Mundo
28/06/2009 - 13h03

Obama se diz preocupado com a expulsão do presidente de Honduras

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colaboração para a Folha Online

O presidente dos Estados Unidos, Barack Obama, expressou profunda preocupação neste domingo com a expulsão do presidente de Honduras, Manuel Zelaya, do país. Zelaya foi detido pelas Forças Armadas na manhã deste domingo (28), e segundo uma fonte ligada ao secretário particular do presidente está na República da Costa Rica.

"Assim como a OEA (Organização dos Estados Americanos) fez na sexta-feira (26), eu peço que todas as autoridades políticas e sociais de Honduras respeitem as normas democráticas, as regras da lei", disse o presidente americano.

Manuel Balce Ceneta - 26.jun.09/AP
Presidente dos EUA, Barack Obama, pede que as autoridades políticas e sociais de Honduras respeitem as normas democráticas
Presidente dos EUA, Barack Obama, pede que as autoridades políticas e sociais de Honduras respeitem as normas democráticas

De acordo com fontes oficiais da Casa Branca, o presidente Americano conversou com o conselheiro de Segurança Nacional da Casa Branca, James Jones, sobre a situação na manhã deste domingo. Auxiliares de diversas agências estão monitorando a situação e informando Obama e Jones.

"Qualquer tensão ou disputa que haja deve ser resolvida de forma pacífica por meio do diálogo livre de qualquer interferência", afirmou Obama. O presidente da Venezuela, Hugo Chávez, que também condenou o que chamou de "golpe de estado troglodita" contra seu colega de Honduras havia pedido ao presidente americano, que se pronunciasse, já que, disse, "o império tem muito a ver" com o que acontece em Honduras.

O presidente foi detido por militares às 5h (8h de Brasília) deste domingo, poucas horas antes do início da votação do referendo constitucional. Ele queria apoio popular para instalação da chamada "quarta urna" nas eleições de 29 de novembro, simultaneamente presidencial, legislativa e municipal. É uma consulta sobre uma consulta: quer que os eleitores decidam se apoiam ou não a convocação de uma nova Constituinte dentro de cinco meses.

A consulta, declarada ilegal pelo Congresso, pela Promotoria e pela Justiça, sofre forte oposição das Forças Armadas, da Igreja Católica e até de parte do governista Partido Liberal. O Supremo Tribunal de Honduras considerou o referendo ilegal, e foi apoiado pelo Congresso e pela alta cúpula do Exército hondurenho. Ainda assim, Zelaya se manteve firme em sua posição.

Esteban Felix/AP
Apoiadores do presidente de Honduras, Manuel Zelaya, destroem estande de jornal da oposição, "El Heraldo", durante manifestação em Tegucigalpa; Zelaya foi detido por militares na manhã deste domingo (28).
Apoiadores do presidente de Honduras, Manuel Zelaya, destroem estande de jornal da oposição, "El Heraldo", durante manifestação em Tegucigalpa; Zelaya foi detido por militares na manhã deste domingo (28).

Os militares tomaram as ruas da capital Tegucigalpa poucas horas depois que o presidente de Honduras, Manuel Zelaya, foi detido. Carros blindados e tanques saíram às ruas e aviões sobrevoam a cidade. As rádios hondurenhas pedem que a população fique em casa.

Com Associated Press, Efe e Reuters

Comentários dos leitores
FABIANO TONACO BORGES (1) 08/11/2009 12h10
FABIANO TONACO BORGES (1) 08/11/2009 12h10
Presidente Obama nos dá uma lição de como um Estadista deve tratar o desenvolvimento de uma nação: com justiça social. Sem acesso à saúde garantido pelo Estado não se pode marchar rumo à consolidação de uma nação de forma sustentável. Com esta atitude o Predidente Obama abre mão de uma boa parte de sua popularidade, considerando que ele intefere num mercado (o da prestação de serviços de saúde) extremamente fisiológico, influente economicamente e com grande poder político. Os resultados virão, não tão rápido, mas as gerações porvindouras terão o que comemorar... sem opinião
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J. R. (1133) 08/11/2009 09h19
J. R. (1133) 08/11/2009 09h19
As mortes causadas pelas campanhas dos USA pelo mundo dá para encher milhares de torres gêmeas e wordtradecenters. Na guerra nuclear não haverá vencedores, nem mesmo o poderoso USA sobrará, é a eutanásia da humanidade doente! sem opinião
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Liliane Garcia (3) 06/11/2009 00h23
Liliane Garcia (3) 06/11/2009 00h23
A questão não é o fato do Obama defender o seu país e sim, dar continuidade a uma política de intervenção no país alheio, o que não é nada democrático, logo eles que "prezam" tanto pela democracia. Por qual motivo? Eu também lamento o atentado ocorrido no 11 de setembro, porém, acredito que isso não justifica a invasão estadunidense. Assim como no World Trade Center, no Afeganistão havia e ainda há muitos civis inocentes, sendo eles também vítimas das atrocidades cometidas por ambas as partes. O atentado terrorista provavelmente ainda servirá por muito tempo para justificar uma invasão que não tem justificativa para aqueles que se tornaram vítimas do horror da guerra. 5 opiniões
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