Mundo
01/07/2009 - 10h35

Premiê da Croácia apresenta renúncia por "motivos pessoais"

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da Folha Online

O premiê da Croácia, o conservador Ivo Sanader, anunciou nesta quarta-feira sua renúncia ao cargo, que ocupa há seis anos, alegando "razões pessoais".

Sanader, 56, disse em entrevista coletiva em Zagreb que também deixa a Presidência da governante União Democrática Croata (HDZ).

Sua renúncia ocorre em meio a recentes tensões entre a Croácia e a Eslovênia, devido a um conflito territorial não resolvido que adiou a entrada da ex-república iugoslava na União Europeia (UE), prevista para 2010.

Nikola Solic/Reuters
Premiê da Croácia, Ivo Sanader, renunciou ao cargo e à política
Premiê da Croácia, Ivo Sanader, renunciou ao cargo e à política

"Não apresentarei nenhuma candidatura para presidente da República. Eu me retiro da política ativa", disse Sanader, acrescentando que tomou a decisão "após muita reflexão."

O premiê deve apresentar sua vice no governo e no partido, Jadranka Kosor, para ocupar seu cargo. Sanader afirmou ainda que sua coalizão de governo continua estável e que já aceitou seguir sob o comando de Kosor.

Ele negou que problemas de saúde ou a impossibilidade de enfrentar a crise econômica na qual se encontra a Croácia sejam motivos para sua desistência.

"Graças a Deus não estou doente", disse, acrescentando que nunca teve medo de crises como a atual recessão econômica.

Sanader foi eleito pela primeira vez em 2003 e reeleito em 2007. Ele foi muito popular e sua renúncia surpreendeu. O premiê enfrentou nos últimos meses uma grave crise econômica. O PIB nacional caiu 6,7% no primeiro quadrimestre, a maior queda em dez anos. A próxima eleição deve acontecer em 2011.

"É hora de outros assumirem, já fiz minha parte", disse Sanader, ao destacar que a Croácia é membro do Conselho de Segurança da ONU (Organização das Nações Unidas), membro da ONU (Organização das Nações Unidas) e "está muito próxima" de entrar na UE.

O premiê não negou, contudo, a influência da crise com a Eslovênia na sua decisão. "Este aspecto influenciou seguramente sobre a minha decisão. O seguro é que o projeto de integração europeia não tem futuro se aceitarmos a chantagem como modo de atuação dentro da UE. Eu garanto que minha decisão está relacionada com tal comportamento e o modo pelo qual foi tolerado. Espero que isso termine", disse.

Eslovênia bloqueia desde dezembro passado o acesso da Croácia na UE devido ao problema de fronteira não definida no mar Adriático.

Com agências internacionais

 

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