Mundo
03/07/2009 - 02h20

Chávez suspende envio de combustível a Honduras

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da Efe, em Caracas

A Venezuela suspendeu o enviou de petróleo a Honduras como parte das medidas em repúdio ao golpe militar contra o presidente Manuel Zelaya, anunciou nesta quinta-feira o presidente venezuelano, Hugo Chávez.

"Nós suspendemos os envios de petróleo, que não são para Zelaya, é para o povo de Honduras, produto da Petrocaribe", afirmou Chávez, em seu programa de rádio e televisão.

O líder disse que estava previsto para a "próxima semana" um envio de combustível a Honduras que não acontecerá. A Petrocaribe é um grupo formado em 2005, por iniciativa da Venezuela, para fornecer petróleo a 17 países da América Central e do Caribe a custos baixos às empobrecidas economias caribenhas.

"Um dos primeiros impactos da medida venezuelana vai ser o aumento dos preços da gasolina em Honduras, o que beneficiará a oligarquia que derrubou Zelaya, porque recuperará seu monopólio no setor", afirmou.

O governante rejeitou ainda que a venda venezuelana de combustíveis a Honduras em condições especiais significava um "apoio financeiro ao governo de Zelaya". "Não é um apoio financeiro a Zelaya, é uma cooperação com países que foram explorados."

A Venezuela é o quinto maior exportador mundial de petróleo e quarto principal abastecedor dos Estados Unidos. A Petrocaribe beneficia 17 membros do acordo, que recebem 121 mil barris diários sob o mesmo esquema de cooperação.

Comentários dos leitores
Ademar Antonio (1) 22/12/2009 16h32
Ademar Antonio (1) 22/12/2009 16h32
Debatedores: O que muitos de voces não sabem que a Costa Rica, país vizinho a Honduras, é a mais antiga democracia da América Latina e esta democracia está baseada em 2 pilares: é vetada a releeição em qualquer nível e obrigatoriedade de uma quarentena de uma legislatura, de modos a impedir a formação de políticos profissionais e de lideres populistas de direita ou esquerda, como estão se formando varios outros na América Latina (ex. Chaves, Evo, Correa, e tambem o Uribe). Lembrem que no ódio sempre se perde a razão. sem opinião
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Josué Baesso (1) 22/12/2009 12h17
Josué Baesso (1) 22/12/2009 12h17
O episódio Zelaya já acabou graças a sabedoria do povo hondurenho, que não quer ditaduras travestidas em plebiscitos, comprados com populismo irresponsável daqueles que qerem se perpetuar no poder.
Espero que o aprendiz de ditador permaneça preso na armadilha que o mesmo criou com a ajuda do Chavez, do Amorim e do Lula, pelo menos durante o Natal e Ano Novo, para aprender a não querer mais burlar a própria constiruição de seu país, como exemplo para outros arrogantes que pensam que só eles sabem governar.
2 opiniões
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celio maia (131) 22/12/2009 10h24
celio maia (131) 22/12/2009 10h24
Na eleição atual, Porfirio Lobo somou 1.213.695 votos (56,56%), e seu rival Elvin Santos 817.524 votos (38,09%). Na eleição anterior, Zelaia obteve 999.006 votos, e seu principal rival, Porfirio Lobo, do governista Partido Nacional, somou 925.243 votos. Vale dizer, o futuro presidente obteve um sufrágio 21,5% maior do que o presidente deposto. Apesar disso, ainda há alguns tresloucratas que juram de pés juntos que não reconhecerão a vontade popular hondurenha, conquanto reconheçam a suspeitíssima eleição iraniana. Haja hipocrisia... 2 opiniões
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