Entenda a nova operação dos EUA no sul do Afeganistão
da Reuters
Milhares de militares da Marinha dos Estados Unidos avançaram nesta quinta-feira pelo vale da Província de Helmand, no sul do Afeganistão, na maior operação do tipo sob a administração de Barack Obama, que anunciou em fevereiro a renovação e ampliação da ofensiva americana contra o grupo islâmico radical Taleban no país asiático.
A operação, intitulada Operação Khanjar, "Golpe de Espada", levou 8.500 marinheiros à região nos últimos dois meses --maior parte do reforço de 17 mil soldados e 4.000 militares de treinamento prometidas por Obama.
| David Guttenfelder/AP |
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| Marinheiros ocupam casa depois de chegar em Nawa, reduto Taleban na Província de Helmand, no sul do Afeganistão |
Até o final do ano, os soldados americanos no país asiático chegarão a 68 mil, mais que o dobro dos 32 mil presentes no final de 2008.
O general Stanley McChrystal, ex-comandante das forças especiais, assumiu o comando dos 90 mil soldados americanos e da Otan (Organização do Tratado do Atlântico Norte) no país.
Qual a estrutura de comando da operação?
McChrystal tem um braço direito que ocupa um posto recém-criado pelos EUA. O general David Rodriguez é responsável pelo gerenciamento diário das forças estrangeiras no Afeganistão.
A estrutura é similar a usada no Iraque pelo general David Petraeus, agora comandante das forças dos EUA na Ásia central e Oriente Médio.
Esta estrutura permite que McChrystal foque seu trabalho na estratégia, diplomacia e treinamento das forças de segurança afegãs. Ele e Rodriguez são amigos há mais de 30 anos.
McChrystal também fortaleceu sua estratégia de mídia, convocando o almirante Greg Smith da aposentadoria. Smith coordenou as comunicações no Iraque para Petraeus.
Esta operação é de contrainsurgência ou uma ofensiva de guerra convencional?
Desde que assumiu o comando no mês passado, McChrystal afirmou a seus subordinados no Afeganistão que deseja "uma mudança cultural" das operações de guerra convencionais para uma estratégia de contrainsurgência que conquiste o apoio da população afegã.
Seu predecessor, general David McKiernan, foi retirado do cargo, segundo muitos especialistas, porque Washington estava perdendo paciência com as táticas convencionais que fracassaram em conter a violência ligada aos insurgentes --que alcançou o maior nível registrado no país desde a chegada da coalizão americana, em 2001.
McChrystal afirmou que a maioria das forças no Afeganistão foram desenhadas para o combate tradicional de "grande intensidade", usando todo armamento disponível. Uma de suas prioridades agora será separar os insurgentes dos afegãos civis, dizendo que as forças estrangeiras precisam "convencer as pessoas a não matar ninguém."
Essa mudança tornará a nova estratégia do afeganistão similar àquela usada por Petraeus no Iraque, quando houve um reforço nas tropas americanas, no começo de 2007.
Se McChrystal seguir o padrão, a Marinha deve deixar as grandes bases e se estabelecer em bases menores, onde viverão e lutarão ao lado das forças nacionais.
A mesma estratégia pode incluir ainda o uso de forças de segurança e os conselhos tribais que se espalharam pelas comunidades sunitas no oeste do Iraque no mesmo momento do reforço de tropas, um grande momento de virada do conflito no país.
Qual a posição dos EUA sobre vítimas civis?
McChrystal repetiu inúmeras vezes que tomará atitudes para limitar as mortes de civis, especialmente as causadas por ataques aéreos, que enfureceram os afegãos e derrubaram a popularidade da guerra.
Ele deve enviar ordens para que as tropas no país recuem de combates quando for possível reduzir a morte de civis. Ele afirma ainda que os ataques aéreos devem ser usados apenas quando os soldados em solo estão sob ameaça iminente e sob risco de serem dominados.
Quais são os principais alvos da operação?
McChrystal comandava a força de elite mais importante dos EUA, que caçava alvos de "alto valor" no Iraque e no Afeganistão.
Muitos creditam à sua equipe a captura de Saddam Hussein e a morte de seus filhos.
McChrystal afirma que matar ou capturar alvos de grande valor para o Taleban ainda faz parte da estratégia do Afeganistão, mas ele entende que há limites para este método.
"Você não precisa caçar e matar o Taleban. O que você precisa fazer é tirar a única coisa que eles absolutamente tem que ter e isso é acesso e apoio da população", disse.
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E no Brasil, como se comportam os políticos envolvidos em escândalos?
Ah!!! Estou me lembrando do que disse um reporter em um telejornal, quando se referia à corrupção:
'ENQUANTO NA ÁSIA, OS CORRUPTOS QUANDO DESCOBERTOS, SE MATAM, NO BRASIL ELES MORREM, DE RIR".
Éh!!! Faz sentido.
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