Mundo
03/07/2009 - 10h48

Acordo em Honduras passa por eleições transparentes, diz analista

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da Folha Online

O principal objetivo de um acordo político em Honduras para a volta ao cargo do presidente Manuel Zelaya deve ser garantir a transparência das eleições presidenciais, regionais e legislativas previstas para novembro, diz o cientista político Francisco Rojas Aravena, secretário-geral da Flacso (Faculdade Latino-Americana de Ciências Sociais).

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Em entrevista à Folha publicada nesta sexta-feira, Aravena afirmou que "é preciso dar garantia aos candidatos de que poderão fazer campanha livre, num processo eleitoral limpo." A íntegra está disponível apenas para assinantes do jornal e do UOL.

Assim, o maior obstáculo a eleições livres é a mesma intolerância política que levou ao golpe de domingo passado (28).

O secretário-geral da Flacso acredita que, além de abrir mão da reeleição, Zelaya também terá de desistir do referendo em novembro.

"Suponho que é parte essencial [de um acordo]. Não há opção para pensar que o presidente volte a insistir na chamada quarta urna."

Para Aravena, embora um acordo seja difícil, "a alternativa é o isolamento político de Honduras e o agravamento da situação, com opositores do governo golpista e quem o apoiou, incluindo as Forças Armadas, chegando à luta nas ruas".

Golpe

Zelaya foi derrubado do poder neste domingo (28) em um golpe orquestrado pela Justiça e pelo Congresso e executado por militares, que o expulsaram para a Costa Rica. O golpe foi realizado horas antes do início de uma consulta popular sobre uma reforma na Constituição que tinha sido declarada ilegal pelo Parlamento e pela Corte Suprema.

"Fui retirado da minha casa de forma brutal, sequestrado por soldados encapuzados que me apontavam rifles", contou o presidente deposto, após chegar ao exílio na Nicarágua.

"Diziam: "se não soltar o celular, atiramos". Todos apontando para minha cara e o meu peito. [...] Em forma muito audaz eu lhes disse: 'se vocês vêm com ordem de disparar, disparem, não tenho problema de receber, dos soldados da minha pátria, uma ofensa a mais ao povo, porque o que estão fazendo é ofender o povo"."

De acordo com os parlamentares hondurenhos, a deposição de Zelaya foi aprovada por suas "repetidas violações da Constituição e da lei" e por "seu desrespeito às ordens e decisões das instituições". Segundo os seus críticos, com a consulta, Zelaya pretendia instaurar a reeleição presidencial no país. As próximas eleições gerais serão em 29 de novembro.

Depois da saída de Zelaya do país, no Congresso de Honduras, um funcionário leu uma carta com a suposta renúncia, o que ele nega. Zelaya diz ter sido alvo de "complô da elite voraz"; e seu sucessor, Micheletti, diz que o golpe foi um "processo absolutamente legal".

Comentários dos leitores
George Hamilton (23) 09/11/2009 19h41
George Hamilton (23) 09/11/2009 19h41
Fabrizio Wrolli (152) 08/11/2009 13h47
Fabrizio Wrolli (152) 08/11/2009 13h47

Sr. GEORGE HAMILTON, se não acredita no fato que a filha de Micheletti foi expulsa dos EEUU é só entrar em Google e procurar "filha de Micheletti". Se não quiser, tanto faz. O pior cego...
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Pior cego é aquele que se guia pela cartilha do partido, em vez de acreditar em rumores espalhado pelo comunistinhas/zelaiaistas eu preferi consultar fontes mais informadas e verdadeiras como declaração em vídeo do embaixador dos EE.UU. em Honduras que desmentiu o fato.
Os EE.UU. parou de dar vistos antes no começo, agora já restabelecidos, alguns funcionarios com visto oficial do Governo de Honduras tiveram seus vistos oficiais cancelados mas nem eles foram expulsos dos EE.UU.
Vale a pena primeiro (se é que quer mesmo saber a verdade) consultar sempre outras fontes.
Há sim este vídeo do embaixador americano com ele falando em espanhol até, ficou vario dias disponível no periódico de Honduras elHeraldo.
sem opinião
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marcos cesar fernandes (192) 09/11/2009 07h26
marcos cesar fernandes (192) 09/11/2009 07h26
Sr. Oliver Oak.
Desejo um bom dia ao Sr. e uma ótima semana de trabalho e gostaria de parabenizá-lo pela resposta à minha provocação que merece nosso reconhecimento.
Apesar de eu ver as coisas diferentemente do Sr. tenho que reconhecer a sua incesante persistência na defesa de seus pontos de vista, como esses ora defendidos e que são extremamente danosos a nosso país.
Só para refletir: Não estariam estes produtores brasileiros na Bolívia exatamente por culpa da péssima política agrária do INCRA, quando ao invés de priorizar os verdadeiros agricultores, fica apoiando grupelhos de arruaceiros e os perpetuando como parasitas através de bolsas disso e daquilo para poder usá-los nas campanhas políticas? Não seria isso uma "mais valia" política?
Visite qualquer assentamento aqui no Triângulo Mineiro e veja com seus próprios olhos a verdade.
2 opiniões
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Juca Bala (77) 09/11/2009 06h39
Juca Bala (77) 09/11/2009 06h39
Srs. Fabrizio e Eduardo, os parques de Orlando, da Disney e outros são passeios maravilhosos, pena que vossa ideologia ultrapassada os impeçam de aproveita-los. Me faz lembrar um conhecido que recusava-se a dar a vacina Sabin para o filho, pois como vcs, tinha congelado a mente nos anos 60 ( no caso dele, um hippie natureba) no caso de vcs anos 70 e 80, quando o socialismo/comunismo impetrou barbaridades mundo afora, condenando populações ao atraso ainda longe de ser recuperado (vide Africa). Caros, hoje (dia 9/11) é o aniversário do simbolo da falencia desta vossa utopia, que precisou sempre ser enfiada goela abaixo, e temos ainda, em quase pleno ano 2010 a Cubanização da Venezuela e uma legião de zumbis com a mente presa nos anos 70, a seguir um ditador que está levando seu pais ao caos e se acha o enviado divino para exportar sua loucura para os paises da AL. Parabéns a Honduras por te-lo barrado. E não deixem de levar seus filhos a Disney, eles vão adorar. 17 opiniões
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