Mundo
01/07/2009 - 16h48

Suécia assume Presidência da UE em meio a crise econômica

Publicidade

colaboração para a Folha Online

A Suécia assumiu nesta quarta-feira a Presidência rotativa da União Europeia (UE), com um pedido às forças políticas para que se concentrem nos graves problemas que o bloco enfrenta.

"Não é o momento de olhar para seu próprio umbigo", afirmou o primeiro-ministro sueco, o conservador Fredrik Reinfeldt, durante entrevista coletiva.

Henrik Montgomery/Efe
Presidente da Comissão Europeia, José Manuel Durão Barroso (esq), ao lado do primeiro-ministro sueco, Fredrik Reinfeldt
Presidente da Comissão Europeia, José Manuel Durão Barroso (esq), ao lado do primeiro-ministro sueco, Fredrik Reinfeldt

A Suécia, um dos países mais desenvolvidos da Europa, se propôs a alcançar resultados tangíveis em duas frentes prioritárias: a prevenção de novas crises financeiras e um ambicioso acordo mundial contra as mudanças climáticas.

Nas duas questões, os europeus "não têm nem um minuto a perder", segundo Reinfeldt.

O novo presidente em exercício da UE voltou a expressar seu desejo para que as incertezas sobre as designações da nova Comissão Europeia sejam resolvidas o mais rápido possível, para que a instituição possa impulsionar as políticas comuns.

Prioridades

Para o presidente da Comissão Europeia, José Manuel Durão Barroso, a questão climática é o mais importante desafio da Suécia nos seis meses em que o país ocupará a Presidência da UE.

Segundo ele, o principal evento para isso será a conferência sobre clima da ONU (Organização das Nações Unidas), marcada para dezembro. O objetivo do evento será alcançar um acordo para substituir o protocolo de Kyoto, que expira em 2012.

O texto, negociado no Japão em 1997 e ratificado por vários países em 1999, determina compromissos mais rígidos para a redução da emissão dos gases que provocam o chamado efeito estufa.

Sobre o restabelecimento da confiança no sistema financeiro, o primeiro-ministro da Suécia afirmou que o país "aprendeu muito com sua experiência nos anos 90", quando fez frente, com sucesso, a uma séria crise bancária, gerada por uma regulamentação imprudente e pelo final de sua própria bolha imobiliária.

A nova Presidência enfatizou também a necessidade de que os governos europeus já comecem a pensar em estratégias coordenadas para tirar suas finanças públicas, o mais rápido possível, da situação na qual se encontram.

Comissão Europeia

Na mesma entrevista coletiva --realizada depois da tradicional reunião entre o governo do país que assume a Presidência rotativa do bloco e os membros da Comissão-- o líder do Executivo da UE defendeu que "as instituições não podem ser debilitadas".

Barroso, que já recebeu o respaldo unânime dos governos e agora tenta obter o apoio do Parlamento, fez nesta quarta-feira uma chamada a socialistas e liberais para que, dentro de uma "grande coalizão", apoiem a renovação de seu mandato à frente do órgão Executivo da UE.

Ele se definiu como um "reformador de centro" e rejeitou a "caricatura" que "alguns meios" fazem dele, apresentando-o como um neoliberal.

Barroso explicou que uma instituição como a Comissão da UE não pode seguir só uma orientação ideológica.

"Em minha Comissão, atualmente temos socialistas, mas também liberais e elementos do Partido Popular Europeu (PPE) e assim será na próxima Comissão", afirmou.

Por isso, argumentou, "seria bom que tivéssemos o apoio dos comissários no Parlamento que venham dessas famílias políticas".

Com Efe e Associated Press

 

FolhaShop

Digite produto
ou marca