Companhia aérea Yemenia diz que piloto não enviou sinal de socorro
da Folha Online
da Efe, em Sana
O piloto do avião Airbus A310-300 da companhia aérea iemenita Yemenia Airways, que caiu nesta terça-feira no oceano Índico, próximo às ilhas Comores, não enviou nenhum sinal de pedido de socorro ao aeroporto de Moroni, capital do arquipélago africano. A informação foi divulgada por Hassan al Huti, diretor de manutenção da Yemenia Airways.
Relembre piores acidentes com aviões da Airbus desde 1990
Conheça o trajeto do Airbus da Yemenia que caiu no Índico
Veja galeria de imagens do acidente
Al Huti explicou, em entrevista coletiva em Sanaa, capital do Iêmen, de onde partiu o avião, que os controladores de voo do aeroporto de Moroni comunicaram às autoridades do país que em nenhum momento receberam pedido de socorro --"o que confirma que o avião não sofreu nenhuma falha técnica antes da tragédia".
O voo partiu de Paris, na França. Os passageiros fizeram então uma escala em Sanaa, onde trocaram de aeronave, de um Airbus 330 para o Airbus 310. O avião seguiu então para as ilhas Comores. O avião decolou pouco depois das 21h30 desta segunda-feira (15h30 no horário de Brasília) e deveria voar durante 4h30 antes de pousar em Moroni, capital comorense.
A aeronave, com 142 passageiros e 11 tripulantes a bordo caiu no Oceano Índico a 15 km da ilha de Grande Comores à 1h50 (19h50 desta segunda-feira no horário de Brasília) poucos minutos antes do pouso.
Não há informações oficiais sobre o que teria derrubado a aeronave, embora a principal hipótese seja o mau tempo --fortes ventos atingiam a região no momento do acidente e atrapalharam as operações de busca.
Até o momento, apenas uma adolescente de 14 anos, identificada como Baya Bakari, sobreviveu ao acidente. A jovem viajava com a mãe e sofreu fratura de clavícula e queimaduras no joelho, informou seu pai que reside perto de Paris.
Al Huti afirmou que o avião passou por uma revisão geral em maio e que, desde então, tinha efetuado 211 horas de voo. Ele explicou ainda que os aviões da companhia aérea são submetidos a um sistema regular de vigilância da União Europeia.
Passageiros
O vice-presidente de Aviação Civil do Iêmen, Mohammed Abdel-Rahman Abdel Qadir, confirmou que, segundo a lista definitiva, viajavam 75 comorenses no avião, 65 franceses, um canadense e um palestino, além dos onze tripulantes --seis iemenitas, dois marroquinos, uma indonésia, uma filipina e um etíope.
Abdel Qadir afirmou que o Iêmen mandará uma equipe de mergulhadores das forças especiais, esta noite, para ajudar nos trabalhos de resgate. Ele disse ainda que, por enquanto, não tem nenhuma informação sobre o resgate de novos corpos.
Na mesma entrevista coletiva, o diretor de Aviação Civil iemenita, Abdel Jaleq al-Qadi, acusou as autoridades francesas de lançarem uma campanha de desprestígio contra seu país, porque "o Iêmen é um país pequeno, que não tem voz no mundo".
A Yemenia Airway "é uma companhia que opera de acordo a padrões internacionais, o avião acidentado estava em bom estado técnico, não tinha absolutamente nenhuma imperfeição", disse al-Qadi.
O diretor se referiu às declarações do secretário de Estado de Transportes francês, Dominique Bussereau, que revelou que a Direção Geral de Aviação Civil da França tinha constatado "certos defeitos" no avião.
Leia mais notícias sobre acidentes de avião
- Companhia Yemenia pagará 20 mil euros às famílias de vítimas do Airbus
- "Ela não sentia nada", diz pai da jovem que sobreviveu à queda do Airbus
- Detectado sinal de caixa-preta do Airbus que caiu no Índico, diz França
Veja outras notícias de Mundo
- Campo terá bancada com 13 membros no Congresso argentino
- Golpistas exibem apoio popular na capital de Honduras
- Com fumaça na cabine, Airbus faz pouso de emergência nos EUA
Especial
- Veja o que há em nossos arquivos sobre acidentes aéreos
- Navegue no melhor roteiro de cultura e diversão da internet
livraria


