Presidente deposto diz que voltará a Honduras ao lado de líder da OEA
colaboração para a Folha Online
O presidente destituído de Honduras Manuel Zelaya disse nesta segunda-feira que pretende retornar ao país nesta semana, acompanhado pelo secretário-geral da OEA (Organização dos Estados Americanos), José Miguel Insulza.
Militares expulsaram Zelaya de Honduras no domingo, no dia em que ele pretendia realizar uma consulta popular sobre uma nova Constituição, que foi considerada ilegal pela Suprema Corte e sofreu oposição do Congresso e das Forças Armadas.
O golpe foi amplamente condenado pela comunidade internacional, que não reconheceu o presidente interino empossado pelo Congresso, Roberto Micheletti, até este domingo presidente da Casa.
Zelaya disse que vai aceitar uma oferta pela do secretário-geral da OEA para voltar ao país com ele. O presidente deposto disse que pretende fazer a viagem na próxima quinta-feira.
Ele falou nesta segunda-feira na Nicarágua, durante uma reunião de líderes latino-americanos esquerdistas da Alba (Aliança Bolivariana para as Américas) para discutir o golpe de domingo.
Participantes do encontro, os presidentes de Nicarágua, El Salvador e Guatemala anunciaram nesta segunda em Manágua o fechamento das fronteiras comerciais terrestres com Honduras durante 48 horas, como medida de pressão para que o Zelaya seja reconduzido ao cargo.
O presidente da Nicarágua, Daniel Ortega, fez o anúncio e informou que a medida foi respaldada por seus colegas de El Salvador, Mauricio Funes, e da Guatemala, Álvaro Colom.
Estes países integram o chamado Grupo CA-4, fruto de um acordo migratório, junto com Honduras.
"Tudo isto é porque estamos travando uma batalha pela democracia em meio ao drama em Honduras, já que sabemos que há repressão contra o povo hondurenho que protesta contra o golpe", disse Ortega.


