Mundo
01/07/2009 - 17h30

Rússia e EUA reforçam aproximação em visita de Obama a Moscou

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da Efe, em Moscou

O Kremlin divulgou nesta quarta-feira a agenda da reunião entre os presidentes da Rússia, Dmitri Medvedev, e dos Estados Unidos, Barack Obama, que acontecerá nos dias 6 e 7 de julho próximos, em Moscou.

"Espera-se que, na segunda-feira, os líderes realizem negociações no Kremlin, primeiro em um formato reduzido e depois em um mais amplo", informou Natalia Timakova, porta-voz do Kremlin, segundo as agências russas.

Em seguida, os presidentes concederão uma entrevista coletiva conjunta, na qual divulgarão os resultados de sua reunião, a segunda desde que Obama assumiu o cargo, em janeiro. "Na terça-feira, haverá um encontro de Medvedev e Obama com os participantes de um fórum empresarial russo-americano", acrescentou Timakova.

Shawn Thew/Efe
O russo Medvedev (à esq.) conversa com o americano Obama durante o primeiro encontro entre ambos os líderes, em Londres
O russo Medvedev (à esq.) conversa com o americano Obama durante o primeiro encontro entre ambos os líderes, em Londres

No segundo dia da primeira visita do presidente americano à Rússia, os líderes se reunirão novamente.

Medvedev e Obama abordaram detalhadamente, em conversa telefônica, os assuntos que tratarão em Moscou, em particular, a negociação de um acordo de desarmamento nuclear, que substitua o Tratado de Redução de Armas Estratégicas, que vence em dezembro. Os dirigentes querem que as negociações sejam agilizadas para obter resultados concretos.

Os presidentes também se mostraram "convencidos" de que a reunião permitirá dar um novo "impulso" às relações.

Durante a reunião, os dois presidentes assinarão um acordo de cooperação militar, primeiro passo para uma retomada das relações bilaterais, após o esfriamento ocorrido no segundo mandato do ex-presidente dos EUA, George W. Bush (2001-2009).

As informações foram concedidas, na sexta-feira (26), pelo chefe do Estado-Maior das Forças Armadas da Rússia, Nikolai Makárov, após se reunir com o almirante Michael Mullen, o chefe do Estado-Maior Conjunto das Forças Armadas dos EUA. Segundo a imprensa russa, Obama poderia participar de um fórum de ONGs da Rússia e dos EUA realizado por ocasião da visita.

Em uma clara mensagem de apoio à liberdade de imprensa na Rússia, Obama também deve reunir-se com representantes do jornal "Novaya Gazeta", um dos mais críticos ao Kremlin.

Comentários dos leitores
FABIANO TONACO BORGES (1) 08/11/2009 12h10
FABIANO TONACO BORGES (1) 08/11/2009 12h10
Presidente Obama nos dá uma lição de como um Estadista deve tratar o desenvolvimento de uma nação: com justiça social. Sem acesso à saúde garantido pelo Estado não se pode marchar rumo à consolidação de uma nação de forma sustentável. Com esta atitude o Predidente Obama abre mão de uma boa parte de sua popularidade, considerando que ele intefere num mercado (o da prestação de serviços de saúde) extremamente fisiológico, influente economicamente e com grande poder político. Os resultados virão, não tão rápido, mas as gerações porvindouras terão o que comemorar... sem opinião
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J. R. (1133) 08/11/2009 09h19
J. R. (1133) 08/11/2009 09h19
As mortes causadas pelas campanhas dos USA pelo mundo dá para encher milhares de torres gêmeas e wordtradecenters. Na guerra nuclear não haverá vencedores, nem mesmo o poderoso USA sobrará, é a eutanásia da humanidade doente! sem opinião
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Liliane Garcia (3) 06/11/2009 00h23
Liliane Garcia (3) 06/11/2009 00h23
A questão não é o fato do Obama defender o seu país e sim, dar continuidade a uma política de intervenção no país alheio, o que não é nada democrático, logo eles que "prezam" tanto pela democracia. Por qual motivo? Eu também lamento o atentado ocorrido no 11 de setembro, porém, acredito que isso não justifica a invasão estadunidense. Assim como no World Trade Center, no Afeganistão havia e ainda há muitos civis inocentes, sendo eles também vítimas das atrocidades cometidas por ambas as partes. O atentado terrorista provavelmente ainda servirá por muito tempo para justificar uma invasão que não tem justificativa para aqueles que se tornaram vítimas do horror da guerra. 5 opiniões
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