Mundo
30/06/2009 - 18h26

Jovem que sobreviveu a queda de avião mora na França, diz agência

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da Folha Online
da France Presse, em Marselha

Um membro da comunidade comorense na França, citando informações das autoridades aeroportuárias de Moroni, afirmou nesta terça-feira, à agência de notícias France Presse, que a adolescente de 14 anos que sobreviveu à queda de um Airbus da companhia aérea Yemenia Airways no Oceano Índico, na noite desta segunda-feira (29), perto de Comores (costa africana), vive na cidade de Marselha, na França, e viajava na companhia da mãe.

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De acordo com informações da associação Comores Solidariedade e do Crescente Vermelho e governo comorenses, a sobrevivente é Bakari Baya e, após ser resgatada por socorristas, foi internada no hospital El Maarouf. Ela passa bem.

Stephen Morrison/Efe
Grupo espera notícias sobre vítimas de queda de avião iemenita em frente ao principal hospital de Moroni, a capital das ilhas Comores
Grupo espera notícias sobre vítimas de queda de avião iemenita em frente ao principal hospital de Moroni, a capital das ilhas Comores

Inicialmente, o único sobrevivente do acidente havia sido identificado como um menino de 5 anos. Depois, a informação foi corrigida, e o porta-voz do governo comorense, Kamaleddin Afraitane, explicou que a adolescente é "oriunda da aldeia de Niumadzaha", que é localizada no sudeste de Comores, na costa africana.

Segundo uma fonte aeroportuária, a adolescente embarcou no aeroporto de Roissy-Charles de Gaulle, em Paris.

Os representantes diplomáticos do Iêmen em Washington ouvidos pela agência de notícias Associated Press confirmaram também o resgate de cinco corpos.

O avião, um Airbus A310-300, transportava 142 passageiros e 11 tripulantes quando caiu no Oceano Índico, à 1h50 (19h50 de segunda-feira em Brasília), poucos minutos antes do pouso. O avião tinha saído da capital do Iêmen, Sanaa, com destino às Comores. Como o aeroporto original do voo era na França, é grande o número de cidadãos franceses entre as vítimas, 66.

Conforme o porta-voz das Forças Armadas da França, Christophe Prazuck, um barco e um navio de reconhecimento são enviados para o local do acidente para apoiar os trabalhos de recolhimento dos escombros. Equipes de mergulhadores e médicos também irão colaborar.

Mau tempo

O vice-chefe de aviação civil do Iêmen, Mohammed Abdul Qader, disse que a caixa-preta da aeronave ainda está desaparecida e que é cedo para especular sobre as razões do acidente. Há, porém, suspeitas de que o mau tempo influenciou. Conforme o próprio Qader, os ventos estavam a 61 km/h quando o avião se preparava para pousar, no meio da noite.

O avião decolou pouco depois das 21h30 desta segunda-feira (15h30 no horário de Brasília), em Sanaa, e deveria voar durante 4h30 antes de pousar em Moroni, a capital comorense.

Nesta terça-feira, o mau tempo ainda prejudicava as operações no local do acidente. "O mar agitado e o vento forte prejudicam as operações de busca e resgate", explicou o diretor-geral adjunto da Yemenia Airways, Mohamed al Sumairi.

Problema prévio

Depois do acidente, o secretário de Transportes francês, Dominique Bussereau, informou que a Direção Geral de Aviação Civil (DGAC) da França já havia constatado, em uma investigação de 2007, "um certo número de defeitos" no avião Airbus A310-300. Mais tarde, um funcionário da Comissão Europeia (CE) afirmou, sob anonimato, que a mesma aeronave iemenita já tinha sido objeto de um inquérito em 2007 sobre seu registro de segurança.

O ministro dos Transportes do Iêmen, Khaled Ibrahim al Wazeer, rejeitou as denúncias e afirmou que o avião passou por uma inspeção em maio passado, sob supervisão da Airbus. "Foi uma ampla inspeção realizada no Iêmen [...] com especialistas da Airbus", disse Wazeer, citado pela agência Reuters. "[A inspeção] estava de acordo com os padrões internacionais."

Segundo a agência de segurança na aviação da União Europeia, a permissão da Yemenia de manter aviões registrados na Europa estava suspensa desde fevereiro passado, depois que a companhia fracassou em uma série de inspeções de auditoria. A medida pode não ter afetado diretamente o modelo Airbus A310 que caiu nesta terça-feira, mas amplia os temores de que a Yemenia Airways não fazia a manutenção necessária de suas aeronaves.

 

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