Secretário-geral da ONU pede "diálogo" e "consenso" em Honduras
colaboração para a Folha Online
O secretário-geral da ONU, Ban Ki-moon, pediu nesta sexta-feira que todos os atores políticos de Honduras alcancem uma solução de "diálogo" e "consenso" na crise que pôs o país da América Central à beira de um golpe de Estado.
A crise foi iniciada na última quarta-feira (24), quando o presidente Manuel Zelaya destituiu do cargo o chefe do Estado Maior das Forças Armadas, general Romeo Vasquez.
Nesta quinta-feira, a Suprema Corte do país considerou a decisão "ilegal". A destituição também foi revertida pelo Congresso hondurenho.
| Esteban Felix/AP |
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| Hondurenho segura cópia da Constituição do país, em protesto contra proposta do presidente Manuel Zelaya de alterar a Carta |
"O secretário-geral da ONU está preocupado com as tensões políticas e institucionais em Honduras e pede moderação a todos para evitar uma escalada maior [das tensões]", afirmou a porta-voz Michelle Montas.
Segundo ela, Ban "considera importante que os líderes do país atuem respeitando o direito e as instituições democráticas".
Nesta sexta-feira, o general Vasquez disse à agência de notícias Efe que a situação política no país "continua sendo difícil, mas é superável mediante o diálogo".
O militar disse que a presença do Exército nas ruas de Tegucigalpa se mantém, porque "a situação continua difícil", mas assegurou que espera que a tensão vá diminuindo.
Ele foi destituído por se opor a uma consulta popular defendida pelo presidente.
A tentativa de Zelaya de realizar um referendo no próximo domingo sobre uma reforma da Constituição tem enfrentado resistências do Judiciário, do procurador-geral, de líderes militares e até mesmo de seu próprio partido.
As mudanças teriam como objetivo permitir que o presidente continue no poder, embora ele já tenha negado a intenção de permanecer.
EUA
O governo americano está preocupado com a crise política em Honduras e pediu a todas as partes que busquem por uma solução de consenso, afirmou nesta sexta-feira Philip Crowley, porta-voz do Departamento de Estado.
"Pedimos a todas as partes a buscar uma saída democrática de consenso que cumpra com a Constituição e com as leis hondurenhas [e que] seja consistente com os princípios da Carta Democrática Interamericana", afirmou.
"Acreditamos que a OEA (Organização dos Estados Americanos) tem um papel importante a desempenhar, e pedimos [à organização] que tome todas as medidas necessárias para que se respeitem os princípios da Carta", acrescentou.
O Conselho Permanente da OEA trabalha nesta sexta-feira em uma resolução sobre a crise em Honduras, que poderia incluir o envio de uma missão diplomática neste fim de semana ao país.
Com Efe, Reuters, Associated Press e France Presse
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