Mundo
28/06/2009 - 14h00

Reforma da Carta em Honduras mimetiza modelo de aliança esquerdista da América do Sul

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da Folha de S.Paulo

Ao propor a convocação de uma Assembleia Constituinte, o presidente hondurenho, Manuel Zelaya, trilha o mesmo caminho de outros países da Alba (Aliança Bolivariana para os Povos de Nossa América), o bloco esquerdista liderado pelo mandatário venezuelano Hugo Chávez ao qual Honduras se filiou no ano passado.

Os aliados Chávez, Rafael Correa (Equador) e Evo Morales (Bolívia) convocaram Assembleias Constituintes, todas dominadas por forças políticas governistas.

Edgard Garrido/Reuters
Apoiadores do presidente Zelaya no portão da residência presidencial em Tegucigalpa; reforma da Carta segue modelo do Alba
Apoiadores do presidente Zelaya no portão da casa presidencial em Tegucigalpa; reforma da Constituição envereda por modelo do Alba

Nos três casos, foi introduzida a possibilidade da reeleição. Na Venezuela, um referendo em fevereiro deste ano aprovou uma nova alteração -agora, o presidente pode se recandidatar sem limite de mandato.

Na Nicarágua, o presidente Daniel Ortega tem afirmado que está disposto a mudar a Constituição para poder tentar a reeleição, em 2011. Outro país do bloco, Cuba, é uma ditadura comunista desde 1959.

A entrada de Honduras na Alba representou uma forte reorientação diplomática do país, um dos mais tradicionais aliados de Washington na América Central.

Durante a Guerra Fria, a região sofreu com ditaduras direitistas apoiadas pelos governos americanos e guerras civis protagonizadas por guerrilhas de esquerda.

Na atual crise, a aproximação de Chávez com Zelaya e as constantes ofertas de apoio do presidente venezuelano têm gerado fortes criticas da oposição, que acusa a Venezuela de ingerência em assuntos internos hondurenhos.

"Nós estamos aqui, como soldados, às ordens de Honduras, apoiando as mudanças que vocês achem que precisam realizar", disse Chávez, anteontem em manifestação de apoio a Zelaya.

 

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