Argentina pode declarar "emergência sanitária" diante do avanço da gripe suína
da Efe, em Buenos Aires
As autoridades de saúde da Argentina confirmaram neste sábado que podem declarar "emergência sanitária" em todo o país na semana que vem por causa do avanço da gripe suína --a chamada gripe A (H1N1)--, que até agora já causou 26 mortos e contaminou 1.587 pessoas.
"A emergência não significa que fecharemos tudo. É uma referência para disponibilizar a compra de remédios de forma direta ou para mobilizar pessoal", declarou o ministro da Saúde da Província de Buenos Aires, Claudio Zin, onde há o maior número de doentes e vítimas fatais.
Zin insistiu que, com esta medida de alerta, pedida há vários dias por organizações de médicos, "há um marco de referência para tomar decisões rápidas" para combater a doença. "Não significa que devemos fechar escolas, shopping centers ou suspender viagens de metrô", ressaltou.
Desta forma, o ministro confirmou informações de porta-vozes do "comitê de crise" contra a gripe criado pelo governo argentino, segundo as quais se estuda declarar a emergência nacional na próxima semana, depois das eleições legislativas deste domingo (27).
Organizações de saúde já afirmaram que o número de pessoas infectadas pela doença na Argentina "é substancialmente maior" do que o oficial e que os hospitais estão "à beira do colapso". Apesar do nome, a gripe suína não apresenta risco de infecção por ingestão de carne de porco e derivados.
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