Mundo
30/06/2009 - 09h45

Premiê da Itália não será interrogado por pagamento a mulheres

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colaboração para a Folha Online

O premiê da Itália, Silvio Berlusconi, não será interrogado pela Procuradoria de Bari no caso das jovens que o empresário Gianpaolo Tarantini recrutava para ir a festas nas casas do líder, informou nesta terça-feira o jornal "Corriere della Sera".

O procurador de Bari Emilio Marzano disse que seu escritório "tem por costume interrogar as pessoas que são imprescindíveis para a investigação e que, por enquanto, não há essa condição" no caso de Berlusconi.

Alessandro Bianchi/Reuters
Silvio Berlusconi não será ouvido por pagamento à mulheres
Silvio Berlusconi não será ouvido por pagamento à mulheres

Tarantini está sendo investigado por corrupção, suposta indução à prostituição e porte de drogas.

No entanto, Marzano ressaltou que, por enquanto, não se investiga se Tarantini levou cocaína às festas nas residências de Berlusconi.

Mulheres

Três mulheres confirmaram à Procuradoria de Bali que cobraram para ir à festa organizada pelo político em sua mansão Villa Certosa.

No mês passado, fotos de mulheres seminuas em sua mansão foram divulgadas pelo jornal espanhol "El Pais" no que Berlusconi chamou de "complô difamatório".

O testemunho das três jovens --duas de Bari e uma de Roma-- se soma ao de Patrizia D'Addario. Ela havia afirmado ter cobrado mil euros para ir a uma das festas de Berlusconi.

Na última quinta-feira (25), em nova entrevista à imprensa italiana, ela afirmou que o evento --do qual participou junto com Berlusconi e outras 20 mulheres-- parecia "um harém", no qual existia "apenas um xeque, ele".

A relação de Tarantini com Berlusconi veio à tona por causa da investigação sobre os negócios do empresário e de intercepções telefônicas nas quais se falava de supostos pagamentos às jovens convidadas às festas do premiê.

Tarantini disse mais de uma vez que Berlusconi não sabia que as jovens eram pagas, e que esses pagamentos eram um reembolso pelas despesas de viagem, e não em troca de "prestações íntimas".

Com Efe

 

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