Mundo
30/06/2009 - 08h21

"Golpe em Honduras expõe limites de poder dos EUA", diz analista

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da Folha Online

A deposição do presidente eleito, Manuel Zelaya, em Honduras --criticada de maneira unânime pela comunidade internacional-- revela os limites da ação de atores externos, incluindo os Estados Unidos, em um "mundo que não é mais o do século 20".

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A opinião é de Julia Sweig, diretora de estudos latino-americanos do Council on Foreign Relations, de Washington, que concedeu entrevista a Claudia Antunes, da Folha (a íntegra está disponível apenas para assinantes do jornal e do UOL).

Sweig assessorou Hillary Clinton, atual secretária de Estado, durante a disputa interna do Partido Democrata, em 2008. Ela falou da posição da diplomacia americana em relação a Honduras e ao bloco bolivariano em conversa com a Folha na sede da Fundação Getúlio Vargas, no Rio --onde tem vindo, segundo disse, para conhecer melhor o Brasil.

"Todos os atores externos --os países da Alba, os EUA, a OEA-- fracassaram em impedir que os militares hondurenhos dessem o golpe. Os EUA vinham tentando controlá-los, mas falharam", disse.

"Além disso, o golpe na Venezuela em 2002 foi uma advertência. O novo governo entende que o endosso ao golpe foi um revés para a posição americana na região. Agora é uma chance de demonstrar suas credenciais democráticas, independentemente de ideologia", completa.

Sweig afirma ainda que a melhor saída para os EUA diante desta crise "é concentrar esforços em tentar reinstalar o presidente".

"Os EUA têm alguns instrumentos de pressão, assim como o Brasil, a União Europeia têm os seus. Mas seria melhor coordenar isso multilateralmente", disse.

Comentários dos leitores
Sergio Lavinas (208) 29/11/2009 13h06
Sergio Lavinas (208) 29/11/2009 13h06
O que fazer com o Zelaya?
Que pergunta mais estupida?
O Lula dá refugio bem remunerado ao homem Mané Zelaya aqui no país dos idiotas pagadores de impostos!
Devido à biografia do Zelaya , que é repleta de atos contra os pobres de Honduras, Lula fornecerá também uma fazendinha do tamanho de Sergipe lá pelas bandas de Roraima na fronteira com a Venezuela.
Para fins de defesa pessoal, Lula dará ao Zelaya o direito de execução sumária de qualquer brasileiro nato que tentar lutar e não aceitar a posse do glorioso Zelaya naquela terra.
Para financiamento, Lula ordenará que BNDES converse com o Mané.
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Celso Francisco de Paula (13) 29/11/2009 12h58
Celso Francisco de Paula (13) 29/11/2009 12h58
Uma dúvida: como deveria se comportar um grande jornal brasileiro diante da situação hondurenha?
Já pensaram essa mídia dizer a verdade? Comprometeria o seu único assinante daquele país.
Então, o remédio é fazer de conta que não está nem aí. Que só noticia os acontecimentos com imparcialidade.
Porque, seja qual for o resultado do conflito que acontecer lá (o óbvio que vai acontecer), dirá: Nada ouvimos, nada soubemos antes. Fomos fiéis com a verdade. Pilatos explica,
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eduardo de souza (493) 29/11/2009 12h44
eduardo de souza (493) 29/11/2009 12h44
Sr. Haremhab Hassan, lhe incomoda falarem verdades? Achas que todos dormem? Meu caro, grande defensor da tirania estadounidense e cia, seus idolos estão por um fio, são tão podres que necessitam de apenas um sopro para cairem por terra. Sinto muito se irás perder sua boquinha, mas... corra atrás.
"Honduras", lendo alguns jornais de fora, fiquei meio que impressionado com uma matéria em particular, do GRANMA em Cuba. Noticia esse jornal sobre a possibilidade de Zelaya pedir abrigo politico na Nicarágua. Estão os jornalistas, questionando a lisura dessa "armada" eleição. Acreditam que haverá manipulação completa em favorecimento aos interesses dos Eua.
O problema é que daqui até o fim do dia o comparecimento as urnas é que ditará o quanto o povo de Honduras esta reagindo. Por um lado, o cerco economico, as restrições aos direitos da constituição, a pressão na base do fuzil, tem desorientado os cidadãos. Por outro lado, tomar ações severas contra o cabresto N. Amer. levaria Honduras a uma querra civil. Em todo caso, somente no final do dia é que saberemos como ficaram as "coisas".
O papel que fez o Brasil nesse cenário foi do mais digno, ficou alertado para todo e qualquer golpista que aqui não tem não. Não somos pacatos como são os de lá, e... O tio Sam, para quem foi mandado o recado, já sabe com quem estão lidando.
NAÇÃO HONDURENHA, O DESTINO DE VOCES ESTÁ SENDO TRAÇADO, OU A ESCRAVIDÃO, OU A LIBERDADE... BOA SORTE.
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