Mundo
02/07/2009 - 07h54

Coreia do Norte lança mísseis de curto alcance, diz Coreia do Sul

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da Folha Online

O Ministério da Defesa da Coreia do Sul afirmou nesta quarta-feira que a vizinha Coreia do Norte retomou os testes de mísseis que agravaram a tensão regional há pouco mais de um mês e lançou dois novos mísseis aparentemente de curto alcance da costa oriental do país, em direção ao mar do Leste (mar do Japão).

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Na semana passada, a Coreia do Norte alertou aos países da região que realizaria um exercício militar de disparo na costa da cidade de Wonsan, leste do país, entre os dias 25 de junho e 10 de julho. O alerta foi visto pelo Japão como indicação de que faria um novo lançamento de míssil, após causar uma escalada da tensão regional com o teste de diversos mísseis de longo-alcance e um teste nuclear, em 25 de maio passado.

A Coreia do Norte proibiu ainda a navegação de navios nesta mesma região. Nesta quarta-feira, o regime comunista reiterou o alerta às autoridades japonesas.

O primeiro dos projéteis foi lançado às 17h20 desta quarta-feira (5h20 no horário de Brasília), enquanto o segundo foi disparado às 18h (6h no horário de Brasília). Segundo o ministério, citado pela agência Yonhap, ambos os mísseis foram lançados de Sinsang-ni (costa leste do país).

Os serviços da Inteligência da Coreia do Sul já tinham informado no mês passado que o regime comunista estava se preparando para o teste de vários mísseis, incluindo de longo alcance.

O porta-voz do governo japonês, Takeo Kawamura, disse em entrevista coletiva que o Japão não descartava a possibilidade de a Coreia do Norte lançar de forma iminente vários mísseis de curto e médio alcance perto do dia 4 de julho, por causa das comemorações da independência dos Estados Unidos.

Mais mísseis

Um jornal sul-coreano afirma que o país pode testar mísseis de alcance médio em questão de dias, como parte de sua campanha contra a sanção imposta pela ONU (Organização das Nações Unidas) pelo teste nuclear de maio passado.

O jornal "JoongAng Ilbo" citou uma fonte de inteligência para afirmara que a Coreia do Norte deve testar mais mísseis nos próximos dias, incluindo mísseis Scuds com um alcance de 340 km ou Rodong, com um alcance de mil quilômetros.

A coreia do Norte lançou uma série de mísseis de curto-alcance depois de seu teste nuclear, o que, segundo especialistas indicam que o país está mais próximo de construir uma bomba nuclear --uma ameaça que, contudo, muitos dizem ser irreal para um país tão pobre e atrasado em questões tecnológicas.

Nesta terça-feira (30), os EUA afirmaram que estão ampliando o cerco nas companhias envolvidas supostamente com a produção de armas nucleares e a proliferação de mísseis.

Philip Goldberg, enviado dos EUA que coordena as sanções contra o regime de Pyongyang, foi à China para tentar conquistar a ajuda chinesa --principal aliada da Coreia do Norte-- no endurecimento do discurso contra o país comunista.

Ele estará na Malásia no próximo domingo antes de retornar a Washington. A Casa Branca não especificou o motivo de sua visita ao país.

O ministro sul-coreano de Relações Exteriores, Yu Myung-hwan, afirmou que organiza uma reunião com os colegas dos seis países que participam das conversas pela desnuclearização de Pyongyang --EUA, Coreia do Sul, Coreia do Norte, Rússia, China e Japão-- paralela ao fórum de segurança regional previsto para o próximo dia 23 de julho na Tailândia.

Especialistas afirmam que os testes de mísseis da Coreia do Norte fazem parte de uma campanha do ditador Kim jong-il para fortalecer seu governo e preparar seu filho mais novo como seu sucessor.

Com Reuters, Efe e France Presse

Comentários dos leitores
eduardo de souza (462) 13/11/2009 13h12
eduardo de souza (462) 13/11/2009 13h12
A coréia do Norte esta certíssima, não dorme enquanto o inimigo esta acordado. Se querem retirar do mundo as armas nucleares comecem com quem tem. Eua e sua compania estão armados até os dentes. Principalmente o Eua mostra que usa bombas nucleares mesmo, e o Japão que se cuide, esta abrigando dentro de sí, o maior trairá que existe. Aqui no Brasil já fomos alvo de ataques pequenos, com outros tipos de armas, o ideal seríamos ter bombas nucleares, caso fossemos atacados de forma mais brutal. Pela liberdade de defesa, quem possui armas nucleares, não podem se intrometer com aqueles que querem possuir também. sem opinião
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J. R. (1145) 01/11/2009 06h50
J. R. (1145) 01/11/2009 06h50
O impositivo acordo que FHC aderiu para nosso país nos tira do alvo do clube nuclear, controlado pelos nazisionistas do eixo que dominam o mundo. Agora dizem que nem mesmo a proibição de armas nucleares prevista na constituição é suficiente, a intromissão começa a passar dos limites. Qualquer reação ou declaração, como foi a do Bolsonaro para construir bomba, constitui um argumento para o início de uma perseguição, que o Brasil já foi alvo anteriormente, por parte do "não tão aliado assim" U-S-A; de maneira que as autoridades brasileiras devem evitar declarações polêmicas que sirvam de "carvão" para os "candinhas" da AIEA prejudicarem nosso país. "Brasil é pressionado a aceitar inspeções intrusivas a programa nuclear." 56 opiniões
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Marcelo Moreto (178) 26/10/2009 11h57
Marcelo Moreto (178) 26/10/2009 11h57
Para se manter fortalecido e pioneiro, os Estados Unidos da América do Norte anseiam e fortalecem esses conflitos entre culturas. No caso das Coréias, é nítido o sucateamento mental da Coréia do Norte, cujo obejivo daquele ditador é manter seu povo nas rédeas. O perigo disso é que essas pessoas são fiéis ao seu líder, assim como os cães são aos seus donos. Peça para avançar e veja o que acotece! 6 opiniões
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