Iraque reforça segurança na véspera de retirada parcial dos EUA
colaboração para a Folha Online
O Exército e as forças de segurança do Iraque aumentaram nesta segunda-feira sua presença e suas atividades nas principais cidades do país, um dia antes do prazo final para a retirada das tropas dos Estados Unidos das áreas urbanas iraquianas.
A partir da próxima quarta-feira (1º), apenas o Exército e as unidades a serviço do Ministério do Interior iraquiano serão responsáveis pela segurança em Bagdá e nas demais cidades do país.
| Nabil al-Jurani/AP |
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| Soldados iraquianos fazem o sinal da vitória, em comemoração à retirada parcial dos EUA |
Nesta segunda-feira, mais de 120 mil soldados foram enviados à capital do país, dentro das fortes medidas impostas para evitar qualquer ataque terrorista.
Patrulhas iraquianas, móveis e fixas, foram colocadas em várias zonas da capital, enquanto vários postos de controle se instalaram em cruzamentos e intersecções.
As novas medidas, que incluem a revista de veículos com equipamentos de detecção de explosivos, causaram grandes problemas de circulação na capital.
Em dezembro passado, Washington e Bagdá ratificaram um acordo de segurança que estipula a retirada americana das principais cidades antes de julho de 2009 e de todo o território iraquiano antes de janeiro de 2012.
O governo iraquiano declarou feriado no dia 30 de junho --prazo limite para a saída dos soldados--, para celebrar a retirada.
Pelas ruas de Bagdá, podem ser vistos veículos da Polícia e do Exército levando bandeiras do país e outros objetos de decoração como mostra das celebrações que vão marcar a retirada das tropas dos EUA das cidades.
Uma grande cerimônia será realizada nesta tarde na fortemente vigiada zona verde de Bagdá, que abriga o governo e a embaixada dos EUA entre outras instituições, enquanto em outras cidades as celebrações incluem a participação de artistas locais.
Ocupação
A retirada das cidades do Iraque é o início de uma nova era no país depois da invasão de 20 de março de 2003 liderada pelos EUA.
O ponto alto das operações de ocupação aconteceu em 9 de abril do mesmo ano, quando um tanque americano derrubou em Bagdá uma grande estátua do deposto --e mais tarde executado-- ditador Saddam Hussein.
"É um passo positivo na direção para alcançar uma retirada completa dos EUA de território iraquiano. Estou otimista com o futuro e a volta da soberania às mãos dos iraquianos", disse Haider Jaffarm, funcionário público que mora na capital.
A presença militar estrangeira em Bagdá é vista com amargura por muitos iraquianos pela quantidade de mortes gerada em sua luta contra o terrorismo.
"Não há dúvida de que a retirada dos EUA de nossas cidades é um sonho para cada iraquiano, mas a pergunta que faço é para onde irão agora e se vão respeitar o compromisso do acordo de segurança", afirmou o professor da Universidade de Bagdá Saad Ibrahim al Draisi.
Atentado
Apesar do reforço na segurança, a explosão de um carro no norte do país nesta segunda-feira deixou cinco policiais e um miliciano curdo mortos.
Segundo a polícia, o veículo foi descoberto em um estacionamento na cidade predominantemente cristã de Hamdaniya, cerca de 40 km a leste de Mosul, e detonou quando a polícia isolou a área. Três civis também ficaram feridos.
Com Efe e Reuters
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