Iêmen confirma resgate de jovem sobrevivente de queda de avião
da Folha Online
Representantes diplomáticos do Iêmen em Washington ouvidos pela agência de notícias Associated Press confirmaram que o único sobrevivente da queda do avião da companhia aérea Yemenia Airways no Oceano Índico, perto das ilhas Comores, na costa africana, na noite desta segunda-feira (29), é uma jovem, e não um menino de 5 anos, como havia sido informado anteriormente. Eles confirmaram ainda o resgate de cinco corpos.
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O avião, um Airbus A310-300, transportava 142 passageiros e 11 tripulantes quando caiu na água, à 1h50 (19h50 de segunda-feira em Brasília), poucos minutos antes do pouso. O avião tinha saído da capital do Iêmen, Sanaa, com destino às Comores. Como o aeroporto original do voo era na França, é grande o número de cidadãos franceses entre as vítimas, 66.
Conforme o porta-voz das Forças Armadas da França, Christophe Prazuck, um barco e um navio de reconhecimento são enviados para o local do acidente para apoiar os trabalhos de recolhimento dos escombros. Equipes de mergulhadores e médicos também irão colaborar.
O vice-chefe de aviação civil do Iêmen, Mohammed Abdul Qader, disse que a caixa-preta da aeronave ainda está desaparecida e que é cedo para especular sobre as razões do acidente. Há, porém, suspeitas de que o mau tempo influenciou. Conforme o próprio Qader, os ventos estavam a 61 km/h quando o avião se preparava para pousar, no meio da noite.
O avião decolou pouco depois das 21h30 desta segunda-feira (15h30 no horário de Brasília), em Sanaa, e deveria voar durante 4h30 antes de pousar em Moroni, a capital comorense.
Nesta terça-feira, o mau tempo ainda prejudicava as operações no local do acidente. "O mar agitado e o vento forte prejudicam as operações de busca e resgate", explicou o diretor-geral adjunto da Yemenia Airways, Mohamed al Sumairi.
Problema prévio
Depois do acidente, o secretário de Transportes francês, Dominique Bussereau, informou que a Direção Geral de Aviação Civil (DGAC) da França já havia constatado, em uma investigação de 2007, "um certo número de defeitos" no avião Airbus A310-300. Mais tarde, um funcionário da Comissão Europeia (CE) afirmou, sob anonimato, que a mesma aeronave iemenita já tinha sido objeto de um inquérito em 2007 sobre seu registro de segurança.
O ministro dos Transportes do Iêmen, Khaled Ibrahim al Wazeer, rejeitou as denúncias e afirmou que o avião passou por uma inspeção em maio passado, sob supervisão da Airbus. "Foi uma ampla inspeção realizada no Iêmen [...] com especialistas da Airbus", disse Wazeer, citado pela agência Reuters. "[A inspeção] estava de acordo com os padrões internacionais."
Segundo a agência de segurança na aviação da União Europeia, a permissão da Yemenia de manter aviões registrados na Europa estava suspensa desde fevereiro passado, depois que a companhia fracassou em uma série de inspeções de auditoria. A medida pode não ter afetado diretamente o modelo Airbus A310 que caiu nesta terça-feira, mas amplia os temores de que a Yemenia Airways não fazia a manutenção necessária de suas aeronaves.
Com Reuters e Associated Press
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