Mundo
01/07/2009 - 15h06

Caixa-preta de Airbus que caiu em Comores continua desaparecida

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da Folha Online

Os investigadores ainda não localizaram as caixas-pretas do avião Airbus A310-300 da companhia aérea iemenita Yemenia Airways que caiu nesta segunda-feira no oceano Índico, próximo às ilhas de Comores. Segundo o ministro francês para a Cooperação, Alain Joyandet, o sinal sonoro localizado por aviões franceses no local do acidente corresponde às balizas de emergência.

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"Quero dizer que o Transall [o avião militar francês que rastreia a zona] que recebeu o sinal sonoro não localizou, ao contrário do que se disse esta manhã, as balizas das caixas pretas e sim as balizas de emergência. Pode haver uma confusão", afirmou Joyandet à imprensa, em Moroni, capital do arquipélago africano.

"São centenas de metros de água nesse local, por isso é bastante complicado recuperar a caixa", acrescentou.

Mais cedo, autoridades afirmaram que uma caixa-preta do Airbus havia sido localizada e que as operações de recuperação da peça e de busca por possíveis sobreviventes foram iniciadas.

O voo partiu de Paris, na França. Os passageiros fizeram então uma escala em Sanaa, onde trocaram de aeronave, de um Airbus 330 para o Airbus 310. O avião seguiu então para as ilhas Comores. O avião decolou pouco depois das 21h30 desta segunda-feira (15h30 no horário de Brasília) e deveria voar durante 4h30 antes de pousar em Moroni, capital comorense.

A aeronave, com 142 passageiros e 11 tripulantes a bordo caiu no Oceano Índico a 15 km da ilha de Grande Comores à 1h50 (19h50 desta segunda-feira no horário de Brasília) poucos minutos antes do pouso.

Não há informações oficiais sobre o que teria derrubado a aeronave, embora a principal hipótese seja o mau tempo --fortes ventos atingiam a região no momento do acidente e atrapalharam as operações de busca.

Até o momento, apenas uma adolescente de 14 anos, identificada como Baya Bakari, sobreviveu ao acidente. A jovem viajava com a mãe e sofreu fratura de clavícula e queimaduras no joelho, informou seu pai que reside perto de Paris.

A França enviou investigadores e aviões militares para procurar por sobreviventes do avião que levava, entre os passageiros, 66 franceses.

Com France Presse e Reuters

 

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