Mundo
30/06/2009 - 20h55

Província de Buenos Aires e capital Argentina decretam emergência por gripe suína

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colaboração para a Folha Online

O aumento do número de casos de gripe suína --A (H1N1)-- na Argentina e do número de mortes em decorrência da doença levou as autoridades da capital, Buenos Aires, e a da Província de Buenos Aires (que não inclui a capital) a decretarem estado de emergência de saúde nesta terça-feira. Os dois governos pediram que a população não se assuste com as medidas, classificadas de preventivas.

"Peço às crianças que fiquem em suas casas", aconselhou o prefeito da capital, Mauricio Macri, antes de pedir calma e de informar que pelo menos dois secretários de seu gabinete estão com a gripe. Ao decretar emergência de saúde, as autoridades da capital também anunciaram o adiantamento para a próxima segunda-feira do recesso escolar, que se estenderá por quatro semanas em vez das tradicionais duas.

Segundo o governador da Província, Daniel Scioli, o governo está tomando todas as medidas preventivas para atender aos infectados e o estado de emergência será de âmbito administrativo, para permitir o uso mais rápido de recursos contra a doença.

O secretário de saúde provincial, Claudio Zin, informou que o decreto terá validade a partir de meia-noite e vai permitir o recrutamento de funcionários aposentados de saúde para ajudar no esforço do governo contra a doença.

Nesta terça-feira, foram anunciadas mais duas mortes causadas pela nova gripe na Argentina, o que aumentou para 30 o número de mortes confirmadas oficialmente em consequência da infecção pelo novo tipo de vírus influenza A (H1N1). Mas o número já pode ser maior. Um hospital e em uma universidade de Buenos Aires divulgaram a existência de mais vítimas.

Além disso, as autoridades da cidade e da Província de Buenos Aires, além das províncias de Santa Cruz e Neuquén anunciaram nesta terça-feira que estenderão as férias de inverno nas escolas até o final de julho, depois que três Províncias suspenderam as aulas por causa da doença.

Apesar da declaração de emergência e da suspensão das aulas, tanto a capital quanto a Província confirmaram que não haverá fechamento de cinemas, teatros, restaurantes, shoppings e outros locais de reunião, informou o jornal "El Clarín".

"Pedimos responsabilidade e colaboração: à pessoa tenha sintomas, nós pedimos que fique em casa", disse o prefeito. Ele também pediu que a população "mantenha a calma" diante do avanço do vírus e disse que os serviços de saúde dão conta da demanda causada pela doença, segundo o "Clarín". "Os hospitais estão sobrecarregados, mas não saturados", disse ele. "A cidade está dando respostas e tem tratamento suficiente para todos os pacientes", concluiu.

A secretária de Saúde da Província de Santa Fé, Débora Ferrandini, confirmou nesta terça-feira a morte de uma mulher grávida e de um homem por causa da gripe, que já infectou 1.587 pessoas no país, segundo dados oficiais, embora entidades sanitárias tenham denunciado que o número de doentes "é substancialmente maior".

A médica do Hospital Italiano de Buenos Aires Alejandra Valledor afirmou que o centro de saúde registrou a morte de três pessoas que não foram "incluídas" ainda nos números computados pelo Ministério da Saúde da Argentina.

A professora da Faculdade de Odontologia da Universidade de Buenos Aires (UBA), María Beatriz Guglielmoti, disse que uma de suas alunas que estava grávida e um aluno do mesmo curso morreram por causa da doença. Ela disse também que um funcionário da faculdade, cujas aulas foram suspensas até o dia 11 de julho para evitar a propagação do vírus, está internado em estado grave pela doença.

As autoridades da Faculdade de Medicina da cidade de La Plata informaram nesta terça-feira a suspensão por um mês de suas aulas para prevenir o avanço da doença.

O chefe de gabinete de Buenos Aires, Alberto Pérez, anunciou que as férias de inverno, que normalmente duram duas semanas, irão do dia 6 ao dia 31 de julho, na Província e cidade de Buenos Aires.

O governador da Província de Santa Cruz, Daniel Peralta, também disse que as férias de inverno foram antecipadas para a sexta-feira e durarão até o dia 31 de julho, enquanto as autoridades de Neuquén suspenderam todas as aulas até o dia 26 de julho.

"Pedimos às famílias e a todos um forte senso de responsabilidade e que as crianças não fiquem em lugares com aglomerações", pediu nesta terça-feira o ministro de Educação da Argentina, Juan Carlos Tedesco.

Responsável por combater o avanço da gripe suína, a ministra da Saúde argentina, Graciela Ocaña, renunciou ao cargo nesta segunda-feira. Alguns jornais argentinos informaram que ela divergiu do governo em relação às medidas para conter a epidemia de gripe suína, defendendo medidas mais duras que as autorizadas pela presidente Cristina Kirchner.

Brasil

No Brasil, o Ministério da Saúde confirmou na tarde desta terça-feira 55 novos casos de gripe suína, elevando para 680 o total de pessoas infectadas no país.

A maioria das confirmações ocorreu no Rio Grande do Sul, Estado cujo total de pessoas infectadas saltou de 40 para 85 em apenas um dia.

No último domingo (29), o governo confirmou a primeira morte de um brasileiro no país em decorrência da gripe, registrada em Passo Fundo, município do Rio Grande do Sul.

OMS

O mais recente balanço da OMS (Organização Mundial da Saúde), divulgado nesta segunda-feira, informa que 70.893 casos de gripe suína foram registrados em 116 países e territórios. Em 311 casos, os pacientes morreram.

No último dia 12, a organização anunciou que a gripe suína atingiu o nível de pandemia (epidemia generalizada). O termo tem relação apenas com a ampla distribuição geográfica do vírus, e não com a sua periculosidade.

Os Estados Unidos continuam tendo o maior número de casos --27.717--, e passou a ter também o maior número de mortes causadas pela doença --127.

Considerado o epicentro da doença, o México já registrou 8.279 casos de gripe suína, e 116 mortes. No Canadá, foram confirmados 7.775 casos e 21 mortes.

Sintomas

A gripe suína é uma doença respiratória causada pelo vírus influenza A, chamado de H1N1. Ele é transmitido de pessoa para pessoa e tem sintomas semelhantes aos da gripe comum, com febre superior a 38ºC, tosse, dor de cabeça intensa, dores musculares e articulações, irritação dos olhos e fluxo nasal.

Para diagnosticar a infecção, uma amostra respiratória precisa ser coletada nos quatro ou cinco primeiros dias da doença, quando a pessoa infectada espalha vírus, e examinadas em laboratório. Os antigripais Tamiflu e Relenza, já utilizados contra a gripe aviária, são eficazes contra o vírus H1N1, segundo testes laboratoriais, e parecem ter dado resultado prático, de acordo com o CDC (Centros de Controle de Doenças dos Estados Unidos).

Com Efe e Reuters

Comentários dos leitores
Caro Eugenio Araujo,

A prescrição e dispensação do Olseltamivir fora dos critérios previstos no protocolo do Ministério da Saúde ficam sob a responsabilidade conjunta do médico responsável pela prescrição e da autoridade de saúde local. Nesse caso, a autonomia do profissional está em decidir ou não pela prescrição do medicamento.

Quanto à venda do medicamento nas farmácias, como já foi dito anteriormente, o Ministério da Saúde não a proibiu, porque não tem atribuição para isso. A falta do remédio ocorreu porque a empresa fabricante não conseguiu suprir a demanda do mercado. Segundo o laboratório, o remédio estará disponível nos estabelecimentos comerciais assim que suprir a demanda dos governos. Continuamos à disposição.
fernanda.scavacini@saude.gov.br
Assessoria de Comunicação
Ministério da Saúde
sem opinião
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eugenio araujo (87) 10/12/2009 00h17
eugenio araujo (87) 10/12/2009 00h17
MS
Continuo afirmando que no seu "Protocolo" diz que a prescrição de medicamentos fora do protocolo deve ser validado pela autoridade de Saude local. Isto nao está escrito????Do momento que algo tem que ser em conjunto, não existe autonomia individual, ou seja, o medico que prescreve fora do protocolo deve ser validado pela autoridade de saude local. Então onde esta a autonomia do medico, ou voces mudam o protocolo, ou deixem de dizer mentiras. Pois vale e o que esta escrito em procedimento.
E por falar no tamiflu, quando voces vão deixar de estatizar o mesmo?
Em nenhum pais existe (vamos dizer + 2) . existe esta proibição de vendas em farmacias, ou como voces dizem " o labratorio esta atendendo demanda elevada". Por que no Brasil é diferente dos outros paises, o laboratorio instalado aqui é diferente dos outros paises, pois consegue atender a demanda do mundo, menos do Brasil. Tenha a santa paciencia. não somos bobos. Voces dificultaram o acesso ao medicamento atraves de prescrição medica. Não temos direito de livre escolha de medicos e comprar o medicamento onde quisermos (obs. com prescrição medica, que fique bem claro).
5 opiniões
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Olá Ana Leal,

O Comitê Assessor para Vacinas da Organização Mundial de Saúde divulgou uma nota no dia 4/12 informando que todas as vacinas com e sem adjuvantes foram testadas e são seguras.
Até o momento não se tem evidenciado aumento da ocorrência de eventos adversos graves, em relação à média observada nos últimos anos para outras vacinas.
Para mais informações:
fernanda.scavacini@saude.gov.br.
Assessoria de Comunicação
Ministério da Saúde
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