Obama avalia decretar prisão indeterminada para detidos de Guantánamo
da Efe, em Washington
O presidente dos Estados Unidos, Barack Obama, avalia emitir um decreto que autorizará a detenção por tempo indeterminado de alguns dos presos da base militar de Guantánamo, em vez de julgá-los ou libertá-los, diz a imprensa americana.
Obama já mencionou publicamente a possibilidade de manter alguns presos em detenção "prolongada" sem julgamento porque representariam um perigo potencial para os EUA, mas sob "supervisão judicial e legislativa".
Aparentemente, a Casa Branca teme uma difícil batalha no Congresso americano para a aprovação de um novo marco legal que permita esse tipo de encarceramento. Por isso, estuda simplesmente emitir um decreto e não ter de passar pelo Legislativo.
Várias fontes governamentais anônimas revelaram neste sábado essa possibilidade a veículos de imprensa americanos, o que parece indicar que, agora, o governo quer saber qual a reação pública sobre essa opção.
A ordem executiva apelaria ao poder de Obama como presidente para manter detidas pessoas capturadas em um campo de batalha durante um conflito armado, neste caso, a guerra contra o terrorismo. Esse é exatamente o argumento usado por seu antecessor, George W. Bush, para criar Guantánamo.
As organizações de direitos humanos rejeitam essa opção ao argumentar que tal atitude perpetua a política de detenção de Bush. O decreto afetaria pessoas que estão atualmente em Guantánamo, mas não a futuros detidos, segundo a imprensa americana.
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