Irã liberta cinco funcionários da embaixada britânica em Teerã
colaboração para a Folha Online
A polícia iraniana libertou cinco dos oito funcionários da embaixada britânica em Teerã que foram detidos neste domingo. A confirmação foi feira pelo porta-voz do Ministério de Assuntos Exteriores do Irã, Hassan Qashqavi, nesta segunda-feira.
"Três das oito pessoas detidas ainda estão sendo interrogadas", afirmou em entrevista coletiva.
Os empregados da delegação tinham sido detidos neste domingo por seu suposto envolvimento nos protestos que sacudiram o país após a vitória do presidente Mahmoud Ahmadinejad na eleição do último dia 12.
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A libertação de vários dos detidos já havia sido adiantada à noite pelo ministro de Inteligência, Gholam Hussein Mohseni Ejei. Segundo ele, "os empregados foram enviados pela própria delegação britânica às manifestações para recopilar informação e inculcar certas ideias nos manifestantes e na sociedade".
"A embaixada britânica desempenhou um papel crucial nos recentes distúrbios através dos meios de comunicação, mas também de seu elenco", afirmou o ministro, citado pela agência de notícias estatal Irna.
"Temos fotos e vídeos de certos funcionários da embaixada britânica nas manifestações", acrescentou.
Horas antes, o ministro britânico de Relações Exteriores, David Miliband, denunciou as detenções como "um ato de assédio e intimidação totalmente inaceitável" e exigiu a imediata libertação dos detidos.
O governo do Irã tem acusado países do Ocidente --Reino Unido e Estados Unidos em particular-- de interferir em assuntos internos do país e fomentar os distúrbios pós-eleitorais. Londres e Washington negam as acusações.
Suécia
O porta-voz Hassan Qashqavi também acusou nesta segunda-feira a polícia sueca de negligência por sua atuação perante os distúrbios ocorridos na última sexta-feira (26) em frente à embaixada iraniana em Estocolmo e pediu uma compensação ao governo sueco.
O funcionário iraniano acusou de novo o grupo opositor armado Mujahedin Khalq (Combatentes do Povo) de tentar atacar a delegação diplomática do país.
"Os agressores atacaram três dos diplomatas iranianos, destruíram o carro da embaixada e causaram danos materiais na sede diplomática", explicou Qashqavi.
"Eu pessoalmente estive em Estocolmo como diplomata no passado e em geral não tive uma má experiência neste país, mas é uma cidade insegura para os diplomatas estrangeiros já que houve vários casos de ataque à embaixada nesta cidade no passado", acrescentou.
Qashqavi pediu, além disso, às autoridades suecas uma compensação pelos danos materiais e psicológicos causados, e que a polícia persiga, detenha e castigue os culpados.
O governo iraniano considera os Mujahedin Khalq como terroristas. A organização, criada na década de 60, buscou refúgio no Iraque após a Revolução Islâmica de 1979. Desde então, o grupo tem usado o território iraquiano para lançar ataques contra o Irã.
Com Efe e Reuters
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