Mundo
26/06/2009 - 08h44

Rússia e EUA assinarão acordo de cooperação militar na visita de Obama

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da Efe, em Moscou

Rússia e Estados Unidos assinarão um acordo de cooperação militar durante a primeira visita do presidente americano, Barack Obama, programada para entre 6 e 8 de julho, anunciou nesta sexta-feira o chefe do Estado-Maior das Forças Armadas da Rússia, Nikolai Makarov.

"Definimos os principais aspectos da cooperação militar para 2009 e os próximos anos e temos a intenção de assinar estes documentos durante a visita do presidente dos Estados Unidos a Moscou no começo de julho", assinalou Makarov, segundo as agências russas.

O chefe do Estado-Maior fez este anúncio depois de se reunir na capital russa com o almirante Michael Mullen, chefe do Estado-Maior Conjunto das Forças Armadas dos Estados Unidos, informaram as agências russas.

"A conversa foi exclusivamente sincera e aberta. Falamos bastante dos problemas relacionados com o Oriente Médio, Geórgia, Afeganistão, Paquistão. Na maioria dos assuntos tivemos uma plena compreensão mútua", comentou.

O militar russo ressaltou que as duas partes "tinham prestado considerável atenção ao assunto do escudo antimísseis, especialmente ao desdobramento de uma terceira zona de posicionamento (base de mísseis interceptores) na Polônia", que Moscou considera uma ameaça para sua segurança.

"Também conversamos muito sobre a segurança europeia, a luta contra piratas no Chifre da África e a ameaça nuclear da Coreia do Norte", disse.

Makarov destacou que a reunião de Londres entre Obama e colega russo, Dmitri Medvedev, "impulsionou positivamente a cooperação bilateral", o que foi confirmado hoje.

"O Ministério da Defesa está disposto a trabalhar em cooperação e espera que sejamos capazes de resolver os assuntos mais problemáticos", indicou.

"As Forças Armadas dos países têm uma rica história de cooperação. Combatemos no mesmo campo de batalha e morremos juntos", disse, por sua vez, Mullen.

"Isto nos permite olhar com otimismo o futuro desenvolvimento das relações, que podem transformar nosso mundo em um lugar onde a vida será tranquila e estável", acrescentou.

Comentários dos leitores
FABIANO TONACO BORGES (1) 08/11/2009 12h10
FABIANO TONACO BORGES (1) 08/11/2009 12h10
Presidente Obama nos dá uma lição de como um Estadista deve tratar o desenvolvimento de uma nação: com justiça social. Sem acesso à saúde garantido pelo Estado não se pode marchar rumo à consolidação de uma nação de forma sustentável. Com esta atitude o Predidente Obama abre mão de uma boa parte de sua popularidade, considerando que ele intefere num mercado (o da prestação de serviços de saúde) extremamente fisiológico, influente economicamente e com grande poder político. Os resultados virão, não tão rápido, mas as gerações porvindouras terão o que comemorar... sem opinião
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J. R. (1133) 08/11/2009 09h19
J. R. (1133) 08/11/2009 09h19
As mortes causadas pelas campanhas dos USA pelo mundo dá para encher milhares de torres gêmeas e wordtradecenters. Na guerra nuclear não haverá vencedores, nem mesmo o poderoso USA sobrará, é a eutanásia da humanidade doente! sem opinião
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Liliane Garcia (3) 06/11/2009 00h23
Liliane Garcia (3) 06/11/2009 00h23
A questão não é o fato do Obama defender o seu país e sim, dar continuidade a uma política de intervenção no país alheio, o que não é nada democrático, logo eles que "prezam" tanto pela democracia. Por qual motivo? Eu também lamento o atentado ocorrido no 11 de setembro, porém, acredito que isso não justifica a invasão estadunidense. Assim como no World Trade Center, no Afeganistão havia e ainda há muitos civis inocentes, sendo eles também vítimas das atrocidades cometidas por ambas as partes. O atentado terrorista provavelmente ainda servirá por muito tempo para justificar uma invasão que não tem justificativa para aqueles que se tornaram vítimas do horror da guerra. 5 opiniões
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