Mundo
03/07/2009 - 02h53

Japão promete medidas contra Coreia do Norte em caso de ameaça

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da Efe, em Tóquio

O governo do Japão declarou nesta sexta-feira que pretende adotar medidas duras contra a Coreia do Norte caso entenda que a segurança de seu território esteja ameaçada. O regime comunista testou nesta quinta-feira dois mísseis de curto alcance a partir da costa leste do país, em direção ao mar do Japão.

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Este lançamento de mísseis foi o primeiro desde que o Conselho de Segurança da ONU impôs em 12 de junho novas e mais duras sanções contra a Coreia do Norte por seu segundo teste nuclear, realizado em 25 de maio. Para o governo japonês, o caso requer acompanhamento intenso.

"Por enquanto, não entendemos que [o lançamento de mísseis] tenha causado sérios problemas, mas vamos acompanhar de perto a situação e tomaremos todas as medidas necessárias se entendermos que há uma situação de ameaça para a segurança nacional", disse o porta-voz do governo japonês, Takeo Kawamura.

Segundo ele, os testes foram vistos como um possível prelúdio para o lançamento de um míssil de longo alcance em direção ao Havaí (EUA) durante a comemoração da independência americana, no próximo sábado, 4 de julho. Apesar disso, este tipo de ameaça é algo "que não pode ser previsto".

Mais cedo, os Estados Unidos consideraram "perigosos e provocativos" os testes. O porta-voz do Departamento de Estado americano, Ian Kelly, disse em uma conversa com jornalistas que esse tipo de atitude "não ajuda" a relaxar as tensões em relação ao regime comunista.

"A comunidade internacional falou em voz alta e a Coreia do Norte sabe exatamente o que tem que fazer; tem que acabar com estas ações provocativas", afirmou.

O governo americano demonstra preocupação porque foi, justamente, em um feriado de 4 de Julho nos EUA, que a Coreia do Norte lançou o seu mais avançado míssil, um Taepodong. O caso ocorreu em 2006, e o foguete caiu no oceano pouco depois do lançamento, mas assustou a Casa Branca.

 

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