsch: Em discurso cloquente, Obama declarou que as diferenças entre Mir Houssein, da oposição, e o presidente Ahmadinejad podem não ser muitas. Qual seria a principal mudança caso a oposição obtivesse a vitória?
(05:58:07) Rodrigo Rötzsch: Caviedes, a principal mudança seria de estilo e de discurso. De conteúdo, não mudaria muito. Talvez internamente a repressão fosse menor, mas para o mundo externo pouco mudaria
(05:58:43) Rodrigo Rötzsch: Obrigado a todos pela participação e pelo interesse. Espero ter ajudado a esclarecer as suas dúvidas. Boa noite a todos e até a próxima!
(05:58:49) Geovanna-UOL: O Bate-papo UOL agradece a presença de Rodrigo Rötzsch e de todos os internautas. Até o próximo!

