Mundo
30/06/2009 - 08h15

Entenda a crise política em Honduras

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da Folha de S. Paulo

Horas após confrontos violentos entre a polícia e manifestantes em apoio ao presidente deposto, Manuel Zelaya, o presidente interino de Honduras, Roberto Micheletti, afirmou à Rádio Nacional que "não houve golpe de Estado e nem nada parecido" no país.

Micheletti tenta convencer a comunidade internacional, unânime na condenação da deposição de Zelaya, que sua chegada ao poder está conforme a Constituição.

Entenda a crise política em Honduras

Quem deu o golpe em Honduras?

Militares, com apoio da Corte Suprema, que disse ter ordenado a prisão de Zelaya, e o Congresso, que leu uma suposta carta de renúncia dele. Presidente negou ter deixado o cargo.

Qual é o motivo da crise política?

Zelaya decretou a realização de uma consulta nacional sobre a possibilidade de convocar uma Assembleia Constituinte. A pesquisa, que aconteceria ontem, foi considerada ilegal pela Justiça, pelo Congresso e pelo Ministério Público.

O que diz o presidente?

O neoaliado do venezuelano Hugo Chávez diz que a consulta não tem força de lei e que ele desejava abrir caminho para uma Constituição que desse voz aos pobres, 70% do país.

O que diz a oposição a Zelaya?

O presidente descumpriu uma ordem judicial, e por isso foi preso. A intenção de Zelaya com a consulta é impor uma nova Carta que permita a reeleição.

Qual a situação agora?

Todos os países das Américas condenaram o golpe e exigem o retorno de Zelaya. Congresso e Justiça hondurenha dizem que haverá governo interino até eleições gerais de novembro.

Comentários dos leitores
Santos Júnior (298) 22/11/2009 15h44
Santos Júnior (298) 22/11/2009 15h44
"A Organização dos Estados Americanos (OEA) condenou hoje o recente ataque das Forças Armadas Revolucionárias da Colômbia (Farc) em que seis pessoas, duas delas crianças, morreram carbonizadas no departamento (estado) de Nariño".
Este é o grupo ao qual o Foro de São Paulo recebeu com carinho e ao qual os srs Luíz Inácio e Hugo Cháves afirmam com a mais pura convicção se tratar de um grupo "político".Esta é a prova mais contundente de que não passa de um grupo terrorista que mata crianças indefesas.Os farsantes aos poucos vão deixando a máscara cair! Quero ver daqui para frente como irão reagir os hipócritas!
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Fabrizio Wrolli (171) 22/11/2009 12h23
Fabrizio Wrolli (171) 22/11/2009 12h23
Sr. GEDEÃO BARROS,
Sua frase "Os palestinos conseguirão se acomodar no seu canto convivendo em paz com os judeus" é a coisa mais triste e decepcionante que li em seus últimos posts. Se acomodar num canto. Como fossem escravos na senzala, como empregados domésticos no quartinho sem ar e luz dos apartamentos dos brancos ricos. É assim que espera que termine o caos no Oriente Médio? Ter um "empregado" insatisfeito, ameaçado, dia após dia, pela expansão de assentamentos que os judeus chamam de "colônias" (!!!), expulsos, cercados por muros vergonhosos, acuados, humilhados... só gerará mais e mais violência de parte à parte. Desse jeito eles JAMAIS "conviverão" em paz. Acredite.
São posições como a sua que impedem o avanço dos acordos de paz. E Israel ainda se queixa, perante o mundo, que os palestinos são terroristas. O que o sr. faria no lugar deles? Beijaria a mão e agradeceria quem lhe derrubou a casa com os Caterpillars para assentar famílias judias?
1 opinião
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Antônio Costa (30) 22/11/2009 00h04
Antônio Costa (30) 22/11/2009 00h04
Caro colega ANTÕNIO GILSON DE OLIVEIRA, simplesmente magnífico. Esse é o corajoso e real exercício da cidadania. Se me autoriza a usar o seu texto, eu também seguirei o seu exemplo. Parabéns. sem opinião
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