Mundo
02/07/2009 - 11h28

Saiba como a grande ofensiva dos EUA muda a Guerra do Afeganistão

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da Reuters

Milhares de militares da Marinha dos Estados Unidos avançaram nesta quinta-feira pelo vale da Província de Helmand, no sul do Afeganistão, na maior operação do tipo sob a administração de Barack Obama, que anunciou em fevereiro a renovação e ampliação da ofensiva americana contra o grupo islâmico radical Taleban no país asiático.

Saiba como esta operação, intitulada "Golpe da Espada", pode mudar os rumos da Guerra do Afeganistão, que se arrasta a oito anos e viu recentemente os maiores índices de violência desde a invasão da coalizão americana.

O que os EUA querem obter com a operação?

Com uma operação surpresa e com grande número de soldados, a Marinha americana espera retomar o controle de um dos principais redutos do grupo islâmico radical Taleban com pouca resistência.

Os comandantes americanos afirmam que uma vitória rápida e decisiva no vale de Helmand mudará o rumo da guerra que Washington já admitiu não estar ganhando.

Contudo, lançar uma ofensiva deste tipo envolve grandes riscos. Uma luta violenta e com muitas vítimas pode acabar com o pouco apoio que resta entre os afegãos aos Estados Unidos. Pode prejudicar ainda o apoio dos aliados da Otan (Organização do Tratado do Atlântico Norte) à operação.

"Em toda operação de contrainsurgência há momentos quando você tem que ir atrás dos insurgentes. Não há insurgentes aposentados, mas não podemos arcar com as consequências de fazer mais inimigos no caminho", disse o general Stanley McChrystal, que assumiu o comando das forças estrangeiras no Afeganistão.

Os EUA conseguirão manter o controle sobre as áreas reconquistadas?

Este tem sido o maior problema até o momento para as tropas da Otan (Organização do Tratado do Atlântico Norte), lideradas pelos britânicos, no vale de Helmand. Sem homens suficientes, eles são forçados a defender os postos de controle conquistados, avançar, e retornar para as barracas da base horas depois, vendo os militantes Taleban dominarem a região novamente.

Cerca de 10 mil marinheiros americanos estão agora em Helmand, mais que o dobro do número de soldados britânicos.

"Um dos maiores problemas na contrainsurgência no Afeganistão é que quando as forças da Otan lançam uma operação e limpam uma área, eles criam um vácuo", disse Haroun Mir, analista político e cofundador do Centro de Pesquisa e Estudos Políticos do Afeganistão, em Cabul.

"Eles não podem ficar nesta área, então o Taleban sai de seus esconderijos e assume a vila de novo", disse.

Mas os comandantes dizem esperar agora que as tropas adicionais possam ficar nas áreas reconquistadas, em pequenas bases, efetivamente vivendo e combatendo entre os afegãos, uma estratégia adotada na Guerra do Iraque.

A operação tem o apoio do povo afegão?

Um componente importante para a operação é ganhar o apoio e a confiança da população afegã. Os comandantes da companhia ordenaram a construção de "shuras", conselhos comunitários, com a população local em um prazo máximo de 24 horas após a chegada nas cidades e vilas.

"Eu quero ter certeza que você entenda, nós estamos tentando livrar a população. Nós vamos livrar a população do Taleban", disse o coronel Christian Cabaniss, comandante do 2º Batalhão.

Os comandantes esperam, até o final do verão lá, inverno aqui, garantir a segurança para 90% da população no sul, um aumento significativo dos 60% de agora.

Há planos para reconstrução e desenvolvimento?

A má segurança manteve por muito tempo as organizações de ajuda humanitária estrangeiras de atuar no sul do país, particularmente em Helmand.

O governo afegão e os militares estrangeiros esperam garantir a segurança da Província para permitir a entrada destas agências, que seriam responsáveis pela parte da reconstrução e auxílio à população.

Saleem Zmarial, conselheiro do governador de Helmand para desenvolvimento e combate às drogas, afirmou que o povo de Helmand "precisa começar uma nova vida com acesso a um sistema de saúde e água limpa."

A operação será longa?

Os comandantes estrangeiros dizem esperar que o número maior de soldados resulte em uma operação sem resistência Taleban. Contudo, os insurgentes tiveram anos para reforçar suas posições no vale, o que deve aumentar a dificuldade da operação.

O Taleban afirma ainda que eles evitarão lutar contra os marinheiros em combates corpo a corpo, os quais devem perder já que não tem as mesmas armas e tecnologias. os insurgentes devem usar minas e bombas ativadas a distância para combater os marinheiros.

Comentários dos leitores
Joel Saraiva (133) 27/11/2009 17h22
Joel Saraiva (133) 27/11/2009 17h22
Mundo civilizado, cultura adiantada, ou seja, de primeiro mundo, Europa, é assim, quando o sujeito "peca", não adianta "confessar para o padre", nem pedir perdão a Deus, o negócio é ir direto para o inferno. Lá pelo menos, terá companheios que já fazem "festa" com o que desviou, junto com seu chefe, o Satã. Quem tem vergonha na cara, não quer enfrentar a sociedade pela frente, após o cometimento de atos ilícitos e imorais. No Japão, costumam cometer o harakiri, na Ásia de modo em geral, e Europa, pedem perdão e, vão prá casa se esconder de vergonha. No Brasil, continuam na política, de cara limpa, engabelando o povo, não temendo a Justiça, pelo contrário, contratam advogados dos mais expressivos, para se safarem. Também pudera, estamos ainda na faixa do terceiro mundo, somos latinos. Joel Carlos de Almeida Saraiva, Investigador de Polícia, dos Altos do Jaraguá, São Paulo/SP 1 opinião
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Antonio Fouto Dias (2776) 27/11/2009 16h50
Antonio Fouto Dias (2776) 27/11/2009 16h50
Em qualquer país sério e principalmente desenvolvido, quando se descobre um escândalo, os envolvidos correm para renunciar aos seus cargos.
E no Brasil, como se comportam os políticos envolvidos em escândalos?
Ah!!! Estou me lembrando do que disse um reporter em um telejornal, quando se referia à corrupção:
'ENQUANTO NA ÁSIA, OS CORRUPTOS QUANDO DESCOBERTOS, SE MATAM, NO BRASIL ELES MORREM, DE RIR".
Éh!!! Faz sentido.
sem opinião
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Jaime Dos Santos (2) 27/11/2009 13h14
Jaime Dos Santos (2) 27/11/2009 13h14
São mdois pesos e duas medidas: Israel não permite inspeções em seu arsenal atômico e fica por isso mesmo, já o Irã, não pode enriquecer urânio> Um General ordena ataques que matam civis no Afeganistão e sequer é processado por crimes de Guerra, enquanto faz-se um alarde incrível com a Coréia do Norte. Oh ! Hipocrisia sem opinião
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