Mundo
25/06/2009 - 19h28

Obama reúne congressistas na Casa Branca para pressionar por reforma migratória

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colaboração para a Folha Online

No lançamento de um novo esforço para fazer avançar uma reforma imigratória nos Estados Unidos, o presidente Barack Obama disse nesta quinta-feira que um projeto de lei bipartidário sobre a questão será difícil, mas que deve ser apresentado ainda neste ano. Obama afirmou que é preciso encontrar um caminho para reconhecer e legalizar os imigrantes ilegais nos EUA, durante reunião na Casa Branca com parlamentares republicanos e democratas sobre a questão, que chamou de "sensível e volátil".

Obama anunciou que sua secretária de Segurança Interna, Janet Napolitano, formará um grupo de trabalho com os líderes do Congresso para começar a analisar uma proposta concreta que garanta a segurança na fronteira e "reconheça e legalize o status dos imigrantes ilegais".

O presidente deu a declaração ao final de uma reunião na Casa Branca com cerca de 30 congressistas, republicanos e democratas, e membros de seu gabinete.

"O consenso é que apesar da incapacidade para aprovar isto [a reforma migratória] nos últimos anos, os americanos seguem querendo sua aprovação", destacou Obama.

Propostas de reformas migratórias fracassaram em 2006 e 2007 no Congresso.

Os Estados Unidos têm cerca de 12 milhões de imigrantes ilegais, a maior parte de países da América Latina.

Obama defende uma reforma que permita legalizar, sob certas condições, os imigrantes ilegais e alguns analistas acreditam que os republicanos estão mais motivados desta vez para chegar a um acordo, porque o tema da imigração foi visto como um dos temas que contribuíram para aumentar a votação de Obama e de outros democratas nas eleições de 2008.

O adversário de Obama na eleição presidencial, o senador republicano John McCain, foi um dos principais defensores da reforma da imigração última vez, o que lhe custou apoios dentro de seu próprio partido durante as eleições primárias. Mas ele conseguiu vencer a disputa para ser o candidato republicano à Presidência, e Obama disse nesta quinta-feira que reconhecia o mérito do antigo adversário por pagar "um custo político significativo para fazer a coisa certa."

"Não existe qualquer consenso sobre a mesa [de negociação]", disse Obama. "O que me encoraja é que, após toda a retórica inflamada e a ocasional demagogia em todos os lados desta questão, temos um conjunto de dirigentes responsáveis sentados em torno da mesa que querem ativamente que algo seja feito."

Vários congressistas democratas e republicanos disseram após a reunião com Obama que este ano pode representar a última chance de tentarem novamente uma reforma imigratória em décadas.

Com Associated Press e Efe

Comentários dos leitores
jucelino kopeski (209) 02/12/2009 10h34
jucelino kopeski (209) 02/12/2009 10h34
Saúde: America X Brasil, é um idiota quem compara isto, safado quem diz que é melhor aqui.Cuba tem otimo sistema de saúde ,é por este motivo que os Americanos vão de boia para Cuba. sem opinião
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M Mig (2136) 02/12/2009 08h05
M Mig (2136) 02/12/2009 08h05
Obama não havia ganho Prêmio Nobel da Paz ???? E manda soldados ao Afeganistão? sem opinião
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O Pacificador (232) 01/12/2009 19h59
O Pacificador (232) 01/12/2009 19h59
Obama quer dar fim à guerra no Afeganistão em 3 anos?
Esse cidadão, que fez a grande bobagem de chamar o apedeuta de O CARA, e ele acreditou, é bom nisso, promessas.
Mas é péssimo em torná-las realidade...
Por tudo que já aconteceu, é muito pouco provável, que os americanos saiam do Afeganistão em 3 anos...
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