Israel ignora pressão e autoriza construção de 50 casas na Cisjordânia
da France Presse, em Jerusalém
O Ministério da Defesa de Israel autorizou a construção de 50 novas casas na colônia de Adam, na Cisjordânia, anunciou a rádio militar. A decisão permitirá instalar em Adam quase 200 colonos de Migron, o maior assentamento ilegal do território palestino.
A medida é mais um sinal de que Israel ignora a pressão das autoridades palestinas e de Washington --seu principal aliado-- para que encerre a expansão da ocupação em territórios palestinos, considerada pelos Estados Unidos e palestinos como essencial para negociar a paz na região.
| Khaled El Fiqi-26jun.09/Efe |
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| Ministro de Defesa israelense, Ehud Barak, aprovou construção de novas casas |
A construção das 50 casas faz parte de um projeto muito mais amplo, de construção de 1.450 residências na colônia.
O anúncio foi feito poucas horas antes da viagem a Washington do ministro israelense da Defesa, Ehud Barak, que nesta terça-feira discutirá o caso das colônias com o enviado especial americano para o Oriente Médio, George Mitchell.
O presidente americano, Barack Obama, e os países europeus exigem a paralisação total da colonização na Cisjordânia. Para a comunidade internacional, não existe diferença entre colônias legais e ilegais.
Segundo a imprensa, o primeiro-ministro israelense, Binyamin Netanyahu, pressionado pela comunidade internacional, estuda congelar por três meses a construção de residências nas colônias da Cisjordânia, com exceção das que já estão sendo construídas no momento.
Na semana passada, a rádio militar informou que Barak aprovou a construção de 300 novas casas no assentamento judaico de Talmon, nas proximidades de Jerusalém, na Cisjordânia.
A rádio informou que 60 das 300 casas no assentamento de Talmon já foram construídas e que Barak aprovou planos para construir mais 240 unidades no local.
Os territórios palestinos foram dominados por Israel na guerra de 1967. Desde então, Israel construiu 121 assentamentos na Cisjordânia --que abrigam cerca de 300 mil israelenses. Outros 180 mil vivem nos arredores da Jerusalém Oriental, que tem predominância árabe.
O Tribunal Internacional declarou a ilegalidade de todos os assentamentos.
Os palestinos, que querem um Estado próprio na Cisjordânia e na faixa de Gaza, veem os assentamentos como uma ocupação de território que visa a negá-los um Estado viável.
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