Suécia assume Presidência da UE em meio a crise econômica
colaboração para a Folha Online
A Suécia assumiu nesta quarta-feira a Presidência rotativa da União Europeia (UE), com um pedido às forças políticas para que se concentrem nos graves problemas que o bloco enfrenta.
"Não é o momento de olhar para seu próprio umbigo", afirmou o primeiro-ministro sueco, o conservador Fredrik Reinfeldt, durante entrevista coletiva.
| Henrik Montgomery/Efe |
![]() |
| Presidente da Comissão Europeia, José Manuel Durão Barroso (esq), ao lado do primeiro-ministro sueco, Fredrik Reinfeldt |
A Suécia, um dos países mais desenvolvidos da Europa, se propôs a alcançar resultados tangíveis em duas frentes prioritárias: a prevenção de novas crises financeiras e um ambicioso acordo mundial contra as mudanças climáticas.
Nas duas questões, os europeus "não têm nem um minuto a perder", segundo Reinfeldt.
O novo presidente em exercício da UE voltou a expressar seu desejo para que as incertezas sobre as designações da nova Comissão Europeia sejam resolvidas o mais rápido possível, para que a instituição possa impulsionar as políticas comuns.
Prioridades
Para o presidente da Comissão Europeia, José Manuel Durão Barroso, a questão climática é o mais importante desafio da Suécia nos seis meses em que o país ocupará a Presidência da UE.
Segundo ele, o principal evento para isso será a conferência sobre clima da ONU (Organização das Nações Unidas), marcada para dezembro. O objetivo do evento será alcançar um acordo para substituir o protocolo de Kyoto, que expira em 2012.
O texto, negociado no Japão em 1997 e ratificado por vários países em 1999, determina compromissos mais rígidos para a redução da emissão dos gases que provocam o chamado efeito estufa.
Sobre o restabelecimento da confiança no sistema financeiro, o primeiro-ministro da Suécia afirmou que o país "aprendeu muito com sua experiência nos anos 90", quando fez frente, com sucesso, a uma séria crise bancária, gerada por uma regulamentação imprudente e pelo final de sua própria bolha imobiliária.
A nova Presidência enfatizou também a necessidade de que os governos europeus já comecem a pensar em estratégias coordenadas para tirar suas finanças públicas, o mais rápido possível, da situação na qual se encontram.
Comissão Europeia
Na mesma entrevista coletiva --realizada depois da tradicional reunião entre o governo do país que assume a Presidência rotativa do bloco e os membros da Comissão-- o líder do Executivo da UE defendeu que "as instituições não podem ser debilitadas".
Barroso, que já recebeu o respaldo unânime dos governos e agora tenta obter o apoio do Parlamento, fez nesta quarta-feira uma chamada a socialistas e liberais para que, dentro de uma "grande coalizão", apoiem a renovação de seu mandato à frente do órgão Executivo da UE.
Ele se definiu como um "reformador de centro" e rejeitou a "caricatura" que "alguns meios" fazem dele, apresentando-o como um neoliberal.
Barroso explicou que uma instituição como a Comissão da UE não pode seguir só uma orientação ideológica.
"Em minha Comissão, atualmente temos socialistas, mas também liberais e elementos do Partido Popular Europeu (PPE) e assim será na próxima Comissão", afirmou.
Por isso, argumentou, "seria bom que tivéssemos o apoio dos comissários no Parlamento que venham dessas famílias políticas".
Com Efe e Associated Press
Leia mais notícias sobre a União Europeia
- UE suspende negociações por acordo regional, mas mantém embaixadores em Honduras
- União Europeia anuncia mais de 2.000 novos casos de gripe suína
- Chefe de Transportes da UE propõe lista negra mundial de companhias aéreas
Outras notícias internacionais
- Reeleição de presidente do Irã não tem legitimidade, diz candidato derrotado
- Alemão que matou mulher em tribunal era processado por briga em parquinho
- Serpente de estimação escapa e mata criança estrangulada na Flórida
Especial


