Mundo
28/06/2009 - 22h15

Presidente de Honduras nomeado pelo Congresso declara toque de recolher

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da Efe, em Tegucigalpa

O novo presidente de Honduras, Roberto Micheletti, anunciou neste domingo um toque de recolher de pelo menos 48 horas a fim de que o país recupere a tranquilidade, no meio da crise causada pela abrupta saída da Presidência e do país de Manuel Zelaya, a quem está disposto a receber se quiser retornar.

O toque de recolher será vigente hoje e amanhã, das 21h às 6h (da 0h às 9h de Brasília), disse Micheletti em entrevista após ser investido como presidente em um dia que começou com a detenção e deportação de Zelaya.

Ele afirmou que analisará se a medida, que deve ser ratificada pelo Parlamento, vai se estender por mais tempo.

Micheletti, até hoje presidente do Congresso, assegurou que receberia "com muito gosto" o deposto Manuel Zelaya se ele então desejar retornar, mas sem o apoio do governante da Venezuela, Hugo Chávez.

"Acho que se ele, então deseja retornar ao país (...) sem apoio de dom Hugo Chávez, nós, com muito gosto, vamos recebê-lo de braços abertos", disse Micheletti na entrevista coletiva.

Chávez expressou seu respaldo a Zelaya, quem em 2008 aderiu Honduras à Aliança Bolivariana para as Américas (Alba), iniciativa do governante venezuelano integrada também por Cuba, Nicarágua, Dominica e Equador, entre outros países.

Sem golpe de Estado

Micheletti insistiu em que a Zelaya não foi derrubado mediante um golpe de Estado, mas foi "substituído" mediante um procedimento estabelecido na Constituição.

Justificou a ação contra Zelaya em que este estava cometendo um "delito flagrante" ao impulsionar uma consulta, declarada ilegal por diversos órgãos do Estado, que ia ser feita hoje na busca de respaldo para instalar uma Assembleia Constituinte.

"Quando há um delito flagrante se tem a autoridade e a obrigação de deter essa pessoa, e houve um delito flagrante, e por isso foi tomada a determinação", argumentou.

"Não houve nada ilegal", assegurou, e ressaltou que conta com o respaldo de todas as forças políticas do país.

Micheletti também disse que, até agora, não há contato com nenhum governante da América Latina.

Novos ministros

Também anunciou que o ex-embaixador nas Nações Unidas e na França, Enrique Ortez Colindres, será seu ministro das Relações Exteriores, substituindo Patricia Rodas.

Posteriormente, disse, anunciará os demais membros de seu gabinete e não descartou ratificar alguns do Governo de Zelaya.

Micheletti, do governante Partido Liberal, foi eleito pelo Parlamento, que dirigia até hoje, em substituição de Zelaya, que proclamou na Costa Rica que continua sendo o presidente de Honduras.

Comentários dos leitores
Carlos Benedito Favoretto (22) 22/12/2009 08h26
Carlos Benedito Favoretto (22) 22/12/2009 08h26
Esse assunto já está encerrado. Quem for contra vá para a Venezuela com o Hugo.
Alias ele anda meio sumido . Acho que é por causa de tanta besteira.
Espero que não tente invadir as Guianas Francesas.
Cabeça vazia é casa do diabo.
sem opinião
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Rolando Frati (124) 22/12/2009 07h40
Rolando Frati (124) 22/12/2009 07h40
Zelaya colocou o Brasil em situação constrangedora, nosso país não merece em tão pouco estragar os avanços diplomáticos feitos até o momento. Zelaya tratou o seu cavalo particular com dinheiro do Povo, quiz mudar a Constituição em proveito próprio e merece ser julgado pela Justiça de seu País. sem opinião
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George Hamilton (42) 20/12/2009 18h41
George Hamilton (42) 20/12/2009 18h41
Gabriel Ramos (97) 15/12/2009 17h00
Se você tivesse se dado o trabalho de ler a Constituição de Honduras não diria esta bobagem, ela pode sim ser alterada e aliás já tiveram 26 reformas com cada reforma mudando varios artigos, apenas como a do Brasil (já que citou) ela detem algumas cláusulas petreas que não podem ser mudada, sendo a alternância obrigatória no cargo de Presidente.
2 opiniões
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