Mundo
26/06/2009 - 13h50

Conselho dos Guardiães do Irã recontará votos diante da oposição

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da Folha Online

O Conselho de Guardiães do Irã decidiu criar uma comissão especial para apurar a polêmica eleição presidencial do último dia 12 de junho, cujo resultado foi denunciado como fraudulento pela oposição. Em declarações divulgadas pela agência de notícias iraniana Isna, o porta-voz do conselho, Abbas Ali Kadkhodai, disse que a comissão terá políticos e representantes dos candidatos que apresentaram as objeções.

"Na presença da comissão, 10% das urnas serão analisadas e as suas conclusões serão divulgadas", explicou o porta-voz. Entre os integrantes da comissão estão o chanceler Ali Akbar Velayati e o ex-presidente do Parlamento Gholam Ali Hadad Adel.

Horas antes, Kadkhodai tinha anunciado que o Conselho de Guardiães, a máxima instância constitucional do país e responsável pela fiscalização da eleição, não tinha encontrado traços de fraude no pleito. "Podemos dizer com total segurança que não houve fraude na apuração", afirmou Kadkhodai. "As investigações realizadas durante os últimos dez dias mostram que só existem pequenas irregularidades, frequentes em toda votação, mas nada realmente grave que afete a Presidência."

O resultado oficial da eleição, que deu vitória para o presidente Mahmoud Ahmadinejad, com 62,63% dos votos contra 33,75% do principal adversário, reformista Mis Hossein Mousavi, é duramente contestado pela oposição. As manifestações, concentradas em Teerã, configuram a maior crise política do Irã desde a Revolução Islâmica de 1979 e têm sido reprimidos com grande violência por parte do governo e pela milícia islâmica, conhecida como basij.

Nesta segunda-feira (22), o próprio Conselho de Guardiães admitiu que houve fraude em ao menos 50 cidades do país, nas quais o número de votos superou o de eleitores registrados. No entanto, o órgão entendeu que isso afetou apenas 3 milhões de votos e, por isso, não é suficiente para questionar a vitória de Ahmadinejad.

O conselho recebeu até agora dos três candidatos derrotados --Mousavi, Mehdi Karubi e Mohsen Rezai-- 646 queixas de irregularidades na votação.

Fraude

Entre os indícios de fraude, os especialistas apontam o fato de Ahmadinejad aparecer sempre com o dobro de votos de Mousavi nos resultados parciais da apuração, quando é comum que haja variação, graças às diferentes tendências de diferentes regiões do país; e o fato de 39,2 milhões de cédulas terem sido contadas a mão em apenas 12 horas quando, no passado, em eleições com uma menor participação de eleitores, o tempo foi ao menos duas vezes maior.

Há dúvidas ainda por Ahmadinejad ter recebido a maioria dos votos inclusive nas Províncias em que a minoria étnica azeri, a mesma de Mousavi, é majoritária; e pelo clérigo reformista Mehdi Karubi ter conseguido só 0,85% dos votos quando ele obteve 17% no primeiro turno das eleições presidenciais de 2005.

Comentários dos leitores
Valentin Makovski (217) 03/11/2009 15h23
Valentin Makovski (217) 03/11/2009 15h23
Eu não duvido de nada, se os EUA em alguns anos, implantarem algumas bases de mísseis de longo alcance no Iraque, pois estão lá e tem mais de 100 mil soldados, agora lógico. A Russia esta fazendo o mesmo apoio ao Irã, Pra ser mais exato, a guerra fria ainda não acabou só mudou de época. Lógico com vantagem dos EUA, mas a Russia tem seus prô e contras, ainda tem tecnologia suficiente e possui o maior arsenal de bombas atômicas. EUA estão no paquistão não para combater o Taliban, estão presentes numa região que demanda conflitos eternos, e que sempre terá um para vender armas, e tecnologia. Sabemos de praxe Srs (as) que guerras são grande negócios, em valores astronômicos. Antes não se dava ênfase á aquela região, hoje em dia a região é estratégica para as super potencias, envolve muito dinheiro e conflitos a vista. Por isso tanto interesse e tanta movimentação bélica. sem opinião
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J. R. (1126) 18/10/2009 13h21
J. R. (1126) 18/10/2009 13h21
RU treina soldados iraquianos para proteger seus poços de petróleo.
"O Parlamento iraquiano aprovou nesta terça-feira um acordo de cooperação marítima com o Reino Unido que permitirá o retorno de entre cem e 150 soldados britânicos ao sul do país árabe, para ajudar a treinar a Marinha iraquiana e proteger as instalações petrolíferas."
Este é o sinal obvio que os ingleses se apossaram das companhias de petróleo iraquianas após enforcarem Sadam Hussein e colocarem "testas de ferro e laranjas" da nova elite iraquiana. Como se não bastasse o exército iraquiano vigiará os poços para eles. Provavelmente, após o saque ao tesouro iraquiano, no lugar de ouro e outras moedas, os corsários os encheram de dólares cheirando a tinta. O Irã deve abrir bem os olhos, pois isso é o que é pretendido para eles também. É bom que a revolução dos aiatolás comece a educar seu povo maciçamente, a fim de não facilitar a invasão dos inimigos que sempre contam com que o povo esteja na ignorância.
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J. R. (1126) 28/09/2009 14h07
J. R. (1126) 28/09/2009 14h07
Alguns não querem que o Brasil se aproxime do Irã, outros não querem que se aproxime do criminoso Israel, porém lembrem-se que estão num país que não tem rabo preso. O presidente do Irã virá, o ministro de Israel, Kadafi, Obama. Isso é liberdade e autodeterminação. De que adianta essa panacéia com relação ao mundo árabe? Nada. 1 opinião
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