Parlamentares do Irã pedem ação legal contra líder da oposição
colaboração para a Folha Online
Um grupo de deputados iranianos disseram nesta quinta-feira que pretendem levar ao Poder Judiciário do país uma queixa formal contra o candidato derrotado na eleição presidencial do último dia 12 Mir Hossein Mousavi, por suposta responsabilidade pelos distúrbios pós-eleitorais.
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Segundo o parlamentar Mohamad Taghi Rahbar, vários deputados preparam um documento em que pedirão que se investigue as atividades do ex-primeiro-ministro e líder da oposição.
| Morteza Nikoubazl/Reuters |
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| Derrotado, Mir Hossein Mousavi pode enfrentar ação da Justiça por manifestações pós-eleição |
"Aqueles que realizaram marchas e reuniões ilegais devem responder perante a Justiça", afirmou.
Desde o dia 13 de junho --quando o resultado do pleito foi divulgado, dando vitória ao presidente Mahmoud Ahmadinejad-- o Irã tem sido palco das maiores manifestações desde a Revolução Islâmica de 1979.
Confrontos entre manifestantes e policiais resultou na morte de 20 pessoas e em ao menos mil prisões, segundo números oficiais.
Confirmação
Na última segunda-feira (29), o Conselho de Guardiães, máxima instância constitucional do Irã e responsável pela fiscalização da eleição, confirmou os resultados da eleição que deram a vitória ao presidente Mahmoud Ahmadinejad.
O anúncio foi feito após uma recontagem de aproximadamente 10% dos votos que não mostrou irregularidades, segundo a imprensa local.
Mousavi já havia rejeitado a oferta do Conselho de uma recontagem parcial, dizendo que o pleito foi fraudado e deveria ser anulado.
Mousavi e os outros dois candidatos derrotados na eleição presidencial --Mehdi Karubi e Mohsen Rezai-- submeteram um total de 646 queixas contra o resultado do pleito.
Conheça os indícios da suposta fraude na eleição
Mas o Conselho de Guardiães disse que a maioria delas não foi considerada irregularidade de eleição. Muitas foram descartadas após a realização de 'estudos precisos e profundos' sobre o processo eleitoral.
Em um comunicado divulgado nesta quarta-feira na internet, o líder da oposição afirmou que não reconhece a legitimidade da reeleição de Ahmadinejad, e que seu governo terá de enfrentar uma longa lista de erros.
O texto pede aos iranianos que não percam a esperança, e anuncia a formação de uma plataforma para continuar os protestos dentro da legalidade.
Com Efe e Reuters
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