Mundo
27/06/2009 - 15h54

Obama avalia decretar prisão indeterminada para detidos de Guantánamo

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da Efe, em Washington

O presidente dos Estados Unidos, Barack Obama, avalia emitir um decreto que autorizará a detenção por tempo indeterminado de alguns dos presos da base militar de Guantánamo, em vez de julgá-los ou libertá-los, diz a imprensa americana.

Obama já mencionou publicamente a possibilidade de manter alguns presos em detenção "prolongada" sem julgamento porque representariam um perigo potencial para os EUA, mas sob "supervisão judicial e legislativa".

Aparentemente, a Casa Branca teme uma difícil batalha no Congresso americano para a aprovação de um novo marco legal que permita esse tipo de encarceramento. Por isso, estuda simplesmente emitir um decreto e não ter de passar pelo Legislativo.

Várias fontes governamentais anônimas revelaram neste sábado essa possibilidade a veículos de imprensa americanos, o que parece indicar que, agora, o governo quer saber qual a reação pública sobre essa opção.

A ordem executiva apelaria ao poder de Obama como presidente para manter detidas pessoas capturadas em um campo de batalha durante um conflito armado, neste caso, a guerra contra o terrorismo. Esse é exatamente o argumento usado por seu antecessor, George W. Bush, para criar Guantánamo.

As organizações de direitos humanos rejeitam essa opção ao argumentar que tal atitude perpetua a política de detenção de Bush. O decreto afetaria pessoas que estão atualmente em Guantánamo, mas não a futuros detidos, segundo a imprensa americana.

Comentários dos leitores
FABIANO TONACO BORGES (1) 08/11/2009 12h10
FABIANO TONACO BORGES (1) 08/11/2009 12h10
Presidente Obama nos dá uma lição de como um Estadista deve tratar o desenvolvimento de uma nação: com justiça social. Sem acesso à saúde garantido pelo Estado não se pode marchar rumo à consolidação de uma nação de forma sustentável. Com esta atitude o Predidente Obama abre mão de uma boa parte de sua popularidade, considerando que ele intefere num mercado (o da prestação de serviços de saúde) extremamente fisiológico, influente economicamente e com grande poder político. Os resultados virão, não tão rápido, mas as gerações porvindouras terão o que comemorar... sem opinião
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J. R. (1133) 08/11/2009 09h19
J. R. (1133) 08/11/2009 09h19
As mortes causadas pelas campanhas dos USA pelo mundo dá para encher milhares de torres gêmeas e wordtradecenters. Na guerra nuclear não haverá vencedores, nem mesmo o poderoso USA sobrará, é a eutanásia da humanidade doente! sem opinião
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Liliane Garcia (3) 06/11/2009 00h23
Liliane Garcia (3) 06/11/2009 00h23
A questão não é o fato do Obama defender o seu país e sim, dar continuidade a uma política de intervenção no país alheio, o que não é nada democrático, logo eles que "prezam" tanto pela democracia. Por qual motivo? Eu também lamento o atentado ocorrido no 11 de setembro, porém, acredito que isso não justifica a invasão estadunidense. Assim como no World Trade Center, no Afeganistão havia e ainda há muitos civis inocentes, sendo eles também vítimas das atrocidades cometidas por ambas as partes. O atentado terrorista provavelmente ainda servirá por muito tempo para justificar uma invasão que não tem justificativa para aqueles que se tornaram vítimas do horror da guerra. 5 opiniões
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