OEA dá ultimato ao governo de Honduras; Zelaya diz que povo julgará golpistas
da Folha Online
O presidente deposto de Honduras, Manuel Zelaya, afirmou nesta quarta-feira que retornará ao seu país fortalecido pelo ultimato de 72 horas da OEA (Organização dos Estados Americanos) para sua restituição ao poder e alertou aos militares que querem "executá-lo" que "o povo os julgará."
"Vou retornar a Honduras e sou o presidente", disse Zelaya, em entrevista coletiva convocada ao término das sessões extraordinárias da OEA.
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| Alex Brandon/AP |
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| Presidente deposto de Honduras, Manuel Zelaya, mostra a resolução da OEA |
A declaração parece uma resposta ao presidente interino de Honduras, Roberto Micheletti, que alertou nesta terça-feira que Zelaya será preso se insistir em retornar ao país. O novo ministro de Relações Exteriores, Enrique Ortez Colindres, afirmou que Zelaya pode retornar ao país, desde que seja como um "cidadão comum" e não como presidente.
Zelaya explicou que esperará o prazo do ultimato de 72 horas da organização para "continuar com este processo" e retornar ao país. Ele a,firmou que não quer prejudicar os esforços diplomáticos para resolver a crise e não precisou a nova data de sua viagem.
Nesta terça-feira, Zelaya havia afirmado, em reunião da Assembleia Geral da ONU (Organização das Nações Unidas), que retornaria a Honduras nesta quinta-feira acompanhado do secretário-geral da OEA, José Miguel Insulza, e os presidentes do Equador, Rafael Correa, e da Argentina, Cristina Fernández de Kirchner.
O presidente deposto planeja viajar nesta quarta-feira ao Panamá, para acompanhar a posse do presidente eleito, Ricardo Martinelli, e continuar apoiando as gestões da OEA.
Resolução
| Esteban Felix/AP |
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| Presidente interino, Roberto Micheletti, afirma que Zelaya será preso se retornar ao país |
Depois de quase doze horas de reunião entre os embaixadores e chanceleres, a Assembleia Geral adotou uma resolução de cinco pontos que condena "energicamente" o golpe de domingo passado e exige a restituição "imediata, segura e incondicional" de Zelaya.
O texto define ainda que o novo governo de Honduras restitua o deposto presidente em um prazo de 72 horas. O organismo afirmou ainda que o descumprimento desse prazo pode acarretar na expulsão de Honduras do bloco.
A organização aprovou a resolução por aclamação e diante da presença de Zelaya, após uma intensa e prolongada jornada de negociações entre os chanceleres e embaixadores que participaram do 37º período extraordinário de sessões da Assembleia Geral da OEA.
O documento condena o golpe militar do domingo passado, exige a restituição de Zelaya e o restabelecimento da ordem democrática, além de rejeitar o governo de Micheletti, produto da "ruptura inconstitucional".
Também pede que Insulza realize junto com representantes de outros países as gestões para restaurar a democracia.
A resolução reitera a postura do organismo regional de que Zelaya é "o presidente constitucional de Honduras".
Com Efe e France Presse
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O povo participou da eleição sem levar em conta a torcida do Chapolim.
Porfirio Lobo foi eleito democraticamente e isso tira o tapete de fumaça do Hugo Chavez e seu marionete Zelaya.
Até a Dilma admite a fragilidade dessa "politica" do Celso Amorim e aceita o resultado democratico da eleição hondurenha.
Será que o Lula vai engolir essa da Dilma Roussef depois da "peremptoriamente não" ?
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"Eu te amo meu Brasil eu te amo,
meu coração é verde, amarelo, branco, azul-anil ..."
"Ame-o ou deixe-o"
Pelo visto alguns que se recusam a amar o Brasil
atualmente já mudaram a edição da própria cartilha, para uma mais adequada para o atual momento.
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