Presidente de Camarões demite primeiro-ministro do país
da Folha Online
Diante do descontentamento crescente da população com a inflação e a corrupção, o presidente de Camarões, Paul Biya, demitiu nesta terça-feira o primeiro-ministro do país, na maior remodelação governamental em mais de quatro anos.
Nenhum motivo foi divulgado para a demissão de Ephraïm Inoni, que estava tentando conseguir US$ 140 milhões do FMI (Fundo Monetário Internacional) para ajudar a amortecer os efeitos da crise financeira global em Camarões.
O novo primeiro-ministro será Philemon Yang, um diplomata e ex-alto funcionário da Presidência, que agora chefiará o governo da maior economia da África central --Camarões é produtor de petróleo e tem 19 milhões de habitantes.
Analistas políticos disseram que a reforma no governo não foi totalmente inesperado, já que o primeiro-ministro estava no cargo há vários anos e as denúncias de corrupção contra o governo tinham se intensificado recentemente.
"Nós não esperamos para ver qualquer alteração importante, especialmente porque o tamanho do governo continua grande", disse Babissakana, chefe da empresa de investimento camaronesa Prescriptor. "Esperávamos que ele [o presidente] diminuísse o governo para cerca de 30 ministros, em vez dos 60 ou 65, por eficiência e melhor desempenho. É decepcionante."
Seis novos ministros foram indicados ao gabinete enquanto três mudaram de Pasta.
O presidente camaronês está no poder na ex-colônia francesa há 27 anos e deve concorrer à reeleição em 2011.
Em abril, o Parlamento do país, mudou a Constituição a fim de remover os limites para reeleições consecutivas.
Ele enfrentou o descontentamento crescente com a alta dos preços. Na semana passada, o governo anunciou corte de 25% nos preços de mantimentos básicos, como arroz, sal e peixe.
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