Mundo
28/06/2009 - 13h33

Presidente de Honduras confirma que está na Costa Rica

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colaboração para a Folha Online

O presidente de Honduras, Manuel Zelaya, que foi detido pelas Forças Armadas na manhã deste domingo, afirmou que se encontra na Costa Rica. Zelaya disse ter sido vítima de um sequestro brutal por parte de um grupo de militares de seu país e que não iria reconhecer nenhuma tentativa de nomearem um substituto após a sua detenção.

O governo da Costa Rica confirmou neste domingo que o presidente de Honduras, Manuel Zelaya, está a salvo em território costarriquenho, na condição de "hóspede", após ter sido detido e tirado à força de seu país por militares. A ministra da Segurança da Costa Rica, Giannina Del Vecchio, confirmou à rede de TV americana CNN que Zelaya aterrissou há mais de uma hora no aeroporto Juan Santamaría, na capital do país.

Oswaldo Rivas -26.jun.09/Reuters
Presidente de Honduras, Manuel Zelaya, disse ter sido vítima de um sequestro brutal por parte de um grupo de militares de seu país.
Presidente de Honduras, Manuel Zelaya, disse ter sido vítima de um sequestro brutal por parte de um grupo de militares de seu país.

A ministra disse também que o presidente de Honduras se encontra em perfeito estado de saúde e que foi "sequestrado". Um porta-voz da Presidência costarriquenha também confirmou a presença do líder hondurenho, em traslado que teria contado com sinal verde do presidente Óscar Arias. Del Vecchio assegurou que conversou com Zelaya e que ele mesmo explicou que foi levado a San José pelos mesmos militares que o tiraram de sua casa pela manhã "sequestrado".

A ministra acrescentou que tanto o avião militar que trouxe o presidente Zelaya como seus ocupantes já deixaram a Costa Rica, e que só o governante hondurenho permanece no país, onde ficará em um hotel. Arias e Zelaya se falaram por telefone, e o governante hondurenho deve participar de uma coletiva de imprensa nas próximas horas.

O presidente foi detido por militares às 5h (8h de Brasília) deste domingo, poucas horas antes do início da votação do referendo constitucional. Ele queria apoio popular para instalação da chamada "quarta urna" nas eleições de 29 de novembro, simultaneamente presidencial, legislativa e municipal. É uma consulta sobre uma consulta: quer que os eleitores decidam se apoiam ou não a convocação de uma nova Constituinte dentro de cinco meses.

A consulta, declarada ilegal pelo Congresso, pela Promotoria e pela Justiça, sofre forte oposição das Forças Armadas, da Igreja Católica e até de parte do governista Partido Liberal. O Supremo Tribunal de Honduras considerou o referendo ilegal, e foi apoiado pelo Congresso e pela alta cúpula do Exército hondurenho. Ainda assim, Zelaya se manteve firme em sua posição.

Os militares tomaram as ruas da capital Tegucigalpa poucas horas depois que o presidente de Honduras, Manuel Zelaya, foi detido. Carros blindados e tanques saíram às ruas e aviões sobrevoam a cidade. As rádios hondurenhas pedem que a população fique em casa.

Com Associated Press e Efe

 

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