Lula pede respeito à democracia em Honduras e visita ditador da Líbia
colaboração da Folha Online
Em visita à Líbia, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva condenou mais uma vez com firmeza nesta terça-feira o golpe de Estado em Honduras e afirmou que é "preciso fazer os golpistas verem que a democracia tem que ser respeitada". Enquanto isso, em Nova York, o presidente derrubado no domingo, Manuel Zelaya, disse que não pretende se candidatar à reeleição quando seu mandato terminar, em 27 de janeiro. A possibilidade de que a lei fosse mudada para permitir um segundo mandato foi um dos motivos para o golpe.
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Nenhum país reconheceu o novo governo hondurenho, que tomou posse no domingo, horas depois que o Exército, com apoio do Congresso e da Suprema Corte, depôs Zelaya e o enviou para a Costa Rica. O golpe aconteceu no dia em que o presidente deposto pretendia realizar uma consulta popular sobre uma nova Constituição, que havia sido considerada ilegal pela Justiça.
O presidente brasileiro chegou nesta terça-feira a Trípoli, na Líbia, onde nesta quarta-feira participa de uma cúpula da União Africana (UA), presidida pelo ditador líbio, Muammar Gaddafi. Logo após o desembarque, o presidente brasileiro disse que o embaixador do Brasil em Tegucigalpa foi retirado em protesto contra o golpe. Ainda segundo Lula, todos os projetos de cooperação no país centro-americano serão congelados.
"O que aconteceu em Honduras foi um ato insano. Parte dos políticos hondurenhos perdeu a cabeça. Como é possível derrubar um presidente eleito democraticamente de madrugada e deportá-lo para outro país?", perguntou Lula.
Além de ressaltar que "o mundo todo está contra" o ocorrido em Honduras, o presidente destacou o fato de a Organização dos Estados Americanos (OEA), os Estados Unidos, a ONU (Organização das Nações Unidas) e a União Europeia (UE) terem condenado o golpe.
"Não podemos admitir mais golpes militares em nosso continente. Já passamos muito por isso nos anos 60 e estamos muito longe de tudo isso", afirmou.
Lula disse que o Brasil cumprirá tudo o que a ONU decidir para restabelecer a democracia em Honduras. Declarou ainda que o sistema democrático "deve ser levado até suas últimas consequências".
O presidente brasileiro vai dormir nesta noite em Trípoli e amanhã viaja para Sirte, cidade natal de Gaddafi, para participar da cúpula da UA, na qual discursará como orador convidado. É possível que Gaddafi se encontre nesta terça-feira na capital líbia com Lula.
Proximidade
A participação de Lula na cúpula da UA representa um novo passo no fortalecimento das relações entre o Brasil e o continente africano, que cresceram consideravelmente nos últimos seis anos.
Em 2003, o volume de trocas comerciais entre Brasil e África estava em torno de US$ 5 bilhões, enquanto, no ano passado, chegou a cerca de US$ 26 bilhões.
Lula fez dez viagens a países africanos desde que chegou à Presidência, em janeiro de 2003, e aumentou a presença diplomática brasileira no continente com um total de 34 embaixadas.
O comércio com os países africanos já representa 7% da balança externa brasileira.
Durante sua participação na cúpula, Lula assinará três convênios entre Brasil e UA destinados a reforçar a cooperação para o desenvolvimento.
Um deles ampliará para outros países um projeto brasileiro atualmente em andamento em Mali, Burkina Fasso, Chade e Benin, para melhorar a produtividade agrícola.
Outro dos acordos será sobre o fortalecimento dos pequenos produtores agrícolas e a melhora de seu acesso aos mercados domésticos, regionais e internacionais.
O terceiro se concentrará em cooperação para o desenvolvimento humano e social, assim como na assistência sanitária aos grupos mais vulneráveis, que abrangerá também as áreas de cultura e esporte como ferramentas de inclusão.
Durante a visita ao Brasil em maio do presidente senegalês, Abdoulaye Wade, Lula destacou a herança africana do país latino-americano, que, disse, possui "a maior população negra fora da África".
"A África não aparece só na cor da pele dos brasileiros, mas também nas almas, nos usos e nos costumes de cada um de nós", afirmou.
Lula permanecerá em Sirte até a tarde da quarta-feira, quando viajará de volta ao Brasil.
Com Efe
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Além do fato que o Lula disse que em Janeiro irá fechar a embaixada de honduras.
O plano deles com o México furou, Honduras disse que o cara só sai se for asilado, eles dizem que não conhecem esta condição de "hospede" nas leis internacionais de diplomacia.
Isto foi invenção do burrito da Sila Porquito Garcia e Ratito Amorim, só que com eles (os Hondurenhos) esta não cola.
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Esse aviso permite algumas leituras. De logo, percebe-se que a frustrada tentativa de levar Zelaia para o México motivou este aviso prévio de "despejo", indiciando que o governo brasileiro fracassou em mais um subterfúgio contra o governo de facto, e indicando que ele não pretende reconhecer as eleições hondurenhas, obrigando-se a retirar sua representação diplomática antes do 28 de janeiro, quando não poderá ficar mais "hospedando" um prófugo da justiça.
Por outro viés paradoxal, percebe-se que o governo brasileiro não deixa de reconhecer que o próximo governo terá, de fato, condições de exigir legalmente que o Brasil defina o status do deposto presidente.
E para evitar esse dissabor , preferem sair de mansinho o quanto antes...
Zelaia será abandonado à própria sorte, achando talvez que sua ambição política inveterada possa resultar em um futuro galardoador.
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Podem ficar nessa "lengalenga" à vontade, quando quiserem tratar de forma madura, negócios e diplomacias, com outros países livres, terão que rever o "falido golpe". Enquanto isso, só para lembrar que golpe não tem mais vez, fica Zelaya hospedado em nossa embaixada tornando-se um mártir de futuros golpes made in USA.
Acostumem-se "direitalhas serviçais", sugar o sangue dos outros por canudinho, acabou.
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