Brasil corta programas bilaterais; Amorim vê situação insustentável em Honduras
da Folha Online
Após um duro discurso do presidente Luiz Inácio Lula da Silva contra o "golpe militar" em Honduras, o Itamaraty cortou uma lista de programas de cooperação com o país centro-americano como protesto pela restauração do governo do presidente deposto, Manuel Zelaya.
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Os programas são concentrados em duas áreas: energia e saúde. Como Brasília não reconhece o governo do presidente interino Roberto Micheletti, a ordem é para que as negociações das áreas técnicas dos dois países sejam interrompidas por prazo indeterminado. A informação é da reportagem da Folha (a íntegra está disponível apenas para assinantes do jornal e do UOL).
Segundo a reportagem, o projeto do Brasil com os Estados Unidos para a produção triangular de biocombustível em Honduras e o acordo entre a Petrobras e o governo hondurenho para a construção de uma fábrica de lubrificantes no país ficarão em "banho-maria".
Na área de saúde, estavam em andamento um programa de combate ao mal de Chagas e três projetos pelo menos: implantação de um sistema de sangue e hemoderivados; treinamento para manejo de bancos de leite humano e construção de um centro de traumatologia na capital, Tegucigalpa.
Em Trípoli, na Líbia, o chanceler Celso Amorim afirmou que o novo governo hondurenho é "insustentável" e defendeu a adoção de "medidas enérgicas" para que Zelaya possa ser reconduzido ao poder.
Para o ministro, o isolamento internacional dos golpistas indica que sua sobrevivência no governo será curta.
"Eu acho que essa situação vai se resolver rapidamente. Acho insustentável um governo que todos os países do continente, que as Nações Unidas, que a OEA e que o Grupo do Rio condenam."
Golpe
Zelaya foi derrubado do poder em um golpe orquestrado pela Justiça e o Congresso e executado por um grupo de militares que o expulsaram para a Costa Rica.
O golpe foi realizado horas antes de o país iniciar uma consulta pública sobre um referendo para reformar a Constituição. O presidente deposto queria incluir o referendo sobre a convocação da Assembleia Constituinte --que, segundo críticos, era uma forma de Zelaya instaurar a reeleição presidencial no país-- nas eleições gerais de 29 de novembro. A proposta, contudo, foi rejeitada pelo Congresso.
Os parlamentares afirmaram que a deposição de Zelaya foi aprovada por suas "repetidas violações da Constituição e da lei e desrespeito a ordens e decisões das instituições".
O presidente deposto defendeu-se dizendo ser vítima de "um complô de uma elite voraz, uma elite que só quer manter o país isolado, em um nível extremo de pobreza".
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Para Honduras, o que importa é se o Brasil irá reconhecer alguma eleição, como o Lula já afirmou que não irá, então... eleição fadada ao fracasso também, e nisso Zelaya esta correto, são os apoios dos "novos ricos", países emergentes, que ditarão os rumos do novo milênio.
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O Celso AmorimRUIM fez mais uma lambança ao acolher o sr. Zelaya na embaixada brasileira, confirmando a sua inépcia nas relações exteriores. Perdeu o Brasil, ganharam os Estados Unidos. E alguns beócios dizem que o Obama é incompetente
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O próximo presidente da República vai ter que faxinar o Ministério das Relações Exteriores, extirpando todo o ranço da incompetência, deixado pelos eventos Zelaya, Battisti, Petrobras/Bolívia, Itaiupu/Paraguai, etc, etc, etc.
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E agora Zelaya? E agora Brasi?
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Vários ex-presidentes da A.S como Chile, Bolivia El Salvador e Nicaragua vão fazer parte dos observadores da eleição, já se tem mais de 250 jornlista lá para acompanhar as eleições, o Parlamento Europeu mandou observadores, são tantos que cansa digitar.
Honduras não precisa dos Bolivarianos incluso ai o Brasil
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