Mundo
27/06/2009 - 14h21

Portugal terá eleições legislativas em setembro

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colaboração para a Folha Online

O presidente de Portugal, Aníbal Cavaco Silva, marcou, neste sábado, as próximas eleições legislativas do país para o dia 27 de setembro, deslanchando uma campanha de três meses para um novo governo que terá de lidar com uma grave desaceleração econômica. Em um discurso transmitido pela televisão, Cavaco Silva disse que fixou a data após ouvir todos os partidos políticos.

Segundo o presidente, apenas um dos partidos, o PSD (Partido Social Democrata, de centro-direita), ao qual ele pertence, apresentou a proposta de que as eleições legislativas e municipais fossem marcadas para o mesmo dia. O governo socialista liderado pelo primeiro-ministro português, José Sócrates, já havia escolhido o dia 11 de outubro como data para as eleições municipais.

De acordo com Cavaco Silva, os partidos consultados concordaram em definir o dia 27 de setembro para o pleito legislativo. Nas eleições legislativas anteriores, em fevereiro de 2005, o Partido Socialista obteve maioria absoluta no Parlamento e fez com que Sócrates fosse nomeado primeiro-ministro.

Pesquisa

A decisão veio no mesmo dia em que uma pesquisa de opinião mostrou o PSD, de oposição, um pouco à frente em popularidade do partido Socialista do primeiro-ministro pela primeira vez em vários anos. A sondagem, publicada no jornal "Semanário Econômico", mostrou que o PSD tem 35,8% de apoio, contra 34,5% do Partido Socialista.

Apesar de a diferença estar dentro da margem de erro, ela está em linha com a vitória do partido de oposição na eleição europeia este mês com apoio de 31,7% dos eleitores, contra 26,6% dos socialistas. Esse resultado desafiou a percepção de que Sócrates estaria rumando a uma segura reeleição e forçou a convocação de eleições gerais.

O presidente tem se enfraquecido com o declínio econômico, e reformas duras promovidas antes da crise já o tinham tornado impopular entre muitas categorias do funcionalismo, como os professores. A crise econômica global deve levar Portugal a sofrer uma contração de 3,5% este ano.

Com Efe e Reuters

 

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