Mundo
03/07/2009 - 13h50

Amsterdã quer ampliar crédito bancário para prostitutas

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da Reuters, em Amsterdã

A prefeitura de Amsterdã, capital da Holanda, quer ampliar negócios bancários e crédito para prostitutas, um esforço para impulsionar os dois setores-chave da economia da cidade. O problema, afirmam as autoridades, é que as prostitutas não podem abrir contas bancárias nas principais instituições.

O distrito da luz vermelha da cidade é famoso no mundo todo por suas mulheres exibidas em pequenas janelas e roupas menores ainda. Apesar de o comércio ser considerado legal, muitos bancos evitam ter as damas como clientes.

Como parte do "Projeto 1012" da cidade para reformar o bairro De Wallen, que inclui o distrito do sexo, a prefeitura tem sido solicitada a descobrir uma maneira para ajudar os proprietários de bordéis e profissionais do sexo a ganhar mais acesso aos bancos.

"Até agora, tem sido bastante difícil para as pessoas da indústria do sexo conseguir crédito com os bancos", informou um porta-voz da prefeitura nesta sexta-feira.

"Para eles [profissionais do sexo] é um risco não poder obter crédito regular ou ajuda ou hipoteca ou qualquer coisa de um banco normal."

Segundo o porta-voz, a prefeitura deve chegar a alguma conclusão nos próximos dois meses. Essa medida não vai, no entanto, estabelecer ou financiar um "banco do sexo" como achegou a especular um jornal local.

"É mais sobre investigarmos e conversarmos com os banqueiros e tentar criar um sistema no qual elas podem conseguir um empréstimo ou crédito", disse o porta-voz.

Ele acrescentou que a cidade quer reafirmar que a prostituição é uma indústria de "boa fé", e que os empresários que movimentam o comércio local precisam ter acesso a crédito de um banco regular por legitimidade.

Além do longo prazo, sob o Projeto 1012 --chamado assim por causa do código postal da região--, a cidade planeja restringir a prostituição em algumas pequenas áreas rigidamente controladas.

O projeto já comprou vários prédios que formalmente abrigaram as janelas da luz vermelha e os converteu em galerias de arte ou moradias.

 

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