Pentágono suspende atividades militares com Honduras após golpe
da Folha Online
O Pentágono informou nesta quarta-feira que suspendeu as atividades militares que realiza ao lado de Honduras por causa do golpe que retirou o presidente eleito, Manuel Zelaya, do poder, no final de semana passado. Nos anos 80, Washington utilizou Honduras como base contra a guerrilha na América Central.
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| Alex Brandon/AP |
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| Presidente deposto de Honduras, Manuel Zelaya, mostra a resolução da OEA |
O porta-voz Bryan Whitman não detalhou quais atividades serão atingidas pela suspensão, mas ressaltou que apenas as operações relacionadas diretamente com Honduras deverão ser atingidas "enquanto estudamos a situação [do golpe]".
O anúncio faz eco às declarações do presidente Barack Obama, que, nesta segunda-feira (29), em entrevista aos meios de comunicação, classificou o golpe como ilegal e disse que ele pode abrir um "grave precedente", caso confirmado. "O presidente Zelaya foi eleito democraticamente. Não havia concluído ainda seu mandato."
Os Estados Unidos não foram os únicos a reforçar as represálias contra Honduras, nesta quarta-feira. A OEA (Organização dos Estados Americanos) deu um ultimato de 72 horas para que Zelaya seja restituído no poder de Honduras, sob pena de expulsar aquele país.
Nesta terça-feira (30), Zelaya disse, em reunião da Assembleia Geral da ONU (Organização das Nações Unidas), que irá retornar a Honduras nesta quinta-feira (2), quando acaba esse prazo de 72 horas, com o secretário-geral da OEA, José Miguel Insulza, e os presidentes do Equador, Rafael Correa, e da Argentina, Cristina Fernández de Kirchner.
O presidente hondurenho deposto está nesta quarta-feira no Panamá para representar o seu país, como presidente, ao lado de outros colegas da região, na posse do empresário Ricardo Martinelli como novo chefe de Estado daquele país.
| Esteban Felix/AP |
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| Presidente interino, Roberto Micheletti, afirma que Zelaya será preso se retornar ao país |
Honduras
O sucessor de Zelaya na Presidência de Honduras, Roberto Micheletti, afirma que ele será preso se insistir em retornar ao poder. O recém-empossado ministro de Relações Exteriores, Enrique Ortez Colindres, afirmou que Zelaya pode retornar ao país, desde que seja como um "cidadão comum", e não como presidente.
Golpe
Zelaya foi derrubado do poder neste domingo (28) em um golpe orquestrado pela Justiça e pelo Congresso e executado por militares, que o expulsaram para a Costa Rica. O golpe foi realizado horas antes do início de uma consulta popular sobre uma reforma na Constituição que tinha sido declarada ilegal pelo Parlamento e pela Corte Suprema.
"Fui retirado da minha casa de forma brutal, sequestrado por soldados encapuzados que me apontavam rifles", contou o presidente deposto, após chegar ao exílio na Nicarágua.
"Diziam: "se não soltar o celular, atiramos'. Todos apontando para minha cara e o meu peito. [...] Em forma muito audaz eu lhes disse: "se vocês vêm com ordem de disparar, disparem, não tenho problema de receber, dos soldados da minha pátria, uma ofensa a mais ao povo, porque o que estão fazendo é ofender o povo'."
De acordo com os parlamentares hondurenhos, a deposição de Zelaya foi aprovada por suas "repetidas violações da Constituição e da lei" e por "seu desrespeito às ordens e decisões das instituições". Segundo os seus críticos, com a consulta, Zelaya pretendia instaurar a reeleição presidencial no país. As próximas eleições gerais serão em 29 de novembro.
Depois da saída de Zelaya do país, no Congresso de Honduras, um funcionário leu uma carta com a suposta renúncia, o que ele nega. Zelaya diz ter sido alvo de "complô da elite voraz"; e seu sucessor, Micheletti, diz que o golpe foi um "processo absolutamente legal".
Com agências internacionais
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O comparecimento dos eleitores foi recorde, 62% já quando o Zé Laia foi eleito a abstenção foi de 45% e ganhou por 7 mil votos com acusações de fraude.
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Top, top, top para a mau perdedor Marco Aurélio Garcia, que promete não reconhecer as eleições. É bem capaz de Honduras sofrer tanto com essa sanção do presunçoso brasileiro... Oh coitado...
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