Deposição do presidente provoca reação popular tímida em Honduras
FABIANO MAISONNAVE
enviado especial da Folha de S. Paulo a Tegucigalpa (Honduras)
A deposição do presidente Manuel Zelaya provocou apenas pequenas manifestações pelo país, sem registro de incidentes graves. Na capital, a maior parte das ruas ficou vazia e com pouca presença militar, e o comércio não abriu as portas.
Desde o início do golpe, os meios de comunicação pró-governo, como a Rádio Nacional de Honduras, foram ocupados militarmente e retirados do ar. Nos canais que continuaram transmitindo, todos críticos a Zelaya, as notícias foram substituídas por filmes e programas de entretenimento.
Em algumas partes da capital, o fornecimento de energia foi suspenso por várias horas.
Os militares bloquearam as rodovias de acesso a Tegucigalpa para evitar a chegada de simpatizantes de Zelaya --mais popular no interior que na capital.
A maior manifestação pró-Zelaya ocorreu nos arredores da Casa Presidencial, sede do governo hondurenho. Aos gritos de "queremos saber", algumas centenas de simpatizantes do presidente deposto queimaram pneus e madeira, bloqueando a entrada.
Os militares, postados apenas dentro da Casa, se limitaram a proteger o perímetro interno. Durante o tempo em que a Folha esteve lá, houve só dois disparos de festim reagindo a uma pequena tentativa de derrubar parte da cerca do palácio.
Em uma cena curiosa, um manifestante tentava acender uma fogueira enquanto um sorridente militar que jogava água mineral no amontoado de galhos e papel. A distância entre os dois era de menos de um metro, separados pela grade.
Para evitar confrontos na rua, o transporte de material militar e de pessoal era todo feito por helicópteros, que pousavam no estacionamento do palácio e logo alçavam voo.
"Nunca estivera numa manifestação, mas estou indignado que tenham tirado o presidente", disse o estudante de direito Cesar Hernandez, 29, simpatizante da sigla de Zelaya.
"Nosso povo é nobre, mas, se não devolverem o presidente, haverá violência", disse a secretária Carmen Albano, 52, presente na manifestação armada de uma sombrinha vermelha para se proteger do sol.
Até o final da tarde, os manifestantes continuavam diante da Casa Presidencial, para impedir o fluxo de veículos.
Na frente do Congresso, não havia mais do que 50 manifestantes, aparentemente em desvantagem numérica com relação aos policiais e militares fortemente armados.
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Se você tivesse se dado o trabalho de ler a Constituição de Honduras não diria esta bobagem, ela pode sim ser alterada e aliás já tiveram 26 reformas com cada reforma mudando varios artigos, apenas como a do Brasil (já que citou) ela detem algumas cláusulas petreas que não podem ser mudada, sendo a alternância obrigatória no cargo de Presidente.
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Por favor, nakakura, defina "direitista" neste contexto.
Ou você é um gozador ?
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"Quem nasce para gorila nunca chega a chimpanzé."
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