Mundo
02/07/2009 - 16h25

Mesmo após mísseis, Obama quer negociar com Coreia do Norte

Publicidade

colaboração para a Folha Online

Horas depois de a Coreia do Norte ter realizado quatro testes com mísseis de curto alcance, o presidente dos Estados Unidos, Barack Obama, disse nesta quinta-feira que o país está tentando "manter as portas abertas" para o país retomar as negociações sobre seu programa nuclear.

Veja o histórico de testes nucleares e balísticos da Coreia do Norte
Veja cronologia do programa nuclear da Coreia do Norte
Programa nuclear é trunfo para Coreia do Norte; entenda
Comunista, país surgiu em meio à Guerra Fria; saiba mais

Apesar da disposição em conversar, Obama afirmou à agência de notícias Associated Press que novas sanções podem ser adotadas contra o teste nuclear realizado pelo país comunista em 25 de maio.

Pablo Martinez Monsivais/AP
Barack Obama gesticula durante entrevista à Associated Press
Barack Obama gesticula durante entrevista à Associated Press

Ele disse que a única maneira de a Coreia do Norte melhorar a economia do país e passar a fazer parte da comunidade internacional é abandonando seu programa de armas nucleares.

Segundo Obama, os EUA querem que eles saibam que esse caminho continua disponível.

Nesta quinta-feira, a Coreia do Norte disparou dois mísseis antinavio para fora de sua costa leste entre 17h20 e 18 horas (5h20 e 6h no horário de Brasília), que percorreram cerca de cem quilômetros até cair no mar, informou uma autoridade do setor de defesa da Coreia do Sul.

Um terceiro míssil foi lançado após aproximadamente duas horas, às 19h50 (7h50 no horário de Brasília). Pouco depois, a agência de notícias sul-coreana Yonhap noticiou o lançamento de um quarto projétil.

Em Washington, o porta-voz do Departamento de Estado, Ian Kelly, classificou os testes de "perigosos".

"Eles precisam parar com esse tipo de ação provocativa e retornar às conversas para a desnuclearização", disse.

Um jornal sul-coreano informou que a Coreia do Norte, um regime comunista empobrecido governado pelo ditador Kim Jong-il, pode também testar mísseis de médio alcance em questão de dias.

Alerta

Na semana passada, a Coreia do Norte alertou aos países da região que realizaria um exercício militar de disparo na costa da cidade de Wonsan, leste do país, entre os dias 25 de junho e 10 de julho.

O alerta foi visto pelo Japão como indicação de que faria um novo lançamento de míssil, após causar uma escalada da tensão regional com o teste de diversos mísseis de longo alcance e um teste nuclear, em 25 de maio passado.

A Coreia do Norte proibiu ainda a navegação de navios nesta mesma região. Nesta quarta-feira, o regime comunista reiterou o alerta às autoridades japonesas.

Os serviços da Inteligência da Coreia do Sul já tinham informado no mês passado que o regime comunista estava se preparando para o teste de vários mísseis, incluindo de longo alcance.

Sanções

A ONU impôs sanções à Coreia do Norte depois de o país ter realizado um teste nuclear em 25 de maio. Analistas dizem que a aplicação das sanções, cujo objetivo é conter o comércio norte-coreano de armas, vai depender fortemente da China, seu parceiro comercial e maior fonte de ajuda.

O governo americano informou esta semana que reforçou seu controle sobre empresas ligadas ao lucrativo negócio de proliferação de mísseis desenvolvido pela Coreia do Norte --uma grande fonte de renda para esse país empobrecido.

Os Estados Unidos também enviaram à Ásia, para conversações, seu encarregado dos assuntos relacionados a sanções.

A China informou nesta quinta-feira que está mandando seu enviado para os quatro países que integram o grupo de negociações sobre o programa nuclear norte-coreano, do qual também fazem parte a Coreia do Sul, Japão, EUA, Rússia. O outro membro, a própria Coreia do Norte, não está no itinerário do representante chinês.

Com Associated Press e Reuters

 

FolhaShop

Digite produto
ou marca