Mundo
03/07/2009 - 08h10

OMS alerta hemisfério sul e diz que proibir viagem não combate gripe suína

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da Folha Online

A diretora-geral da OMS (Organização Mundial da Saúde), Margaret Chan, afirmou nesta quinta-feira, no México, que a gripe suína, denominada oficialmente gripe A (H1N1), ainda representa uma ameaça, principalmente aos países do hemisfério sul, onde atualmente é o inverno.

Chan alertou ainda que fechar fronteiras e limitar as viagens, como fez o Ministério de Saúde brasileiro, que pediu que os brasileiros evitassem visagens à Argentina, "não têm nenhum propósito, porque não protegem a pessoas e não detêm o surto".

"Temos que acompanhar com muito cuidado o que vai acontecer nesta temporada de inverno no hemisfério sul", declarou Chan, que foi a Cancún participar da cúpula que o presidente mexicano, Felipe Calderón, promoveu para debater a doença.

O mais recente balanço da OMS, divulgado nesta quarta-feira (1º), informa que 77.201 pessoas já contraíram a gripe suína em 120 países e territórios. Desse total, 332 pacientes morreram.

No mês passado, a organização anunciou que a doença atingiu o nível de pandemia (epidemia generalizada). O termo tem relação apenas com a ampla distribuição geográfica do vírus, e não com a sua periculosidade.

Os Estados Unidos continuam sendo o país com o maior número de casos --27.717-- e o maior número de mortes --127. Em seguida aparece o México --considerado o epicentro da doença--, com 8.680 casos confirmados e 116 mortes.

No Brasil, o Ministério da Saúde confirmou na tarde desta terça-feira 55 novos casos da doença, elevando para 680 o total de pessoas infectadas no país. Desse total, apenas uma pessoa --um caminhoneiro do Rio Grande do Sul-- morreu.

No evento, que reuniu ministros mexicanos e especialistas de todo o mundo, a diretora-geral admitiu que o comportamento do vírus AH1N1 ainda não foi totalmente compreendido e que por isso é preciso manter toda cautela para evitar número maior de mortes.

Ela destacou, contudo, que os sintomas da nova gripe (febre alta, dificuldade respiratória, falta de ânimo, dor torácica e, em alguns casos, vômitos) e os protocolos de atuação já foram plenamente identificados.

Tsunami

A especialista comparou a gripe suína a um tsunami que cresce, atinge sua altura máxima e, depois, causa estragos com consequências que duram vários meses nos países atingidos.

Além de parabenizar o México pela resposta "rápida" e "transparente" dada à gripe, Chan elogiou o papel e a coordenação do Canadá e dos EUA, que, diante da situação, prestaram auxílio e o tempo todo atuaram em conjunto com as autoridades mexicanas.

As três nações americanas estabeleceram um precedente "que outros países seguiram" diante da pandemia de gravidade moderada, que recentemente atingiu o grau 6, o maior dentro da escala da OMS.

Por sua vez, Calderón disse que enfrentar a gripe "é um desafio global que requer uma resposta global". "Nenhum governo pode ganhar sozinho esta batalha", afirmou, perante representantes de 43 países.

O mexicano agradeceu a presença dos representantes estrangeiros. "Esta reunião é uma mostra de confiança no México, que é um lugar salubre, seguro e que recebe todos vocês de braços abertos", acrescentou Calderón, que, durante o surto da doença no país, criticou duramente os países que adotaram medidas de restrição de viagens em relação ao México.

O presidente lembrou que "qualquer nação pode sofrer, a qualquer momento, um novo surto de gripe". O problema não é evitar que o vírus AH1N1 apareça, mas saber como lidar com a situação quando surge um foco, disse.

Sobre o desafio de desenvolver uma vacina contra o vírus AH1N1, Calderón fez um apelo "para que prevaleça o bem comum".

"Esta é uma hora de solidariedade, é uma hora de humanidade", afirmou o presidente.

Sintomas

A gripe suína é uma doença respiratória causada pelo vírus influenza A, chamado de H1N1. Ele é transmitido de pessoa para pessoa e tem sintomas semelhantes aos da gripe comum, com febre superior a 38ºC, tosse, dor de cabeça intensa, dores musculares e articulações, irritação dos olhos e fluxo nasal.

Para diagnosticar a infecção, uma amostra respiratória precisa ser coletada nos quatro ou cinco primeiros dias da doença, quando a pessoa infectada espalha vírus, e examinadas em laboratório. Os antigripais Tamiflu e Relenza, já utilizados contra a gripe aviária, são eficazes contra o vírus H1N1, segundo testes laboratoriais, e parecem ter dado resultado prático, de acordo com o CDC (Centros de Controle de Doenças dos Estados Unidos).

Com Efe

Comentários dos leitores
Caro eduardo de souza,
A vacina contra o vírus Influenza A (H1N1) foi testada antes de ser utilizada na população e, aqui no Brasil, ela é aprovada pela Anvisa. Seus efeitos colaterais possíveis, até o momento, são: dor no local da aplicação da injeção, febre, dor de cabeça ou nos músculos e articulações. Esses sintomas costumam ser leves e duram 1 ou 2 dias. Raramente, podem ocorrer reações alérgicas como inchaços, asma ou alguma reação mais forte, por conta de hipersensibilidade aos componentes da vacina.
Mais informações: fernanda.scavacini@saude.gov.br
Atenciosamente,
Ministério da Saúde
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eduardo de souza (635) 02/02/2010 02h12
eduardo de souza (635) 02/02/2010 02h12
Centenas de casos de "NERVO MORTAL", uma paralisia dos nervos, estão sendo associados aos que tomaram a vacina. Entre esses casos, a confirmação de que foi mesmo a vacina foi oficializado. "Esses casos são raros" tem afirmado o governo do Eua e os laboratorios que as produziram.
Mais da metade dos médicos N. Amer. não tomaram a vacina "MEDO DE EFEITOS COLATERAIS".
Aos que aqui voriferam os "benefícios" da vacina, estejam a vontade, podem tomá-la, alguns laboratórios estão a procura de "voluntários". :0)
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hugo chavez (310) 01/02/2010 21h39
hugo chavez (310) 01/02/2010 21h39
O silêncio do "Ministério da Saúde" frente às minhas colocações sobre as investigções mundiais em face de supostas irregularidades no episódio "pandemia de gripe suína" deixa algo no ar e cada um pode interpretar como quiser. Claro que tudo isto ocorre numa esfera muito acima do próprio Minsitério e tb, bem além do Governo brasileiro. Só os "donos do mundo" que elaboraram mais este "projeto" para o Mundo, podem esclarecer a questão. Afinal, alguns governos parecem ter sido vítimas, junto com a população mundial, destes "eventos mal esclarecidos". Para os que se perguntam se devem tomar a vacina, é bom refletir sobre tudo isto e decidir conforme a conveniência pessoal. Eu apóio as outras vacinas e as utilizo, mas, "gripe suína' e de outras "grifes", não me enganam. A "grande mídia" deveria investigar isto mais a fundo ou não? Sei lá né rsrs. sem opinião
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