Mundo
29/06/2009 - 10h39

Irã liberta cinco funcionários da embaixada britânica em Teerã

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colaboração para a Folha Online

A polícia iraniana libertou cinco dos oito funcionários da embaixada britânica em Teerã que foram detidos neste domingo. A confirmação foi feira pelo porta-voz do Ministério de Assuntos Exteriores do Irã, Hassan Qashqavi, nesta segunda-feira.

"Três das oito pessoas detidas ainda estão sendo interrogadas", afirmou em entrevista coletiva.

Os empregados da delegação tinham sido detidos neste domingo por seu suposto envolvimento nos protestos que sacudiram o país após a vitória do presidente Mahmoud Ahmadinejad na eleição do último dia 12.

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A libertação de vários dos detidos já havia sido adiantada à noite pelo ministro de Inteligência, Gholam Hussein Mohseni Ejei. Segundo ele, "os empregados foram enviados pela própria delegação britânica às manifestações para recopilar informação e inculcar certas ideias nos manifestantes e na sociedade".

"A embaixada britânica desempenhou um papel crucial nos recentes distúrbios através dos meios de comunicação, mas também de seu elenco", afirmou o ministro, citado pela agência de notícias estatal Irna.

"Temos fotos e vídeos de certos funcionários da embaixada britânica nas manifestações", acrescentou.

Horas antes, o ministro britânico de Relações Exteriores, David Miliband, denunciou as detenções como "um ato de assédio e intimidação totalmente inaceitável" e exigiu a imediata libertação dos detidos.

O governo do Irã tem acusado países do Ocidente --Reino Unido e Estados Unidos em particular-- de interferir em assuntos internos do país e fomentar os distúrbios pós-eleitorais. Londres e Washington negam as acusações.

Suécia

O porta-voz Hassan Qashqavi também acusou nesta segunda-feira a polícia sueca de negligência por sua atuação perante os distúrbios ocorridos na última sexta-feira (26) em frente à embaixada iraniana em Estocolmo e pediu uma compensação ao governo sueco.

O funcionário iraniano acusou de novo o grupo opositor armado Mujahedin Khalq (Combatentes do Povo) de tentar atacar a delegação diplomática do país.

"Os agressores atacaram três dos diplomatas iranianos, destruíram o carro da embaixada e causaram danos materiais na sede diplomática", explicou Qashqavi.

"Eu pessoalmente estive em Estocolmo como diplomata no passado e em geral não tive uma má experiência neste país, mas é uma cidade insegura para os diplomatas estrangeiros já que houve vários casos de ataque à embaixada nesta cidade no passado", acrescentou.

Qashqavi pediu, além disso, às autoridades suecas uma compensação pelos danos materiais e psicológicos causados, e que a polícia persiga, detenha e castigue os culpados.

O governo iraniano considera os Mujahedin Khalq como terroristas. A organização, criada na década de 60, buscou refúgio no Iraque após a Revolução Islâmica de 1979. Desde então, o grupo tem usado o território iraquiano para lançar ataques contra o Irã.

Com Efe e Reuters

 

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